<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323</id><updated>2012-01-26T10:13:58.290-08:00</updated><category term='Ron Paul'/><category term='Enquete'/><category term='Publicidade'/><category term='Falacia historica'/><category term='Download'/><category term='Religiao'/><category term='Adocao'/><category term='Bate papo'/><category term='Direito'/><category term='Paraiba'/><category term='PNL'/><category term='Inflacao'/><category term='Codigo'/><category term='AGA'/><category term='Livre Mercado'/><category term='Biografia'/><category term='open source'/><category term='Ayn Rand'/><category term='Documentario'/><category term='Historia'/><category term='Entrevista'/><category term='Contrabando'/><category term='Maps'/><category term='Globalizacao'/><category term='Oriente Medio'/><category term='Filosofia'/><category term='Humor'/><category term='Federalismo'/><category term='Politica'/><category term='Comunicacao'/><category term='Noticia'/><category term='Esperança'/><category term='India'/><category term='Sustentabilidade'/><category term='Economia'/><category term='Liberdade'/><title type='text'>Fênix Felipe</title><subtitle type='html'>Ato de falência moral, é punir os homensª por suas virtudes e recompensa-los por seus vícios. - John Galt (Ayn Rand, A Revolta de Atlas)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>137</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-1399103296850357663</id><published>2011-07-22T21:53:00.000-07:00</published><updated>2011-07-22T22:11:39.881-07:00</updated><title type='text'>AS CONTROVÉRSIAS DE WASHINGTON</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Lanterna na Popa&lt;/span&gt; - Roberto Campos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O panorama intelectual de Washington, sob o ponto de vista econômico, era fascinante. A nação acabara de sair de uma inesperada recaída recessiva em 1937/38, para se aproximar gradualmente do pleno emprego, sob o impacto dos investimentos bélicos. Numa conferencia de imprensa, em dezembro de 1943, Roosevelt proclamou que o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;old dr. New Deal&lt;/span&gt; havia sido substituído pelo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;dr. Win-the-War&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia ainda grandes resquícios da grande controvérsia deflagrada pela ultima recessão. Era a controvérsia entre os &lt;span style="font-style:italic;"&gt;gastadores&lt;/span&gt;, os &lt;span style="font-style:italic;"&gt;fiscalistas&lt;/span&gt; e os &lt;span style="font-style:italic;"&gt;estruturalistas&lt;/span&gt;. Assistia-se, bizarramente, a inversão de papéis. Era o contraponto entre o governador do Federal Reserve Board, Mariner Eccles, de um lado e, de outro, o secretario do tesouro, Henry Morgenthau. O primeiro destoando do habitual restricionismo dos Bancos Centrais, advogava expansão monetária por via de obras publicas, assistência social e déficits fiscais para combater a recessão. O grande fiscalista era o secretario do tesouro, Henry Morgenthau, que se aferrava a tese do equilíbrio orçamentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro grupo era dos estruturalistas, dividido por sua vez em dois subgrupos. Um, liderado por Rexford Tugwell, influente político e depois governador de Porto Rico, advogava planejamento econômico e controles. O outro, representado por Gardner C. Means e Adolph Berle, acentuava os problemas da concentração do poder econômico e preço administrados, advogando uma radical reforma estrutural que envolvesse, além do planejamento econômico, uma vigorosa ação anti-truste a fim de se alcançar a “economia da abundância”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id='fullpost'&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrario do que se pensa o problema do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;New Deal&lt;/span&gt; rooseveltiano não foi inicialmente influenciado pelo keynesianismo. Roosevelt tinha um conservadorismo inato, que o fazia recear desequilíbrios orçamentários. Keynes escrevera a teoria geral em 1936 e, até 1938, não havia substancialmente influenciado a política de Washington, conquanto sua moldura analítica parecia explicar adequadamente as lições dos dois primeiros mandatos de Roosevelt, pela seqüência seguinte: orçamentos desequilibrados e alguma recuperação econômica; política fiscal restritiva e recessão aguda; e, finalmente,  retomada do dispêndio público (a partir de 1938) e uma ressurgência econômica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gradualmente, as três premissas básicas do keynesianismo – a possibilidade do equilíbrio no subemprego, a inoperância da lei de Say, e o gasto governamental para estimular a demanda agregada – contaminaram não apenas os meios intelectuais mais a política fiscal. Mas Roosevelt só pode ser considerado um keynesiano relutante que, no máximo admitiria o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pump priming&lt;/span&gt;, ou seja, medidas de emergência para ativar a economia. Nessa categoria se incluíam as medidas emergenciais de criação de empregos, implantadas entre 1933 e 1936. Mas era basicamente contrario a adoção do financiamento deficitário como uma receita regular  de ativação econômica. A diferença entre as duas posturas é que no &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pump priming&lt;/span&gt; bastaria um empuxo governamental para ativação do setor privado, enquanto que a tese do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;déficit financing&lt;/span&gt; convalida a ação permanente do governo para manter o pleno emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande divulgador das idéias de Keynes, não só no plano intelectual, mas no plano da política pratica, foi Alvin Hansen que, de professor da Universidade de Minnesota passara à Universidade de Harvard em 1937. A contribuição teórica de Hansen tinha sido a tese de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;estagnação secular&lt;/span&gt;. A economia americana teria atravessado no ultimo quarto de século XIX dera lugar a uma nova era em que a taxa acelerada de crescimento da população, a expansão territorial, a descoberta de recursos novos e o impacto das mutações tecnológicas, que anteriormente haviam exercido ondas sucessivas de investimentos, haviam deixado de atuar. A economia se tinha tornado &lt;span style="font-style:italic;"&gt;madura&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subseqüentemente, Hansen absorveria as idéias de Keynes sobre o uso da política fiscal para a ativação da economia, e passou a defender a adoção de uma política compensatória fiscal permanente: elevação dos gastos em assistência social e obras publicas, assim como tributação progressiva da renda como instrumento de recuperação e reforma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos livros mais influentes quando cheguei a Washinton se intitulava &lt;span style="font-style:italic;"&gt;An economic program for the American democracy&lt;/span&gt;, publicado em 1938 por vários economistas de Harverd e Tufts, refletindo os encinamentos dos seminários de Hansen sobre a política fiscal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois fatores que levaram a uma majestática predominância do keynesianismo no inicio da guerra foram, portanto, o impacto da recessão inesperada de 1937/38 e a interpretação de Hansen, que viu no intervencionismo fiscal keynesiano um remédio para a tendência estagnacionista das economias maduras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estagnação secular e a maturidade econômica, dizia Hansen reconsiderando suas teses pessimistas, não condenariam a economia americana a estagnação, desde que o funcionamento automático do investimento privado fosse complementado com políticas destinadas a assegurar o pleno uso dos recursos produtivos do Estado. Caberia ao governo então esforçar-se por atingir uma economia de auto consumo e pleno emprego.&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao problema tecnológico, Hansen reconhecia que a II Guerra Mundial  estava provando que as guerras eram um tremendo estimulo ao progresso tecnológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O folheto de Hansen, publicado em janeiro de 1942, intitulado ‘After the war-full employment’ representou o ápice da absorção do pensamento keynesiano pelos “liberais” americanos. Nesse relatório, Hansen recomenda planejamento, tributação, redistribuição e dispêndio publico compensatório, assim como cooperação entre o governo e a empresa privada, numa economia mista, para &lt;span style="font-style:italic;"&gt;vitalizar&lt;/span&gt; e revigorar a iniciativa privada. Era o sistema que o National Planning Ressources Board, think tank dos keynesianos e intervencionistas de vários matizes, descrevia como “sistema modificador da livre empresa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobrava confiança nos liberais keynesianos quanto à capacidade governamental de administrar o pleno emprego através de sintonia fina. Os desapontamentos só viriam no após-guerra, quando as políticas keynesianas, casualmente eficazes no combate a recessão, trouxeram prolongados períodos de pressão inflacionária. Somente nos anos 70, o keynesianismo, como doutrina, seria temporariamente desbancada pelo monetarismo, que se baseia precisamente na visão oposta, segundo a qual é escassa a capacidade governamental de administrar a economia por sintonia fina, em vista das “expectativas racionais” do mercado (que se antecipam ás decisões econômicas do governo), e da insuficiente informação que este possui sobre micro-economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As doutrinas keynesianas tornar-se-iam uma peça substancial da agenda democrática muito além da presidência de Roosevelt. Tiveram sua consagração oficial no “Employment Act” de 1946, que atribui ao governo federal à responsabilidade de “providenciar o nível de gasto e investimentos federais necessários para atingir sustenta mente o pleno emprego”. Apareceriam depois sob variadas formas: no programa de Truman do “centro vital para expansão do pleno emprego”, no programa de Kennedy da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nova Fronteira&lt;/span&gt; e no de Johnson da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Grande Sociedade&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Hansen trouxe uma contribuição importante a teoria keynesiana de inflação da procura, ao desdobrar o “hiato inflacionário” (excesso de procura) em “hiato de fatores”, ligado ao mercado de fatores e, particularmente, à mão de obra, e “hiato de bens”. A deflagração da inflação, pressupõe excesso de demanda em ambos os mercados.&lt;/span&gt; Ver Maria Silva Bastos Marques, Inflação e política econômica após o primeiro choque do petróleo, FGV, Rio de Janeiro, 1991, pg. 14. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-1399103296850357663?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/1399103296850357663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2011/07/as-controversias-de-washington.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/1399103296850357663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/1399103296850357663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2011/07/as-controversias-de-washington.html' title='AS CONTROVÉRSIAS DE WASHINGTON'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-4867128939012087270</id><published>2010-11-23T08:48:00.000-08:00</published><updated>2011-10-07T06:43:00.359-07:00</updated><title type='text'>Neoliberal de Esquerda</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-wrqPvXk52QY/To8Br0drGNI/AAAAAAAACnI/ojZxdDiRzog/s1600/Imagens_Livros_Normal_LV238673_N.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 186px; height: 263px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-wrqPvXk52QY/To8Br0drGNI/AAAAAAAACnI/ojZxdDiRzog/s400/Imagens_Livros_Normal_LV238673_N.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660745108957108434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARLOS ALBERTO SARDENBERG (Livro: Neoliberal, não. Liberal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já foi mais charmoso no tempo do socialismo, mas no Brasil de hoje é assim: ser de esquerda é propor menos superávit primário. Parece, mas não é tão estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Superávit primário é a economia que o setor público faz para pagar juros. O governo recolhe os impostos e sai gastando com o funcionamento da máquina, pagamento de salários, benefícios previdenciários, bolsas e investimentos. O que sobra é o superávit primário, que se destina a pagar juros e reduzir a dívida pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, se um governo endividado não fizer essa economia, simplesmente dará o calote. Ou produzirá inflação, ao emitir dinheiro para cobrir as despesas, inclusive a financeira. Ou ainda aumentará a dívida, tomando empréstimo novo, a juros extorsivos, para pagar juro de empréstimos antigos.&lt;br /&gt;&lt;div id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;O Brasil já trilhou esses três caminhos ? equívocos que deixaram os três títulos mundiais: de juros altos, de gasto público elevado e de carga tributária exagerada, isso no torneio das nações emergentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 1999, no governo FHC, instalou-se o tripé de uma nova política econômica: metas de inflação, câmbio flutuante e metas de superávit primário, combinação então considerada neoliberal pelo PT. Na campanha de 2002, pressionado pela crise de confiança, Lula assumiu o tripé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganhou e cumpriu, até surpreendentemente: fez superávit superior ao do governo FHC. Também manteve firmes os outros dois lados do tripé. O dólar flutuou para baixo e os juros subiram para conter a inflação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que quanto maior o superávit primário menos dinheiro sobra para o governo gastar em todas as outras coisas. Ou seja, o governo Lula fez exatamente o que o discurso de esquerda tradicional dizia que não se devia fazer: pagar juros aos credores antes de matar a fome do povo e atender à clientela do setor público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o governo Lula e o PT resolveram a contradição? De duas maneiras. O PT, dizendo que se tratava de emergência, tipo quebra-galho para lidar com a herança maldita. Lula, aumentando o gasto social ? conceito amplo que vai da bolsa família e salário mínimo até a expansão das universidades federais e a contratação de funcionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados três anos, véspera de nova eleição presidencial e depois do mensalão, a história ficou assim. O PT da esquerda gostaria mesmo de detonar o tripé de política econômica e voltar aos termos dos antigos documentos do PT, o "Ruptura Necessária" e o "Neonacional-desenvolvimentismo". Sabendo que não tem força para isso, propõe o quê? Um superavitizinho bem menor ou nulo, de modo a sobrar mais dinheiro para gastar. E, claro, forte redução de juros, queira ou não o Banco Central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula não poderá prometer, muito menos fazer isso caso se reeleja. Se prometer, perde a condição de líder de esquerda responsável, tão badalado em Londres, por exemplo, e gera outra crise de confiança. A conseqüência seria uma deterioração nos indicadores financeiros ? dólar, juros e risco Brasil em alta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como se apresentar às eleições e como atender à clientela e à velha alma de esquerda? Simples: aumentando o gasto público. Como aumentar o gasto e fazer superávit primário ao mesmo tempo? Aumentando a arrecadação de impostos ? que subiu espantosos três pontos percentuais do Produto Interno Bruto em três anos. Considerando o PIB do ano passado, isso representa um ganho de arrecadação em torno de R$ 55 bilhões, um dinheirão retirado do setor privado, empresas e pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lógica do tripé metas de inflação/câmbio flutuante/superávit primário exige o contrário? a redução do gasto público. Quanto menor for este, maior será o superávit primário, o que significa a redução mais rápida da dívida pública. Quanto mais rápido cair a dívida, menor será a taxa de juros e, pois, menor a despesa financeira do governo, fechando-se o círculo virtuoso. Cresce a economia e é possível reduzir impostos, já que são menores as necessidades do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não. Lula assume o tripé, meio obrigado, e, para atender o lado esquerdo, desanda a gastar no custeio e no social. Aí precisa de mais impostos e mais superávit. Trava a economia, a dívida pública mal se move e, assim, os juros continuam elevados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu numa coisa tipo neoliberal de esquerda fisiológica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-4867128939012087270?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/4867128939012087270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2010/11/neoliberal-de-esquerda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/4867128939012087270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/4867128939012087270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2010/11/neoliberal-de-esquerda.html' title='Neoliberal de Esquerda'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-wrqPvXk52QY/To8Br0drGNI/AAAAAAAACnI/ojZxdDiRzog/s72-c/Imagens_Livros_Normal_LV238673_N.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-4487897877735323105</id><published>2010-02-09T12:35:00.000-08:00</published><updated>2010-07-22T21:01:26.814-07:00</updated><title type='text'>Indice de Liberdade Economica 2010 [DOWNLOAD]</title><content type='html'>&lt;div style="float: left; width: 10%;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/VszIny8-/Liberdade_Econmica_1995__2010_.html"&gt;&lt;img style="width: 580px; height: 400px;" src="http://i45.tinypic.com/14b6tj6.jpg" onmouseover="this.src='http://i50.tinypic.com/33k3k2p.jpg';" onmouseout="http://i45.tinypic.com/14b6tj6.jpg'" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="float: right; width: 90%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;" href="http://www.4shared.com/file/VszIny8-/Liberdade_Econmica_1995__2010_.html"&gt;O Índice de Liberdade Econômica 2010&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Abrange 183 países através de 10 liberdades específicas, como a liberdade de comércio, a liberdade empresarial, liberdade de investimento e dos direitos de propriedade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;divstyle="clear: both=""&gt;&lt;/divstyle="clear:&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(*)&lt;/span&gt;"As instituições básicas que protegem a liberdade dos indivíduos para perseguir seus próprios interesses econômicos tem como resultado uma maior prosperidade para a sociedade em geral."&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Adam Smith (A Riqueza das Nações)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(**)&lt;/span&gt;"As nações que centralizaram praticamente por completo suas economias viveram o caos total, enquanto que as nações com maior índice de liberdade econômica são exatamente as mais ricas do mundo. Ora, por que culpar então a parte livre das economias mistas pelos males econômicos, quando a parte centralizada ainda é enorme? Não faz sentido. De cara já percebemos que as sementes do fracasso devem estar na herança coletivista, com suas políticas anti-mercado. E de fato estão."&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Rodrigo Constantino (Uma Luz na Escuridão)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/S9Hr8kSk46I/AAAAAAAACgU/6ZdM-XBwU_w/s1600/imagem.bmp"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 128px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/S9Hr8kSk46I/AAAAAAAACgU/6ZdM-XBwU_w/s400/imagem.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463407248743392162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table bgcolor="#ffd700" border="10"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;td style="font-weight: bold;"&gt;Download &gt;&gt; 2º atualização (13 de junho de 2010)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;td&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/VszIny8-/Liberdade_Econmica_1995__2010_.html"&gt;http://www.4shared.com/file/VszIny8-/Liberdade_Econmica_1995__2010_.html&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-4487897877735323105?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/4487897877735323105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2010/02/indice-de-liberdade-economica-2010.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/4487897877735323105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/4487897877735323105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2010/02/indice-de-liberdade-economica-2010.html' title='Indice de Liberdade Economica 2010 [DOWNLOAD]'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i45.tinypic.com/14b6tj6_th.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-7718050182918106860</id><published>2010-01-29T12:49:00.000-08:00</published><updated>2010-07-24T08:29:19.971-07:00</updated><title type='text'>Rap.  Hayek Vs Keynes  - Legenda em Português [Atualizado]</title><content type='html'>&lt;object width="500" height="300"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=13586622&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=0&amp;amp;show_byline=0&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=ff7b00&amp;amp;fullscreen=1" /&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=13586622&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=0&amp;amp;show_byline=0&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=ff7b00&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="500" height="300"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-7718050182918106860?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/7718050182918106860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2010/01/rap-hayek-vs-keynes-legenda-em.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/7718050182918106860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/7718050182918106860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2010/01/rap-hayek-vs-keynes-legenda-em.html' title='Rap.  Hayek Vs Keynes  - Legenda em Português [Atualizado]'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-4236428315756214388</id><published>2009-11-15T11:30:00.000-08:00</published><updated>2011-10-07T06:47:11.660-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contrabando'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livre Mercado'/><title type='text'>Três viva aos contrabandistas</title><content type='html'>&lt;a href="http://townhall.com/columnists/WalterEWilliams/2000/08/01/three_cheers_for_smugglers"&gt;Walter E. Williams&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-SnZfNoXDNLM/To8CuPX0abI/AAAAAAAACnQ/arSBjS02UEk/s1600/800px-Boston_Tea_Party_Currier_colored.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 242px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-SnZfNoXDNLM/To8CuPX0abI/AAAAAAAACnQ/arSBjS02UEk/s400/800px-Boston_Tea_Party_Currier_colored.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660746250051676594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os dias da União Soviética, relógios suíços eram ilegais. Na era da Lei Seca americana, a venda, fabricação e importação de bebidas alcoólicas eram ilegais. E nas grandes navegações da Inglaterra altos impostos e altas tarifas, e restrições sobre as mercadorias vendidas para as colônias americanas levou a guerra da Independência de 1776. O tema comum em todos esses atos é o governo pretende interferir, regulamentar ou proibir a troca voluntária pacífica entre os indivíduos. Eu não vejo nada de errado com as pessoas usando relógios suíços, ou em tomar uma bebida ou adquirir o chá de um produtor holandês, em vez de um produtor Inglês. Mas, muitas vezes as pessoas no governo acham que sabem melhor que os próprios indivíduos que li é conveniente, e eles usam a força bruta do governo [coerção] para dificultar troca voluntária e pacífica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id='fullpost'&gt; E assim surge o meu herói, o traficante, para o resgate. Ele é o cara que, com efeito, nos diz: "Eu sei que o governo não quer que você tenha um Martini ou um copo de vinho, mas posso conseguir isso para você." Ele poderia ter que executar operações clandestinas, e chantagem e corromper funcionários públicos, que acrescenta custo ao produto -, mas pelo menos você tem a bebida. Antes de olharmos para nossas atitudes quanto aos contrabandistas, poderíamos considerar que alguns dos homens que celebramos a cada quatro de julho, como &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/John_Hancock"&gt;John Hancock&lt;/a&gt; estava envolvido em contrabando. Você diz: "Qual é a lição da história, Williams?” De acordo com uma reportagem intitulada "&lt;a href="http://www.newsweek.com/id/85568"&gt;Big Tobacco's Next Legal War&lt;/a&gt;” em 31 de julho no Newsweek.com, há um florescente comércio de cigarros contrabandeados. As empresas de tabaco fabricar legalmente os seus produtos e vendem legalmente para os varejistas nacionais e estrangeiros. Depois disso, o cigarro pode mudar de mãos várias vezes antes de acabar nas mãos dos contrabandistas. Contrabandistas podem induzir os cidadãos da Califórnia ou de Nova Iorque que: "O governo está rasgando meu dinheiro, fazendo-me pagar R $ 4,50 por pacote de cigarros. Dê-me um pacote de $ 2,00 e você pode dar ao luxo de tragar um cigarro” Em minha opinião, esse cara é um herói. Mas aqui está o problema. Mesmo que não haja nenhuma justificativa moral para a extorsão de impostos federais e estaduais, dos governos aos fumantes, a maioria dos fumantes se arrependerá, porque são pessoas respeitadoras da lei. Quase por definição, as pessoas que se envolvem com o contrabando têm menor respeito pelas leis em geral. Estas são pessoas que não medem o uso da violência na resolução de litígios. E não medem esforços em corromper funcionários públicos por meio de intimidação, suborno ou pagamentos. Outlaws (fora da lei) são os principais beneficiários do ataque nacional contra os fumantes. Um par de semanas atrás, as autoridades federais indiciaram 18 pessoas por contrabando de cigarros para fora da Carolina do Norte, um estado com os impostos de cigarros baixos para o Michigan, onde os impostos são mais elevados. Os federais chegaram a encontrar um cigarro de contrabando na “sala de guerra" do edifício Raleigh, da Carolina do norte. Incrivelmente, ate os federais são alvo dos fabricantes de cigarros e do contrabando. Vamos analisar as perspectivas. Os britânicos não tiveram sucesso em parar nossos fundadores de comprar produtos contrabandeados. &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Eliot_Ness"&gt;Eliot Ness&lt;/a&gt; e sua equipe de E.U. Do departamento de Justiça, os agentes não tiveram sucesso em parar o nosso país de se embebedarem. A guerra nacional contra as drogas foi um fracasso total, não só em termos de não eliminar o comércio de drogas, mas também na transformação de bairros inteiros em zonas de guerra. Há alguma razão para acreditar que a guerra do governo contra cigarros contrabandeado vai ser mais bem-sucedida? Enquanto continuamos no assunto, vou insistir em mais duas perguntas: Será que a guerra contra os fumantes de cigarros vale a criação do crime de corrupção para funcionários públicos que está se tornando parte integrante do contrabando de cigarros? E ainda mais importante: é o ataque sobre os fumadores de cigarros mais vale banalização da nossa Constituição e Estado de Direito?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-4236428315756214388?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/4236428315756214388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/11/tres-viva-aos-contrabandistas.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/4236428315756214388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/4236428315756214388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/11/tres-viva-aos-contrabandistas.html' title='Três viva aos contrabandistas'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-SnZfNoXDNLM/To8CuPX0abI/AAAAAAAACnQ/arSBjS02UEk/s72-c/800px-Boston_Tea_Party_Currier_colored.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-3098188203069086098</id><published>2009-10-10T07:20:00.001-07:00</published><updated>2010-03-04T03:23:21.947-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ayn Rand'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Ayn Rand nos Simpsons</title><content type='html'>&lt;object height="300" width="500"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=6991700&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=0&amp;amp;show_byline=0&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=ff9933&amp;amp;fullscreen=1"&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=6991700&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=0&amp;amp;show_byline=0&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=ff9933&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" height="300" width="500"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Maggie Simpson fala pela segunda vez&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-3098188203069086098?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/3098188203069086098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/10/ayn-rand-nos-simpsons.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/3098188203069086098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/3098188203069086098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/10/ayn-rand-nos-simpsons.html' title='Ayn Rand nos Simpsons'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-3349738980578248569</id><published>2009-09-30T07:04:00.000-07:00</published><updated>2011-02-04T08:20:42.560-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicacao'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livre Mercado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Historia'/><title type='text'>Caridade Privada - Milton Friedman</title><content type='html'>&lt;object width="500" height="300"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=6949892&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=0&amp;amp;show_byline=0&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=ff9933&amp;amp;fullscreen=1" /&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=6949892&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=0&amp;amp;show_byline=0&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=ff9933&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="500" height="300"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id='fullpost'&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;❝&lt;span style="font-style:italic;"&gt;[...]Não há almoço grátis... O principio fundamental da sociedade livre e a cooperação voluntaria.&lt;/span&gt;❞ &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;- Milton Friedman&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-3349738980578248569?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/3349738980578248569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/09/milton-friedman-fala-sobre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/3349738980578248569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/3349738980578248569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/09/milton-friedman-fala-sobre.html' title='Caridade Privada - Milton Friedman'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-8404307017760628643</id><published>2009-08-23T04:37:00.000-07:00</published><updated>2010-03-21T11:57:34.806-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ron Paul'/><title type='text'>Ron Paul - E se? remasterizado - legenda em português</title><content type='html'>&lt;object width="500" height="300"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=6316405&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=0&amp;amp;show_byline=0&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=ff9933&amp;amp;fullscreen=1" /&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=6316405&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=0&amp;amp;show_byline=0&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=ff9933&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="500" height="300"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="10" bgcolor="#ffd700"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;td style="font-weight: bold;"&gt;YouTube&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;td&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=f_xD3d3E7mU"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=f_xD3d3E7mU&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;td style="font-weight: bold;"&gt;Vimeo&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;td&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/6316405"&gt;http://vimeo.com/6316405&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-8404307017760628643?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/8404307017760628643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/08/ron-paul-e-se-remasterizado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/8404307017760628643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/8404307017760628643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/08/ron-paul-e-se-remasterizado.html' title='Ron Paul - E se? remasterizado - legenda em português'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-2662850294858551492</id><published>2009-08-19T11:11:00.000-07:00</published><updated>2012-01-25T11:46:48.410-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='open source'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Globalizacao'/><title type='text'>O Desafio Goldcorp</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O principio fundamental da sociedade livre e a cooperação voluntaria."&lt;/span&gt; - Milton Friedman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Goldcorp é uma companhia de mineração canadense, que estava à beira da falência e que não conseguia encontrar mais reservas de ouro em sua mina, localizada em Red Lake, no noroeste de Ontário. Rob McEwen, presidente e diretor-executivo da Goldcorp inc, com sede em Toronto, havia desencadeado a corrida do ouro ao fazer um desafio global: mostraremos a vocês todos os nossos dados sobre a mina de Red Lake se vocês nos disserem onde provavelmente encontraremos as próximas 6 milhões de onça de ouro. O premio: um total de Us$ 575mil, com uma recompensa máxima Us$105mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comunidade de mineração ficou chocada. Com a idéia de expor seus dados super secretos ao mundo. A cultura na época era a de que as informações a respeito das prospecções eram sigilo absoluto, e não deveriam ser compartilhadas. Principalmente pra uma indústria conservadora e muito privada, o segredo era seu lema e fazer aquilo era algo totalmente não convencional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas McEwen sabia que a competição, que ele chamou de “Desafio Goldcorp”, tinha grandes riscos. Antes de tudo, ela expunha à empresa a oferta hostil por controle. Mas os riscos de continuar a fazer as coisas da maneira antiga eram ainda maiores. "A mineração é uma das atividades industriais mais antigas da humanidade", diz McEwen. "Mas uma descoberta mineral é como uma descoberta tecnológica. Existe o mesmo enriquecimento rápido enquanto o aumento de expectativa melhora a rentabilidade. Se pudéssemos achar ouro mais rapidamente, poderíamos realmente aumentar o valor da empresa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mercado de ouro estava em baixa. Os custos de operar uma mina eram altos. Os mineiros entraram em greve. McEwen até recebeu uma ameaça de morte. Mas o novo proprietário sabia que a mina tinha potencial. McEwen acreditava que o minério de alta qualidade encontrado na mina vizinha, que estava presente em partes da faixa de 222 quilômetros quadrados de Red Lake — só precisa encontrá-lo. Sua estratégia começou a tomar forma num seminário no MIT em 1999. Presidentes de empresas de várias partes do mundo estavam ali para aprender sobre avanços em tecnologia de informação. A atenção do grupo acabou se voltando para o sistema operacional Linux e a revolução do código aberto. "Eu disse 'Código aberto' É isto que eu quero!‘“, lembra-se McEwen em seu raciocínio se pudesse atrair a atenção de grandes talentos mundiais para o problema de encontrar mais ouro em Red Lake, assim como o Linux fizera para atrair grandes programadores para a causa do software melhor, poderia aproveitar milhares de mentes às quais normalmente não teria acesso. Também poderia acelerar a exploração e melhorar suas chances de descoberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo em março de 2000, numa reunião da indústria, McEwen revelou o Desafio Goldcorp numa pagina na internet. A resposta externa foi imediata. Mais de 1.400 cientistas, engenheiros e geólogos de cinqüenta países entre elas alunos de pós-graduação, consultores, matemáticos e oficiais militares, todos querendo uma parte do prêmio. baixaram os arquivos com os dados da empresa e começaram a exploração virtual. Quando os dados deles começaram a chegar, o painel de cinco jurados ficou impressionado com a criatividade do que fora enviado. No final, foram identificados 110 alvos de exploração, dos quais 50% não haviam sido identificados previamente pela empresa e mais de 80% dos novos alvos produziram quantidades significativas de ouro. Resultado de tudo isso o vencedor foi uma associação de dois grupos da Austrália: Fractal Graphics, de West Perth, e Taylor Wall &amp;amp; Associates, de Queensland. Juntos, eles haviam desenvolvido uma poderosa descrição gráfica da mina em três dimensões (3-D).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para McEwen, o contexto em si era uma mina de ouro. "Perfuramos quatro dos cinco principais alvos do vencedor e atingimos ouro em todos os quatro", diz ele. "Mas o que é realmente importante é que, de um lugar remoto, os vencedores foram capazes de analisar uma base de dados e gerar alvos sem sequer visitar o terreno. Ficou claro que isto é coisa do futuro." O Resultado de tudo isso, a empresa saltou de um faturamento de U$100 milhões para U$ 9 bilhões e suas ações saltaram de cem dólares em 1993 para mais de U$ 3 mil hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vencedores do Desafio Goldcorp 2001, Archibald e seus companheiros dividiram um grande prêmio de US$ 105 mil por sua apresentação detalhando alvos prováveis para encontrar ouro. "Nunca estive na mina", diz Archibald. "Nunca estive no Canadá." Archibald quando soube do concurso, viu ali uma oportunidade para sua empresa, especializada na produção de modelos 3-D de minas... Embora o prêmio em dinheiro, que a equipe de Archibald dividiu com a Taylor Wall &amp;amp; Associates, mal tenha coberto o custo do projeto, a publicidade impulsionou os negócios da firma. "Teria demorado anos para obtermos o reconhecimento na América do Norte que esse projeto nos deu da noite para o dia", diz Archibald.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem essa é só mais uma das inúmeras respostas possíveis desenvolvidas em comunidades que nos é apresentada em tempo de globalização e de colaboração global(terceirização).Que se manifesta em ambiente livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fonte: Wikinomics,Como a Colaboração em Massa Pode Mudar o Seu Negócio - Don Tapscott;  O Mundo é Plano: uma Breve História do Século XXI - Thomas L. Friedman)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-2662850294858551492?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/2662850294858551492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/08/o-desafio-goldcorp.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/2662850294858551492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/2662850294858551492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/08/o-desafio-goldcorp.html' title='O Desafio Goldcorp'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-3011742071144786164</id><published>2009-08-16T10:43:00.001-07:00</published><updated>2009-10-10T07:24:06.794-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PNL'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ayn Rand'/><title type='text'>Discurso: A Nascente baseado no livro de Ayn Rand</title><content type='html'>&lt;object width="500" height="300"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=6131516&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=0&amp;amp;show_byline=0&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=ff9933&amp;amp;fullscreen=1" /&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=6131516&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=0&amp;amp;show_byline=0&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=ff9933&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="500" height="300"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-3011742071144786164?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/3011742071144786164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/08/555_1587.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/3011742071144786164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/3011742071144786164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/08/555_1587.html' title='Discurso: A Nascente baseado no livro de Ayn Rand'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' 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type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/2420735667171291044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/2420735667171291044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/08/download-obrigado-por-fumar-legendado.html' title='Download: Obrigado por fumar (legendado)'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SoRmbQwLs0I/AAAAAAAACcw/eHvf5dzxu3c/s72-c/_poster001.jpg' height='72' 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title='Documentário: Roube Este Filme - Pirate Bay'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-4936888980297469743</id><published>2009-08-13T11:39:00.000-07:00</published><updated>2009-08-14T11:23:32.332-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografia'/><title type='text'>Biografia: Thomas Szasz</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SoReiW7Uo-I/AAAAAAAACcI/744DW5ZYGBY/s1600-h/Thomas+Szasz+Syracuse+2008+by+Steve.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 197px; height: 233px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SoReiW7Uo-I/AAAAAAAACcI/744DW5ZYGBY/s400/Thomas+Szasz+Syracuse+2008+by+Steve.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369520600095433698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;por: &lt;a href="http://www.ordemlivre.org/textos/autor/123"&gt;Jim Powell&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos Estados Unidos, o governo conseguiu mais controle direto sobre pacientes com doenças mentais do que jamais teve sobre os índios americanos ou sobre os escravos negros. Esses pacientes tiveram qualquer independência que possuíssem eliminada pela administração de drogas, eletrochoques, choques de insulina, lobotomias, e outros supostos tratamentos. Supostamente, essas pessoas sofrem de “doenças mentais”, que foram a justificativa para que maridos internassem esposas rejeitadas em instituições psiquiátricas, famílias largassem parentes embaraçosos, e comunidades encerrassem desviantes sociais. Embora o número de pessoas em hospitais psiquiátricos nos Estados Unidos tenha caído ao longo das últimas quatro décadas, o número de pessoas em outros programas pagos pelo governo e por seguros aumentou. Esses programas incluem hospitais da Veterans Administration, hospitais gerais, asilos, centros de reabilitação para dependentes químicos e alcoólatras, instalações de psiquiatria forense, conjuntos habitacionais estatais, pensões e abrigos, além das penitenciárias. O número de pessoas em todos esses lugares é estimado em um milhão.&lt;br /&gt;&lt;div id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que qualquer outra pessoa em tempos recentes, o psiquiatra Thomas S. Szasz expressou oposição à internação involuntária, e seus escritos inspiraram o movimento para restaurar as liberdades civis dos pacientes. “Em uma sociedade livre”, ele declarou, “não acredito que ninguém deva ser privado de sua liberdade por nenhuma razão que não seja acusação, julgamento e condenação por um crime... Os pacientes psiquiátricos nos Estados Unidos... sofrem amplas e graves violações de seus direitos constitucionais. Acredito que hoje são essas pessoas, mais do que os membros de grupos raciais ou religiosos específicos, os principais bodes expiatórios de nossa sociedade”. Ele acrescentou: “Os hospitais estatais tornaram-se notórios por negligenciar, e mesmo abusar, dos pacientes psiquiátricos. Há evidências de que o encarceramento em um hospital psiquiátrico pode ser mais prejudicial à personalidade do que o encarceramento em uma prisão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Szasz denunciou a teoria psiquiátrica de que “as decisões são, de alguma forma, secretadas pelo cérebro, assim como o açúcar é secretado pelos rins quando você tem diabetes. Não é uma decisão. Simplesmente sai. Bom, eu acredito em livre-arbítrio. Eu acredito que as pessoas não podem ser objetos apropriados de algum tipo de investigação determinista. As pessoas são capazes de fazer escolhas, e devem ser responsabilizadas de várias formas pelo que fazem na vida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Szasz recebeu muitas acusações quando os hospitais psiquiátricos estatais começaram a desinstitucionalização – repentinamente libertando grandes números de pacientes. Rael Jean Isaac e Virginia C. Arnat, em Madness in the Streets: How Psychiatry and the Law Abandoned the Mentally Ill [“Loucura nas ruas: como a psiquiatria e a lei abandonaram os doentes mentais”] (1990), alegaram que “ é a ideologia de Szasz que é verdadeiramente desumana”. Alan Dershowitz, professor de Direito na Universidade de Harvard, disse que “não se pode acreditar nos argumentos de Szasz”. O jornalista Pete Hammill, escrevendo para a New York Times Magazine, chamou Szasz de “maluco”. Mas a desinstitucionalização havia começado aproximadamente em 1955, oito anos antes do primeiro grande ataque de Szasz contra a internação involuntária. A desinstitucionalização foi principalmente uma consequência de pressões financeiras sobre os orçamentos dos estados. Muitos pacientes desinstitucionalizados não se adaptaram bem, pois seu espírito de independência fora destruído pela prolongada privação de liberdade, isolamento dos familiares e do trabalho, e os efeitos de truculentos “tratamentos” psiquiátricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Szasz falou por todos os perseguidos por causa de comportamentos desviantes pacíficos. Isso incluiu a leitura de livros proibidos, sexo não-ortodoxo, e ingestão de substâncias que as autoridades desaprovavam. “Na medida em que as pessoas têm características que as distinguem umas das outras”, insistiu ele, “a atitude realmente liberal e humana quanto a essas diferenças só pode ser a aceitação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra de Szasz tornou-se conhecida por todo o mundo, traduzida para o tcheco, o holandês, o francês, o alemão, o grego, o húngaro, o italiano, o japonês, o servo-croata e o sueco. Ele fez palestras em Harvard, Yale, Princeton, Columbia, a Universidade de Michigan, a Universidade da Califórnia (em Berkeley, Los Angeles e Sacramento), e outros campi nos Estados Unidos. Além disso, ele fez palestras em mais de uma dúzia de países. Entre os prêmios que recebeu estão o Prêmio Mencken e o Prêmio de Defesa dos Direitos dos Pacientes. O San Francisco Center for Independent Thought estabeleceu anualmente o Prêmio Thomas S. Szasz por Contribuições à Causa das Liberdades Civis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irving Louis Horowitz, professor da cátedra Hannah Arendt de sociologia e ciência política da Universidade Rutgers observou que “Essencialmente, a conquista de Szasz é a habilidade única de trazer para uma disciplina que, ao menos ostensivamente, orgulha-se de sua indiferença a ditames morais, precisamente um senso de moralidade – uma ética de responsabilidade... Quando todos, desde o traficante de rua até o presidente da universidade, podem alegar ser vítimas, é precisamente esse senso de responsabilidade ética que desaparece atrás de uma nuvem de fumaça psiquiátrica”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Szasz é um homem magro, de um metro e setenta, que gosta de se vestir bem. Levou uma vida vigorosa, caminhando, jogando tênis e nadando quase todos os dias. Um repórter do jornal Philadelphia Inquirer ficou impressionado com a “intensidade emocional e vitalidade intelectual” de Szasz. A revista Cosmopolitan chamou-o de “um orador espirituoso e comovente, cujas opiniões incomuns – e ginásticas verbais – atraem grandes plateias”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Donald Oken, ex-chefe de psiquiatria no Upstate Medical Center, em Syracuse, Nova York, disse ao New York Times: “Quando as pessoas ficam sabendo que eu era chefe do departamento onde Thomas Szasz trabalha, elas mal podem esperar para ouvir que histórias loucas e fantásticas eu tenho para contar. Você teria que conhecer Tom pessoalmente para entender o quanto essa ideia é ridícula. Ele soa polêmico quando escreve, mas ele não é assim. Ele é carinhoso e agradável – não tem absolutamente nada de extravagante. Ele veste um terno de flanela cinza-escuro todos os dias para trabalhar. Ele é basicamente uma pessoa conservadora”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O historiador Ralph Raico escreveu que “Contra a corrente de uma cultura que o negaria, Szasz devolve propósito e escolha, certo e errado, ao mundo humano. Para os amigos da liberdade, ele é um dos mais importantes intelectuais vivos hoje”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thomas Stephen Szasz nasceu em Budapeste, em 15 de abril de 1920. Sua mãe foi Lily Wellisch, filha de um comerciante de cereais. Seu pai, Julius Szasz, havia estudado direito e era proprietário de alguns prédios em Budapeste. Julius era ateu, mas seu passaporte indicava que ele era judeu (os passaportes húngaros especificavam a religião ou ascendência do portador). Thomas tinha um irmão mais velho, George.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia uma parceria entre judeus e não-judeus, conforme explicou o historiador da Universidade de Columbia Istvan Deak: “Entre os anos 1840 e o início da primeira guerra mundial, a alta burguesia húngara e a elite social judaica haviam silenciosamente cooperado para modernizar a Hungria. Os judeus haviam se encarregado do desenvolvimento econômico, e a aristocracia e a burguesia haviam governado o país”. Os judeus ainda tinham de ter cuidado. O governante da Hungria era Miklos Horthy, que promovia o “nacionalismo cristão”, que significava anti-semitismo. A classe média gentia começou a exigir tratamento preferencial em detrimento dos judeus, e a legislatura de Horthy implantou cotas efetivamente limitando o número de judeus que poderiam ser admitidos nas universidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Szasz frequentou ótimas escolas, onde estudou latim, francês, alemão, matemática, física, história, e literatura húngara por oito anos. Em suas aulas de alemão, ele amava ler as obras de Friedrich Schiller, o grande dramaturgo alemão que defendia a liberdade. Szasz leu obras de Leo Tolstoy, o autor russo cujo trabalho expressava um espírito de individualismo. “Fui muito influenciado por Mark Twain”, acrescentou ele. “Amei Tom Sawyer e Huckleberry Finn. Queria ser escritor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu tio Otto era um matemático teórico que emigrou para Frankfurt, na Alemanha, onde era professor universitário. Quando Hitler chegou ao poder em 1933 e os professores judeus foram demitidos, Otto Szasz emigrou para os Estados Unidos e tornou-se professor e pesquisador na Universidade de Cincinatti. Quando ele visitava sua família em Budapeste, uma vez por ano, ele sempre falava sobre a América, que claramente era o melhor lugar para viver. Finalmente, em 1938, a família se preparou para deixar a Hungria. Por causa de restrições do governo que limitavam severamente a mobilidade, tiveram de fazê-lo aos poucos. Julius Szasz obteve um visto para a França, onde tinha parentes. Chegando a Paris, ele obteve um visto para a Holanda, e lá ele solicitou um visto americano. Naquela época, os Estados Unidos tinham cotas de imigração baseadas no local de nascimento do indivíduo. Julius era de uma cidade ao norte de Bratislava, no que se tornou a Tchecoslováquia. A cota para a Tchecoslováquia era pequena, mas muito poucas pessoas se candidatavam, e ele conseguiu o visto. Após chegar na América, ele pediu vistos preferenciais para sua esposa e seus filhos. Thomas e George então seguiram o mesmo caminho. Sua mãe veio um pouco mais tarde, depois de cuidar de negócios em Budapeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thomas e George chegaram aos Estados Unidos em 25 de outubro de 1938, sem saber uma palavra de inglês. A irmã de sua mãe foi a seu encontro, e ajudou-os a chegar a Cincinatti, onde pretendiam encontrar Otto. Eles não podiam morar com ele, porque ele alugava apenas um quarto, mas ele conseguiu permissão para Thomas ouvir aulas na Universidade de Cincinatti, para que ele pudesse começar a aprender inglês. Thomas fazia trabalhos esporádicos, como motorista, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Otto conseguiu matricular Thomas na universidade. Ele estudou medicina, formando-se em primeiro lugar de sua classe e tornando-se cidadão americano. Durante esses anos, praticamente o único livro relacionado à liberdade que ele leu foi On Liberty [“Sobre a liberdade”], de John Stuart Mill. Ele fez um estágio de um ano no Boston City Hospital, e então tornou-se médico residente nas clínicas de Universidade de Chicago, e estudou psicanálise no prestigiado Chicago Institute for Psychoanalysis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, ele conheceu e se apaixonou por Rosine Loshkajian, uma assistente social armênio-albanesa de Chicago. Casados em 19 de dezembro de 1951, eles tiveram duas filhas. Margot, nascida em 1953, tornou-se dermatologista na Mayo Clinic. Susan, nascida em 1955, tornou-se bibliotecária na Universidade Cornell. Thomas e Rosine Szasz foram casados por dezenove anos, até seu divórcio em 1970.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu primeiro artigo acadêmico foi publicado em setembro de 1947 (sobre falha cardíaca congestiva), e durante anos ele escreveu artigos para conceituados periódicos médicos como Archives of Internal Medicine e American Journal of Psychiatry. Em 1956, ele foi nomeado professor de psiquiatria no State University of New York Health Science Center, em Syracuse, onde permaneceu. No mesmo ano, ele começou a escrever artigos que antecipavam os temas aos quais se dedicaria mais tarde. O primeiro livro de Szasz, Pain and Pleasure [“Dor e prazer”] (1957), ofereceu leves críticas da opinião psiquiátrica (médica) de que toda dor tem algum tipo de base física, que pode ser medicada. Um ano depois de conseguir estabilidade, ele publicou seu primeiro grande livro, The Myth of Mental Illness [“O mito da doença mental”] (1961). Ele o via como uma sequência natural de Pain and Pleasure, mas o livro chocou a comunidade psiquiátrica. Em The Myth of Mental Illness, ele defendeu que apesar de os psiquiatras rotularem certas formas de comportamento como doenças mentais, eles não são de modo algum comparáveis a uma doença causada por um vírus ou uma bactéria. Esses, explicou Szasz, poderiam causar uma doença no cérebro, mas não uma “doença mental”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doutrina da “doença mental” tinha sérias consequências. Em primeiro lugar, rotular comportamentos como doenças mentais significava deixar de considerar as pessoas responsáveis por seus atos. Assassinos, por exemplo, podiam evitar condenações alegando insanidade – após serem declarados “insanos” por um psiquiatra. Em segundo lugar, psiquiatras ganhavam o poder de internar pessoas involuntariamente em instituições psiquiátricas. Longe de serem o agente do paciente para ajudar no tratamento de uma doença física, os psiquiatras eram frequentemente agentes do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a publicação de The Myth of Mental Illness, Szasz testemunhou em defesa de John Chomentowski, um homem de Onondaga County, em Nova York, que havia disparado tiros de alerta contra “capangas” enviados por um construtor que queria tomar sua propriedade antes da data contratada. A polícia o prendeu, os psiquiatras do governo o pronunciaram mentalmente incompetente, e ele foi internado no Matteawan State Hospital for the Criminally Insane. “Szasz testemunhou em uma audiência de habeas corpus, em que Chomentowski tentava ganhar sua liberdade do confinamento”, relembrou o psiquiatra Ronald Leifer. “O julgamento, ao qual eu compareci, recebeu muita atenção dos círculos psiquiátricos, já que pela primeira vez Szasz estava em confronto direto com psiquiatras convencionais em um fórum público... Ele acreditava que hospitais psiquiátricos são prisões, e que, efetivamente, o sr. Chomentowski havia sido preso sem ter sido condenado por um crime. Ele traduziu o jargão dos psiquiatras do hospital do estado para linguagem comum, com efeito devastador”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comissário local de saúde mental, Abraham Halpern, enviou um protesto formal ao comissário de higiene mental do estado de Nova York, Paul Hoch, que ordenou que Szasz deixasse de ensinar no Syracuse Psychiatric Hospital. O Psychiatric Quarterly publicou um ataque, “Szasz for the Gander”. Dois compatriotas de Szasz foram demitidos, mas ele permaneceu em sua posição de professor porque ele resistiu, e tinha estabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Szasz expandiu seu ataque à doença mental em Law, Liberty and Psychiatry [“Direito, liberdade e psiquiatria”] (1963): “A noção de doença mental se baseia principalmente em fenômenos como a sífilis cerebral ou condições de delírios – embriaguez, por exemplo – nas quais as pessoas podem manifestar certos distúrbios de pensamento e comportamento. Falando corretamente, no entanto, são doenças do cérebro, e não da mente. Segundo uma escola de pensamento, todas as supostas doenças mentais são desse tipo. Pressupõe-se que algum defeito neurológico, talvez muito sutil, acabará por ser descoberto, e explicará todos os distúrbios do pensamento e do comportamento. Muitos psiquiatras contemporâneos, médicos e outros cientistas são desta opinião, que implica que os problemas das pessoas não podem ser causados por necessidades pessoais, opiniões, aspirações sociais, valores, etc., em contradição. Tais dificuldades – que penso que podemos chamar simplesmente de problemas do viver – são então atribuídas a processos fisioquímicos que em algum momento serão descobertos (e sem dúvida corrigidos) pela pesquisa médica... [mas] a crença de uma pessoa – seja no Cristanismo, no Comunismo, ou na ideia de que seus órgão internos estão apodrecendo e seu corpo já está morto – não podem ser explicadas por um defeito ou doença do sistema nervoso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A internação involuntária é pior do que ir para a prisão, destacou Szasz, porque os presos são libertados após cumprirem sua pena, se não antes, enquanto indivíduos em um hospital psiquiátrico estão condenados a lá permanecer indefinidamente, a critério dos psiquiatras. “Nem internistas nem obstetras nem cirurgiões operam instituições especiais para pacientes involuntários, nem a lei os autoriza a sujeitar pessoas a tratamentos que elas não querem”, Szasz escreveu. “O paciente psiquiátrico entra no hospital de uma entre duas maneiras: voluntariamente ou involuntariamente. É preciso enfatizar que em nenhum dos casos ele tem uma verdadeira relação contratual com o hospital. Qualquer que seja o modo de entrada, o paciente se encontra em situação de internação... Se um paciente entra em um hospital psiquiátrico voluntariamente, e com um acordo de que ele pode sair quando quiser, mesmo assim os psiquiatras podem recusar-se a dar-lhe alta... Entrada voluntária é na verdade internação voluntária. Em outras palavras, o papel do paciente psiquiátrico voluntário é uma mistura entre o papel de paciente médico e o de prisioneiro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a opinião de que os indivíduos devem ser internados se são perigosos para si mesmos ou para a sociedade? “Em minha opinião”, escreveu Szasz, “a verdadeira questão não é se uma pessoa é perigosa. A questão é quem ela é, e de que forma ela é perigosa. A algumas pessoas é permitido ser perigoso para outros com impunidade. Além disso, à maioria de nós é permitido ser perigoso de algumas formas, mas não de outras. Motoristas bêbados são perigosos tanto para si mesmos quanto para os outros. Eles ferem e matam muito mais pessoas do que, por exemplo, pessoas com alucinações paranóicas de perseguição. No entanto, as pessoas rotuladas como paranóicas são prontamente internáveis, e os motoristas bêbados não são. Certos tipos de comportamento perigoso são até recompensados. Motoristas de corrida, trapezistas e astronautas recebem admiração e aplausos... Portanto, não é a periculosidade em geral que está em questão aqui, mas sim a maneira ou o estilo como uma pessoa é perigosa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Szasz desdenhava a alegação de que hospitais psiquiátricos têm qualquer capacidade de fazer os pacientes melhorarem: “Os efeitos danosos da hospitalização psiquiátrica sobre a personalidade do detento são demonstrados mais convincentemente pelo fato de que os chamados pacientes crônicos raramente tentam escapar. Pessoas confinadas em instituições psiquiátricas por períodos consideráveis perdem todas as habilidades sociais que tinham para sobreviver do lado de fora”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psiquiatras estrangulavam a responsabilidade individual não apenas internando as pessoas em instituições psiquiátricas contra a sua vontade, mas também declarando réus criminais insanos. O raciocínio vago e facilmente expansível da doença mental possibilitou que todo tipo de pessoa cometa crimes terríveis sem ser responsabilizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Law, Liberty and Psychiatry tornou Szasz uma figura polêmica, e ele começou a escsrever para publicações populares, incluindo New York Times Magazine, New York Times Book Review, Boston Sunday Herald, Atlantic Monthly, Harper’s, National Review, New Republic, e Science Digest. Alguns psiquiatras ficaram indignados. Manfred Gutmacher, um psiquiatra que ganhava dinheiro testemunhando em casos criminais, resmungou: “Um pássaro que suja o próprio ninho corteja as críticas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A psiquiatria ganhou impulso quando Thorazine e outros tranquilizantes tornaram-se amplamente disponíveis. Então vieram drogas antipsicóticas e antidepressivas. “Conforme novas gerações de medicamentos eram desenvolvidas”, explicou Ronald Leifer, “o tratamento farmacológico de doenças mentais parecia ter uma melhor relação custo-benefício e se tornava mais popular. Tornados mais confiantes pelas drogas, os psiquiatras expurgaram Szasz. Seus artigos não eram bem recebidos nos periódicos de psiquiatria. Seria praticamente impossível que alguém que compartilhasse de suas opiniões sobre ‘doenças mentais’ obtivesse um posto acadêmico em tempo integral ensinando residentes psiquiátricos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, os psiquiatras não conseguiram provar que todo comportamento humano tem uma causa física que pode ser eficientemente tratada com medicação. A repórter de ciências Natalie Angier, do jornal New York Times, escreveu: “Cada vez que pensam ter descoberto um gene real e analisável para explicar um distúrbio mental como a síndrome maníaco-depressiva ou o alcoolismo, a descoberta se dissolve sob inspeção mais intensa, ou é posta em dúvida”. David Cohen, professor associado da University of Montreal School of Social Work, observou que “após quatro décadas de uso clínico de neurolépticos [drogas antipsicóticas], os seguintes fatos emergem de qualquer análise da literatura psiquiátrica contemporânea: os clínicos não concordam quanto ao que constitui uso racional de tais drogas; a dosagem ótima de qualquer neuroléptico é desconhecida; em metade dos pacientes, os sintomas não são suprimidos pelas drogas, ou são agravados; os efeitos das drogas são confundidos com sintomas psiquiátricos; apesar da falta de dados sobre efeitos terapêuticos ou tóxicos a longo prazo... o tratamento da psicose com drogas neurolépticas está, em nível teórico e prático, em estado de confusão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a toda essa controvérsia, Szasz escreveu quinze livros. Os mais notáveis incluem The Manufacture of Madness, A Comparative Study of the Inquisition and the Mental Health Movement [“A fabricação da loucura, um estudo comparativo da inquisição e do movimento pela saúde mental”] (1970); The Age of Madness, A History of Involuntary Hospitalization Presented in Selected Texts [“A idade da loucura, uma história da hospitalização involuntária apresentada em textos selecionados”] (1973); e The Therapeutic State, Psychiatry in the Mirror of Current Events [“O estado terapêutico, psiquiatria no espelho dos acontecimentos atuais”] (1984).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Szasz tornou-se ainda mais polêmico quando desafiou a sabedoria convencional e atacou o combate às drogas. Em seu livro de 1974, Ceremonial Chemistry [“Química cerimonial”], Szasz discutiu sete mil anos de história para mostrar que drogas sempre existiram, e sempre houve alguns que “abusaram” delas, mas quando os indivíduos são responsabilizados pelos danos que causam aos outros, o uso de drogas (e outros comportamentos danosos) é mantido sob controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proibição das drogas revelou as gritantes contradições da interferência do governo na vida privada, destacou Szasz. Pessoas morrem por causa de impurezas em drogas ilegais, algo de que praticamente não se ouve falar quando as drogas são legais e seus fabricantes podem ser processados. Pessoas morrem em conflitos entre distribuidores de drogas que, por estarem envolvidos em uma atividade ilegal, não podem resolver suas disputas litigiosamente. Pessoas inocentes são assaltadas, têm suas casas roubadas e são assassinadas por usuários de drogas em busca de dinheiro para sustentar seu vício, porque ele é muito mais caro do que seria em um mercado aberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Szasz rejeitava a opinião de que os indivíduos são indefesos ante a dependência química e que a solução para o vício é minar a responsabilidade dos indivíduos por seus atos. Ele notou que todos os vícios podem ser difíceis de superar, mas as pessoas são dotadas de livre-arbítrio e têm a capacidade de mudar. Ele avisou que toda uma população viciada em governo é muito mais perigosa do que algumas pessoas viciadas em drogas. Ele expandiu o argumento em Our Right to Drugs [“Nosso direito às drogas”] (1992).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante toda a sua vida, Thomas Szasz demonstrou a coragem de defender seus princípios sozinho. Ele desafiou uma profissão poderosa e foi banido de publicações influentes; altas autoridades do governo fizeram todo o possível para arruinar sua carreira. Mas ele falou pelos mais vulneráveis entre nós. Ele defendeu os direitos iguais de pessoas que não têm voz porque estão trancafiadas em instituições psiquiátricas ou definhando em prisões pelo “crime” de ser diferente. Ele afirmou a compaixão da liberdade.&lt;br /&gt;--------------------------------&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ordemlivre.org/node/599"&gt;http://www.ordemlivre.org/node/599&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-4936888980297469743?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/4936888980297469743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/08/biografia-thomas-szasz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/4936888980297469743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/4936888980297469743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/08/biografia-thomas-szasz.html' title='Biografia: Thomas Szasz'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SoReiW7Uo-I/AAAAAAAACcI/744DW5ZYGBY/s72-c/Thomas+Szasz+Syracuse+2008+by+Steve.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-4296721732674106002</id><published>2009-07-30T11:23:00.001-07:00</published><updated>2009-07-30T12:45:15.371-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PNL'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicacao'/><title type='text'>Audiobook: Comunicação para o Sucesso - Dr. Lair Ribeiro</title><content type='html'>&lt;embed src="http://www.4shared.com/embed/121778468/12d5fbb5" allowscriptaccess="always" height="250" width="420"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/121778468/12d5fbb5/Comunicacao_para_o_sucesso.html" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i30.tinypic.com/24b0rvd.gif" alt="Image and video hosting by TinyPic" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-4296721732674106002?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/4296721732674106002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/07/audiobook-comunicacao-para-o-sucesso-dr.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/4296721732674106002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/4296721732674106002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/07/audiobook-comunicacao-para-o-sucesso-dr.html' title='Audiobook: Comunicação para o Sucesso - Dr. Lair Ribeiro'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i30.tinypic.com/24b0rvd_th.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-1148584927416657717</id><published>2009-07-30T10:56:00.001-07:00</published><updated>2009-07-30T11:08:48.539-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Enquete'/><title type='text'>Enquete 2</title><content type='html'>&lt;!-- INICIO DO CODIGO DA ENQUETE --&gt;&lt;br /&gt;&lt;form action="http://www.enquetes.com.br/enquete.asp" method="GET"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;Qual a melhor opção? Há 4 possíveis soluções para o conflito :&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input name="opcao" value="4656580" type="radio"&gt;1) &lt;a href="http://tinypic.com/" target="_blank"&gt;&lt;img style="width: 30px; height: 50px;" src="http://i29.tinypic.com/2ntiefm.jpg" alt="Image and video hosting by TinyPic" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Os árabes ficam com toda a terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input name="opcao" value="4656581" type="radio"&gt;2) &lt;a href="http://tinypic.com/" target="_blank"&gt;&lt;img style="width: 30px; height: 50px;" src="http://i30.tinypic.com/28bcfid.jpg" alt="Image and video hosting by TinyPic" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Os judeus ficam com toda a terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input name="opcao" value="4656582" type="radio"&gt;3) &lt;a href="http://tinypic.com/" target="_blank"&gt;&lt;img style="width: 30px; height: 50px;" src="http://i26.tinypic.com/2re1d3o.jpg" alt="Image and video hosting by TinyPic" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um Estado bi-nacional para judeus e árabes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input name="opcao" value="4656583" type="radio"&gt;4) &lt;a href="http://tinypic.com/" target="_blank"&gt;&lt;img style="width: 30px; height: 50px;" src="http://i27.tinypic.com/o9e4gw.jpg" alt="Image and video hosting by TinyPic" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Dois Estados para Dois Povos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input name="id" value="866660" type="hidden"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input name="origem" value="http://fenixfelipe.blogspot.com/" type="hidden"&gt;&lt;br /&gt;&lt;input value=" Votar " type="submit"&gt;&lt;/form&gt;&lt;form action="http://www.enquetes.com.br/enquete.asp" method="GET"&gt;&lt;input name="origem" value="http://fenixfelipe.blogspot.com/" type="hidden"&gt;&lt;input name="id" value="866660" type="hidden"&gt;&lt;input value="Resultado parcial" type="submit"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/form&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- FIM DO CODIGO DA ENQUETE --&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-1148584927416657717?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/1148584927416657717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/07/enquete-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/1148584927416657717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/1148584927416657717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/07/enquete-2.html' title='Enquete 2'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i29.tinypic.com/2ntiefm_th.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-6207885565094583484</id><published>2009-07-28T12:16:00.000-07:00</published><updated>2009-09-02T07:38:20.850-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Historia'/><title type='text'>Holocausto soviético e seus campos de concentração</title><content type='html'>&lt;object width="500" height="341"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=6377690&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=0&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=00ADEF&amp;amp;fullscreen=1" /&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=6377690&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=0&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=00ADEF&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="500" height="341"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SnHZsjySbdI/AAAAAAAACbA/_vQfJckX4aY/s1600-h/aspascima2.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 34px; height: 35px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SnHZsjySbdI/AAAAAAAACbA/_vQfJckX4aY/s400/aspascima2.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364307990718606802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As classes e as raças, fracas demais para conduzir as novas condições da vida, devem deixar de existir. Elas devem perecer no holocausto revolucionário.&lt;/span&gt;❞  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Karl Marx&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-6207885565094583484?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/6207885565094583484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/07/historia-sovietica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/6207885565094583484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/6207885565094583484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/07/historia-sovietica.html' title='Holocausto soviético e seus campos de concentração'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SnHZsjySbdI/AAAAAAAACbA/_vQfJckX4aY/s72-c/aspascima2.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-57812315147603371</id><published>2009-07-27T12:17:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T13:01:50.174-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oriente Medio'/><title type='text'>Introdução: EM DEFESA DE ISRAEL</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/Sm39_qPqFPI/AAAAAAAACa4/TeHxM_YJSmU/s1600-h/266186_4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 145px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/Sm39_qPqFPI/AAAAAAAACa4/TeHxM_YJSmU/s400/266186_4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363222001381676274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alan Dershowitz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;uma visão mais ampla dos conflitos no Oriente Médio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A nação judaica de Israel é acusada pela justiça internacional. As incriminações incluem a de ser um Estado criminoso e violador dos direitos humanos, uma imagem especular do nazismo e de ser a barreira mais intransigente para a paz no Oriente Médio. Pelo mundo todo, das comissões da ONU aos campi das universidades, Israel é discriminado com condenações, despojamentos, boicotes e demonizações. Seus líderes são ameaçados de processos como criminosos de guerra. Seus amigos são acusados de dupla lealdade e provincianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou a hora de uma defesa proativa de Israel ser apresentada na corte da opinião pública. Neste livro apresento tal defesa – não de qualquer política ou ação israelense, mas do direito básico de Israel à existên¬cia. De proteger seus cidadãos do terrorismo e de defender suas fronteiras de inimigos hostis. Mostro que Israel há muito tempo deseja aceitar a existência de dois Estados, propostos no “mapa da estrada” para a paz, e que foi a liderança árabe que persistentemente se recusou a aceitar qualquer Estado judeu – não importa quão pequeno – nas regiões palestinas com maioria judaica. Também procuro apresentar um quadro realista de Israel, com seus defeitos, como uma democracia multiétnica florescente, em muitos aspectos parecida com os Estados Unidos, que oferece a todos os seus cidadãos – judeus, muçulmanos e cristãos – oportunidades e condições de vida muito melhores do que as oferecidas por qualquer nação árabe ou muçulmana. Acima de tudo, afirmo que todos que escolhem Israel como único alvo de uma crítica, que não é dirigida contra países com registros muito piores de violações de direitos humanos, são eles próprios culpados de intolerância internacional. Essa é uma acusação séria e eu a comprovo. Permitam-me esclarecer que eu não estou acusando todos os críticos de Israel de anti-semitismo. Eu mesmo tenho criticado políticas específicas e ações de Israel ao longo dos anos, como fi zeram quase todos os que apóiam Israel, praticamente todo cidadão israelense, e muitos judeus americanos. Mas também critico outros países, inclusive o meu, bem como nações da Europa, Ásia e Oriente Médio. Na medida em que a crítica é comparativa, contextual e justa, ela deve ser encorajada e não inibida. Mas, quando a nação judaica é a única a ser criticada por erros que são muito mais graves em outras nações, essa crítica atravessa a linha entre o certo e o errado, e vai do aceitável ao anti-semita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thomas Friedman, do New York Times, acertou quando disse que “criticar Israel não é anti-semitismo, e afirmar isso é mau. Mas condenar Israel por infâmia e sanção internacional – desproporcionalmente em re¬lação a qualquer outra parte no Oriente Médio – é anti-semitismo e não admiti-lo é desonestidade”.1 Uma boa defi nição usual de anti-semitismo é tomar uma característica ou uma ação largamente difundida, se não universal, e culpar apenas os judeus por ela. Foi isso que Hitler e Stalin fizeram e foi o que o antigo presidente da Universidade de Harvard A. Lawrence Lowell fez nos anos 1920 ao tentar limitar o número de judeus a serem admitidos em Harvard porque “os judeus trapaceiam”. Quando um aluno de destaque fez objeção a isso, argumentando que não-judeus também trapaceiam, Lowell respondeu: “Você está mudando de assunto; eu estou falando sobre judeus”. Da mesma maneira, quando aqueles que escolhem apenas a nação judaica para fazer crítica são questionados por que não criticam também os inimigos de Israel, eles respondem: “Você está mudando de assunto; estamos falando de Israel”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este livro prova não apenas que o Estado de Israel é inocente das acusações contra ele levantadas, mas que nenhuma nação na história que tenha enfrentado desafios semelhantes segue padrões mais elevados de direitos humanos, é mais sensível à segurança de civis inocentes, es¬força-se mais para seguir as leis ou tem estado mais disposta a assumir riscos pela paz. Esta é uma reivindicação audaz e eu a apóio com fatos e números, alguns dos quais vão surpreender aqueles que recebem in¬formações de fontes tendenciosas. Por exemplo, Israel é a única nação no mundo cujo sistema judiciário reforça ativamente a lei contra seus militares, mesmo em tempo de guerra.2 É o único país na história mo¬derna a devolver território disputado, capturado numa guerra defensiva e crucial para sua própria defesa, em troca da paz. E Israel matou menos civis inocentes, em comparação ao número dos seus civis mortos, do que qualquer país comprometido com uma guerra similar. Desafi o os acusadores de Israel a apresentar dados em apoio à sua afirmação de que, como foi dito por um acusador, Israel “é o exemplo primeiro dos violadores de direitos humanos no mundo”.3  Não serão capazes de fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o melhor é acusado de ser o pior, o foco deve mudar para os acusadores que, eu afirmo, podem ser culpados de intolerância, hipocri¬sia ou, no mínimo, de uma ignorância abismal. São eles que devem estar no banco dos réus da história, junto com outros que também escolheram o povo judeu, sua religião, sua cultura ou a nação judaica para uma con¬denação sem igual e imerecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A premissa deste livro é que uma solução de dois Estados para as reivindicações palestinas e israelenses é, ao mesmo tempo, inevitável e desejável. A forma final precisa dessa solução é, naturalmente, objeto de muita disputa – como prova o fracasso das negociações de Camp David e Taba em 2000-2001 para alcançar uma solução aceitável por ambas as partes e pelas disputas em torno do “mapa da estrada” de 2003. Existem, na verdade, apenas quatro alternativas possíveis para um Estado judeu e um Estado palestino viverem em paz, lado a lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira é a solução preferida dos palestinos, defendida pelo Hamas e outros, que rejeitam o direito de Israel existir (geralmente de-nominados de recusantes): especificamente exigem a destruição de Israel e a eliminação total de um Estado judeu em qualquer parte do Oriente Médio. A segunda alternativa é preferida por um pequeno número de fundamentalistas judeus e expansionistas: a anexação permanente da margem oeste e da faixa de Gaza e a expulsão ou integração dos milhões de árabes que atualmente habitam essas áreas. A terceira alternativa já foi a preferida dos palestinos, mas eles não mais a aceitam: algum tipo de federação entre a margem oeste e um outro Estado árabe (isto é, a Síria ou a Jordânia). A quarta, que sempre tem sido um pretexto para tornar Israel um Estado palestino de fato, é a criação de um único Estado binacional. Nenhuma dessas alternativas é aceitável atualmente. Uma resolução que reconheça o direito de autodeterminação por israelenses e palestinos é o único caminho razoável para a paz, apesar de não estar livre de riscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução de dois Estados também parece ser um dos poucos pontos de consenso para o conflito árabe-palestino-israelense que, de outra for¬ma, é um dilema insolúvel. Qualquer consideração razoável de como resolver pacificamente essa disputa prolongada deve começar a partir desse consenso. A maior parte do mundo atualmente advoga uma solução de dois Estados, incluindo a grande maioria dos norte-americanos. Uma maioria expressiva de israelenses, há muito, já aceitou esse compromisso. É hoje a posição oficial da Autoridade Palestina e dos governos do Egito, da Jordânia, da Arábia Saudita e do Marrocos. Apenas os extremistas entre os israelenses e palestinos, bem como os Estados recusantes da Síria, do Irã e da Líbia, desejam que todo território do que atualmente é Israel, a margem oeste e a faixa de Gaza sejam permanentemente controlados apenas por Israel ou apenas pelos palestinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns opositores acadêmicos de Israel, como Noam Chomsky e Edward Said, também rejeitam a solução de dois Estados. Chomsky afi r¬mou: “Não creio que seja uma boa idéia”, apesar de reconhecer que pos¬sa ser “a melhor das várias idéias ruins que andam por aí”. Há muito, Chomsky tem preferido, e aparentemente ainda prefere, um Estado úni¬co binacional baseado nos modelos do Líbano e da Iugoslávia.4 O fato de ambos esses modelos terem falhado lamentavelmente e terminado em sangrento fratricídio é ignorado por Chomsky, para quem a teoria é mais importante do que a experiência. Said opõe-se fi rmemente a qual¬quer solução que deixe Israel existir como um Estado judeu: “Não creio numa solução de dois Estados. Creio numa solução de um Estado”.5 Como Chomsky, ele é a favor de um Estado secular binacional – uma solução elitista e impraticável que teria de ser imposta a ambos os lados, uma vez que virtualmente nenhum israelense ou palestino iria aceitá-la (exceto como trama para destruir a outra nação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza, os resultados de pesquisas em favor de uma solução de dois Estados variam com o tempo, especialmente de acordo com as circunstâncias. Em períodos de conflito violento, mais israelenses e mais palestinos rejeitam o compromisso, mas a maioria das pessoas razoá¬veis percebe que, apesar do que indivíduos possam teoricamente esperar ou mesmo reivindicar como direito divino, a realidade é que nem israe¬lenses nem palestinos sairão ou aceitarão a solução de um só Estado. Conseqüentemente, a inevitabilidade – e correção – de algum tipo de compromisso de dois Estados é um começo útil para qualquer discussão que busque uma solução construtiva desse conflito perigoso e doloroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ponto de partida concordante é essencial porque cada parte dessa longa disputa inicia a narrativa de sua reivindicação relativa ao território em um ponto diferente da história. Isso não deveria ser surpre¬endente, uma vez que nações e povos em conflito geralmente escolhem como início de sua narrativa nacional o ponto que melhor serve para apoiar suas reivindicações e queixas. Quando os colonizadores ameri¬canos procuraram obter a separação da Inglaterra, sua Declaração de Independência deu início à narrativa com uma história de “repetidas injustiças e usurpações” cometidas pelo “rei de então”, tais como “taxa¬ção sem a nossa concordância” e “alojamento de muitas tropas armadas entre nós”. Aqueles que se opuseram à separação começaram sua narra¬tiva com os erros dos habitantes da colônia, como sua recusa em pagar determinados impostos e as provocações aos soldados ingleses. De modo similar, a Declaração de Independência de Israel começa sua narrativa com a terra de Israel sendo “o local de nascimento do povo judeu”, onde “eles pela primeira vez alcançaram a cidadania... e legaram ao mundo o eterno Livro dos Livros”. A genuína carta da Constituição palestina começa com a “ocupação sionista” e rejeita qualquer “reivindicação de ligações históricas ou espirituais entre os judeus e a Palestina”, a divisão da Palestina pela ONU e o “estabelecimento do Estado de Israel”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer tentativa de desvendar as controvérsias históricas de dis¬putas complexas e, em última análise, não comprováveis dos extremistas israelenses e árabes somente conduz a argumentos não-realistas de ambos os lados. Evidentemente é necessário ter alguma descrição da história – antiga ou moderna – dessa terra e de sua demografia em constante mutação, nem que seja para começar a entender como pessoas razoáveis podem chegar a conclusões tão opostas a partir dos mesmos fatos básicos. A realidade, é claro, é de que há concordância em apenas parte dos fatos. Muito é defendido e considerado a verdade absoluta por alguns, enquanto outros crêem exatamente no contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa disparidade tão acentuada de percepção resulta de vários fa¬tores. Às vezes é uma questão de interpretação de algum acontecimento. Por exemplo, quando chegarmos ao capítulo 12, veremos que ninguém nega o fato de que centenas de milhares de árabes que viviam onde hoje é Israel não vivem mais lá. Apesar de haver disputa sobre o número preciso, a maior discordância é se todos, a maioria, alguns ou nenhum desses re¬fugiados foi expulso de Israel. Se cada um partiu porque os líderes árabes lhe deram a ordem ou se houve alguma combinação desses e de outros fatores. Também há discordância sobre quanto tempo esses refugiados realmente viveram nos lugares depois abandonados, uma vez que a ONU definiu um refugiado palestino – ao contrário de qualquer outro refugia-do na história – como qualquer um que tenha vivido no território que se tornou Israel durante apenas dois anos antes de partir&lt;br /&gt;Pelo fato de ser impossível reconstruir a dinâmica precisa e as con-dições que acompanharam a guerra de 1948, deflagrada pelos Estados árabes contra Israel, a única conclusão sobre a qual se pode ter absoluta certeza é que jamais alguém saberá – ou convencerá seus opositores – se a maioria dos árabes que abandonou Israel foi expulsa, abandonada ou sofreu alguma combinação de fatores que a levou de um lugar para outro. Recentemente, Israel abriu muitos dos seus arquivos históricos para os estudiosos, e novas informações conduziram a compreensões e interpre¬tações mais amplas, mas não terminaram – e jamais terminarão – com as discordâncias.&lt;br /&gt;De modo similar, a maioria dos 850 mil judeus sefardis que viviam nos países árabes antes de 1948 foram para Israel, porque foram forçados a sair, abandonados ou experimentaram algum tipo de temor, tiveram al¬guma oportunidade ou foram em busca de um ideal religioso. Novamente,o movimento dinâmico e preciso da história jamais será conhecido, espe¬cialmente porque os países árabes dos quais saíram não mantêm registros e arquivos históricos ou recusam-se a fornecê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada lado faz jus à narrativa que lhe é conveniente, embora re-conheça que outros possam interpretar os fatos de modo algo diferente. Algumas vezes a disputa é mais sobre a definição de termos do que sobre a interpretação dos fatos. Por exemplo, os árabes freqüentemente argumen¬tam que Israel recebeu 54% do território da Palestina apesar de apenas 35% dos residentes serem judeus.7 Os israelenses, por outro lado, argu¬mentam que os judeus eram uma clara maioria nas regiões da terra aloca¬da a Israel quando a ONU fez a partição do território em disputa. Como se vê, as definições precisas podem algumas vezes estreitar as disparidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro ponto de partida deve incluir algum tipo de lei de caduci-dade para ressentimentos antigos. Assim como a questão a favor de Israel não pode mais basear-se exclusivamente sobre a expulsão dos judeus da terra de Israel no primeiro século, também a questão dos árabes não pode se basear com segurança em acontecimentos que supostamente ocorre¬ram há mais de um século. Uma razão para uma lei de caducidade é o reconhecimento de que, à medida que o tempo passa, se torna cada vez mais difícil reconstruir o passado com algum grau de precisão e as me¬mórias políticas endurecem e substituem os fatos. Como já foi dito, “há fatos e há fatos verdadeiros”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com relação aos acontecimentos que precederam a primeira Aliyah em 1882 (a imigração inicial de refugiados judeus europeus para a Palestina), existem mais memórias políticas e religiosas do que fatos reais. Sabemos que sempre houve uma presença judaica em Israel, princi¬palmente nas cidades santas de Jerusalém, Hebron e Safed, e que sempre houve uma pluralidade ou maioria em Jerusalém por séculos. Sabemos que judeus europeus começaram a se mudar para onde hoje é Israel em números significativos durante a década de 1880 – só pouco depois da época em que australianos descendentes de ingleses começaram a deslo¬car os aborígines australianos, e americanos descendentes de europeus começaram a se mudar para alguns territórios ocidentais, originalmente habitados por americanos nativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os judeus da primeira Aliyah não deslocaram os residentes locais por conquista ou por intimidação, como fizeram os americanos e aus-tralianos. Legal e abertamente compraram terras – boa parte das quais considerada não-cultivável – de proprietários ausentes. Ninguém que aceite a Austrália como sendo legitimamente uma nação cristã de lín-gua inglesa, ou a América ocidental como parte dos Estados Unidos, pode questionar a legitimidade da presença judaica onde hoje é Israel, de 1880 até o presente. Mesmo antes da divisão feita pela ONU, em 1947, tratados e leis internacionais reconheceram que a comunidade judaica existia na Palestina como questão “de direito”, e qualquer discussão racional do conflito deve ter como premissa que o “conflito fundamental” é de “di¬reito com direito”. Tais conflitos são freqüentemente os mais difíceis de resolver, já que cada lado deve ser persuadido a comprometer-se com o que acredita ser uma absoluta questão de direito. A tarefa torna-se ainda mais desalentadora quando há alguns de cada lado que vêem a sua rei¬vindicação com base num mandato divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicio a questão a favor de Israel por uma breve revisão da histó¬ria do conflito entre árabes, muçulmanos e judeus e depois entre árabes, palestinos, muçulmanos e israelenses, com ênfase na recusa dos líderes palestinos em aceitar uma solução de dois Estados (ou duas pátrias) em 1917, 1937, 1948 e 2000. Focalizo os esforços pragmáticos de Israel para viver em paz dentro de fronteiras seguras, apesar dos repetidos es¬forços dos líderes árabes para destruir o Estado judeu. Saliento os erros de Israel, mas argumento que foram geralmente cometidos num esforço bem-intencionado (apesar de algumas vezes mal orientado) de defender a sua população civil. Finalmente, argumento que Israel procurou cumprir a lei basicamente em todas as suas atividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da minha forte crença de que deve haver uma lei de cadu-cidade para ressentimentos, levantar a causa a favor de Israel requer uma breve viagem ao passado relativamente recente. Isso é necessário porque a causa contra Israel, nos dias atuais sendo levantada em campi universi¬tários, na mídia e no mundo todo, baseia-se em distorções propositais dos registros históricos, a começar com a chegada dos primeiros europeus à Palestina, no final do século XIX, e continuando com a divisão feita pela ONU, o estabelecimento do Estado judeu, as guerras entre Estados árabes e Israel, culminando no atual terrorismo e nas reações diante dele. Os registros históricos devem ser bem estabelecidos para evitar a advertência do filósofo Santayana de que aqueles que não lembram o passado estão condenados a repeti-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada capítulo deste livro começa com a acusação apresentada con¬tra Israel, citando fontes específicas. Respondo à acusação com fatos reais embasados em provas aceitáveis. Ao apresentar os fatos geralmente não me baseio em fontes pró-Israel, mas principalmente em fontes objetivas e, algumas vezes, para enfatizar algum ponto, em fontes anti-Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provo, sem sombra de dúvida, que as ações de Israel têm sido jul¬gadas por um duplo padrão pernicioso: que mesmo quando Israel foi o melhor entre os melhores do mundo, tem sido muitas vezes acusado de ser o pior entre os piores. Também provo que esse duplo padrão não tem sido apenas injusto com o Estado judeu, mas tem prejudicado o código da lei, ferido a credibilidade de organizações internacionais como a ONU e encorajado terroristas palestinos a cometer atos de violência para provo¬car reações exageradas de Israel e assegurar a condenação unilateral de Israel pela comunidade internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na conclusão do livro, argumento que é impossível entender o con-flito no Oriente Médio sem aceitar a realidade de que, desde o início, a estratégia da liderança árabe tem sido a eliminação da existência de qual¬quer Estado judeu e mesmo de uma substancial população judaica onde hoje se situa Israel. Mesmo o professor Edward Said, o mais destacado defensor acadêmico dos palestinos, reconhece que “o nacionalismo pa¬lestino foi integralmente baseado na expulsão dos israelenses [querendo dizer judeus]”8. Esse é um fato simples, não sujeito a um questionamento razoável. As provas verbais e escritas vindas de líderes árabes e palestinos são esmagadoras. Várias táticas têm sido usadas para esse fim, inclusive a mentirosa reescrita da história da imigração de refugiados judeus para a Palestina e a história demográfica dos árabes na região. Outras táticas têm incluído o ataque a civis judeus vulneráveis a partir da década de 1920,o suporte palestino a Hitler e ao genocídio nazista nos anos 1930 e 1940 e a oposição violenta à solução de dois Estados proposta pela Comissão Peel, em 1937, e depois pela ONU, em 1948. Ainda uma outra tática foi a criação e posterior exacerbação e exploração da crise dos refugiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para alguns, a simples idéia de um Estado palestino ao lado de um Estado judeu tem sido uma tática em si – um primeiro passo – para a eliminação de Israel. Entre 1880 e 1967, na verdade, nenhum porta-voz árabe ou palestino falou a favor de um Estado palestino. Em vez disso, que¬riam que a área chamada pelos romanos de Palestina fosse incorporada à Síria ou à Jordânia. Como Auni Bey Abdul-Hati, um proeminente líder palestino, disse à Comissão Peel em 1937, “não existe tal país... Palestina é um termo que os sionistas inventaram... nosso país foi, durante séculos, parte da Síria”. Portanto, os palestinos rejeitaram a pátria independente proposta pela Comissão Peel porque também traria consigo uma peque¬na pátria judaica. O objetivo sempre permaneceu o mesmo: eliminar o Estado judeu e transferir a maioria dos judeus para fora da área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os realistas árabes agora reconhecem que esse objetivo é inatingível – pelo menos em um futuro previsível. A esperança é que o pragmatismo predomine sobre o fundamentalismo e que o povo palestino e seus líderes finalmente cheguem a compreender que a causa a favor de um Estado pales¬tino é fortalecida pela aceitação de um Estado judeu. Quando os palestinos desejarem seu próprio Estado mais do que desejam a destruição do Estado judeu, a maioria dos israelenses receberá pacificamente o Estado palestino como bom vizinho. O acordo que deverá seguir o “mapa da estrada” e os apertos de mão, bem como promessas trocadas em Acaba, em 4 de junho de 2003, representam alguma esperança de que a solução de dois Estados&lt;br /&gt;– há tempos aceita por Israel – se torne finalmente uma realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acolho a discussão vigorosa sobre a questão a favor de Israel que defendo neste livro. De fato, espero gerar um debate honesto e contextual sobre um assunto que se tem polarizado por argumentos extremistas. Certamente haverá discordâncias sobre as conclusões a que chego e as inferências que faço dos fatos históricos. Mas não pode haver discordân¬cia razoável sobre os fatos básicos: os judeus europeus que se juntaram aos seus primos sefardis onde hoje é Israel, no final do século XIX, tinham um direito absoluto de procurar refúgio na terra de seus ancestrais; esta¬beleceram com o suor do rosto uma pátria judaica em partes da Palestina que justamente compraram de proprietários ausentes; deslocaram bem poucos felás (árabes que trabalhavam a terra) locais; aceitaram propos¬tas baseadas na lei internacional para uma pátria judaica repartida em áreas com maioria judaica; e, pelo menos até recentemente, quase todos os líderes palestinos e árabes categoricamente rejeitaram qualquer solu¬ção que incluísse um Estado judeu ou a autodeterminação judaica. Esses fatos indiscutíveis estabeleceram as bases do conflito que acompanhou o estabelecimento de Israel e que continua até hoje. É importante apre¬sentar esses fatos históricos como parte da atual questão a favor de Israel porque essa distorção ou omissão fundamental na história dolorosa é um elemento da questão muitas vezes levantada contra o Estado judeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi escrever este livro depois de acompanhar de perto as nego-ciações de paz de Camp David e Taba, de 2000-2001, e depois de ver como tantas pessoas no mundo se voltaram contra Israel quando as negociações falharam e os palestinos retornaram ao terrorismo. Eu estava lecionando na Universidade de Haifa, em Israel, durante o verão de 2000, e pude ob¬servar em primeira mão o entusiasmo e a expectativa com os quais tantos israelenses aguardavam o resultado do processo de paz iniciado com os acordos de Oslo em 1993 e que parecia estar a caminho da aceitação de uma resolução de dois Estados, com Israel e Palestina fi nalmente convi¬vendo pacificamente depois de tantos anos de violento conflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que o processo se encaminhava para a resolução, o pri-meiro-ministro israelense Ehud Barak surpreendeu o mundo ao oferecer aos palestinos praticamente tudo que demandavam, inclusive um Estado com sua capital em Jerusalém, o controle do Monte do Templo, a devolu¬ção de aproximadamente 95% da margem ocidental e toda a faixa de Gaza e um pacote de compensação de 30 bilhões de dólares para os refugiados de 1948. Como poderia Yasser Arafat rejeitar essa oferta histórica? O prín¬cipe Bandar, da Arábia Saudita, que estava servindo de intermediário entre as partes, exortou Arafat a “aceitar este negócio”. Você poderia alguma vez conseguir “um negócio melhor”?, perguntou. Você preferiria negociar com Sharon? Como Arafat vacilou, Bandar advertiu-o: “Espero que o senhor se lembre do que eu lhe disse. Se perdermos esta oportunidade será um crime”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observei com horror como Arafat cometeu esse crime, rejeitan¬do a oferta de Barak e abandonando as negociações de paz sem nem mesmo fazer uma contraproposta. Mais tarde o príncipe Bandar iria caracterizar a decisão de Arafat como “um crime contra os palestinos – de fato, contra toda a região”. Considerou Arafat pessoalmente res-ponsável por todas as mortes resultantes dos conflitos entre israelenses e palestinos.10 O presidente Clinton também colocou toda a culpa pelo fim do processo sobre Arafat, como o fizeram quase todos que partici-param das negociações. Mesmo alguns europeus ficaram furiosos com Arafat por abandonar essa oferta generosa. Finalmente, parecia que a opinião pública mundial estava abandonando os palestinos, que ha-viam novamente rejeitado a solução de dois Estados, e voltando-se para os israelenses, que haviam feito uma proposta para a saída do impasse violento.&lt;br /&gt;Mas em poucos meses a opinião pública internacional novamente mudou a favor dos palestinos e contra Israel, desta vez com uma vingan¬ça. Repentinamente Israel era o pária, o vilão, o agressor e o destruidor da paz. Em campi universitários ao redor do mundo era Israel – o país que tinha acabado de oferecer tanto – o único objeto das petições de despojamento e boicote. Como tantas pessoas inteligentes puderam es¬quecer tão depressa quem era culpado pelo fim do processo de paz? Como o mundo podia tão depressa transformar Arafat, o vilão de Camp David, num herói e Israel, que heroicamente tinha oferecido tanto, num vilão? O que aconteceu nesse breve período para produzir uma mudança tão dramática na opinião pública?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei sabendo que o que aconteceu foi precisamente aquilo que o príncipe Bandar havia predito a Arafat que aconteceria se rejeitasse a proposta de paz de Barak: “Você tem apenas duas alternativas. Ou você aceita esta proposta ou haverá guerra”. Arafat escolheu ir à guerra. De acordo com seu próprio ministro das Comunicações, “a Autoridade Palestina começou a preparar-se para o início da atual revolta naciona lista dos palestinos a partir do retorno das negociações de Camp David, a pedido do presidente Yasser Arafat”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desculpa para a escalada das explosões suicidas foi a visita de Ariel Sharon ao Monte do Templo. Mas, como o ministro das Comunicações alardeou, “Arafat... havia previsto o início da intifada como um passo com¬plementar à resistência palestina nas negociações, e não como um protes¬to específico contra a visita de Sharon ao Al-Haram Al-Sharif [o Monte do Templo]”. De fato, a escalada do terrorismo havia começado alguns dias antes da visita de Sharon, como parte “das instruções da Autoridade Palestina” às “forças políticas e facções para conduzir todos os elementos da intifada”. Em outras palavras, em vez de mostrar “firmeza nas negocia¬ções” fazendo contrapropostas à generosa oferta de Barak, Arafat decidiu fazer a sua contraproposta na forma de explosões suicidas e aumento da violência. O príncipe Bandar acusou Arafat de responsável pelo banho de sangue resultante: “Ainda não me recuperei... da magnitude da oportu¬nidade perdida”, declarou ele a um repórter. “Mil e seiscentos palestinos mortos até agora. E setecentos israelenses mortos. No meu julgamento, nenhuma dessas mortes de israelenses e palestinos é justifi cada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, de que maneira este homem, responsável por essas mortes evitáveis, que escolheu rejeitar a proposta de paz de Barak e instruiu seus subordinados a reiniciar a violenta intifada como um “estágio comple¬mentar” às negociações, conseguiu mudar a opinião pública mundial tão depressa em favor dos palestinos e contra Israel?  Essa pergunta desalen¬tadora necessitava de uma resposta, e foi a resposta assustadora que me levou a escrever este livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta vem em duas partes. A primeira é bastante óbvia: Arafat jogou a comprovada carta do terrorismo, que funcionou para ele tantas vezes através de sua longa e tortuosa carreira como terrorista diplomata. Ao fazer de alvo civis israelenses – crianças ou ônibus escolares, mulhe¬res grávidas em shopping centers, adolescentes numa discoteca, famílias num jantar de Pessach, estudantes universitários numa cafeteria –, Arafat sabia que podia fazer com que Israel tivesse uma reação exacerbada, pri¬meiro elegendo um primeiro-ministro mais sagaz para substituir o manso Ehud Barak, depois instigando os militares a tomar atitudes que inevi¬tavelmente resultariam na morte de civis palestinos. Funcionou perfei¬tamente, como no passado. De repente, o mundo estava vendo imagens perturbadoras de soldados israelenses atirando em multidões, parando mulheres em pontos de controle e matando civis. Arafat havia “dominado” uma “dura aritmética da dor”, como foi dito por um diplomata: “As perdas palestinas contam a seu favor e as perdas israelenses também. A não-violência não compensa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para muitos, a simples aritmética era suficiente: mais palestinos do que israelenses estavam mortos, e só esse fato já provava que Israel era o vilão. Era ignorado o fato de que, apesar de “apenas” 800 israe¬lenses terem sido mortos (até junho de 2003), os terroristas palestinos haviam tentado matar milhares mais e não haviam conseguido só porque as autoridades israelenses haviam frustrado “aproximadamente 80% das tentativas” de ataques terroristas.14 Também foi ignorado o fato de que entre os aproximadamente dois mil palestinos mortos havia centenas de homens-bomba, fabricantes de bombas, atiradores de bombas, coman¬dantes terroristas e mesmo supostos colaboradores mortos por outros palestinos. Quando se contam apenas os civis inocentes, morreram signi¬ficativamente mais israelenses do que palestinos.15 De fato, Israel matou menos civis palestinos inocentes durante as décadas que tem combatido o terrorismo do que qualquer outra nação na história diante de tal vio-lência, e essas mortes trágicas foram conseqüências não-intencionais do combate ao terrorismo, mais do que o objeto da violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que então tantas pessoas na comunidade internacional – diplo-matas, homens de mídia, estudantes, políticos, líderes religiosos – caíram na trama transparente e imoral de Arafat? Por que não culpavam Arafat pela escalada da violência, como fizeram o príncipe Bandar e outros? Por que culpavam Israel tão apressadamente? Por que líderes morais e religiosos, que geralmente traçam uma clara distinção entre aqueles que propo¬sitalmente alvejam civis inocentes e aqueles que inadvertidamente matam civis, num esforço de proteger seus próprios civis, eram incapazes de fazer essa importante distinção quando se tratava de Israel? Por que não compreenderam como a liderança palestina estava manipulando e exploran¬do a aritmética da morte? Por que não podiam ver além da contagem de corpos e focalizar o correto cálculo moral: quantas pessoas inocentes foram deliberadamente transformadas em alvos e mortas de cada lado? Procurando responder a essas perguntas perturbadoras, tornou-se claro para Procurando responder a essas perguntas perturbadoras, tornou-se claro para mim que forças obscuras estavam em jogo. A mudança dra¬mática e quase total nas percepções do público num período tão curto de tempo não podia ser explicada com base exclusiva em princípios da lógica, moralidade, justiça – mesmo política. As respostas estavam, pelo menos em parte, no fato de Israel ser o Estado judeu e o “judeu” entre os Estados do mundo. Uma total compreensão das reações bizarras do mun¬do à generosa proposta israelense de paz e a violenta resposta palestina requer o reconhecimento da longa e difícil história mundial no julgamen¬to do povo judeu por padrões diferentes e muito mais exigentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo ocorre com a nação judaica. Pouco após o seu estabeleci-mento como primeiro Estado judaico moderno do mundo, Israel tem sido avaliado segundo um duplo padrão de julgamento e crítica de suas ações ao defender-se contra ameaças à sua própria existência e à sua população civil. Este livro é sobre este duplo padrão – a sua injustiça em relação a Israel e, mais importante, seu pernicioso efeito ao encorajar o terrorismo palestino e outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o tom deste livro algumas vezes pode parecer contencioso, é por-que as acusações atuais contra Israel freqüentemente são estridentes, in¬transigentes, unilaterais e exageradas: “tipo nazista”, “genocida”, “exem¬plo clássico de violadores de direitos humanos no mundo”, e assim por diante. Essas falsas acusações devem ser respondidas direta e verdadeira¬mente antes de se poder restaurar um tom de compromisso e reconheci¬mento mútuo de erros, e os assuntos serem debatidos nos seus méritos e deméritos freqüentemente complexos. Mas, com demasiada freqüência,o debate atual, especialmente nos campi universitários, é caracterizado por acusações contenciosas e unilaterais feitas por aqueles que desejam demonizar Israel. São freqüentemente respondidas pelo reconhecimento bastante mais franco de erros por defensores de Israel e um tom de des-culpa que muitas vezes serve aos acusadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avanço em direção à paz somente virá quando ambos os lados quiserem reconhecer seus próprios erros e culpas e ir além das acusações do passado para um futuro de compromisso mútuo. Uma atmosfera favo¬rável a tal compromisso não será alcançada se o ar não for purifi cado das acusações falsas, exageradas e unilaterais que agora poluem a discussão em tantas colocações. A finalidade deste livro é ajudar a purificar o ar, fornecendo defesas diretas e verdadeiras a falsas acusações. O tom dessas defesas, algumas vezes, necessariamente espelha o tom das acusações. A principal característica dos meus escritos, discursos e aulas durante anos sempre foi ser direto e não criar intrigas ou preocupar-me em ofen¬der aqueles que, com base em suas ações intolerantes e falsas acusações, merecem ser ofendidos. Procuro seguir esse caminho neste livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez purificado o ar dos poluentes da intolerância e da falsida¬de, um debate mais diferenciado pode ser iniciado sobre políticas especifi ¬camente israelenses – bem como sobre políticas especifi camente palesti¬nas. Este livro não é parte desse debate, apesar de eu ter minhas próprias opiniões sobre muitas dessas questões. Enquanto Israel for particular e falsamente acusado de ser o principal infrator, a primeira obrigação da¬queles comprometidos com a verdade e a justiça é refutar essas acusações – de modo firme e inequívoco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Freqüentemente, perguntam-me como, na qualidade de civil de¬fensor do livre-arbítrio e liberal, posso apoiar Israel. A implicação por trás da pergunta é que devo estar comprometendo meus princípios ao apoiar um regime tão “repressivo”. A verdade é que apóio Israel precisamente porque sou um civil defensor do livre-arbítrio e liberal. Também critico Israel sempre que suas políticas violam o rigor da lei. Tampouco procuro defender ações chocantes de Israel ou de seus aliados, tais como as ma¬tanças de 1948 por tropas irregulares de civis em Deir Yassin, o massa¬cre falangista de palestinos em 1982 no campo de refugiados de Sabra e Shatila ou os assassinatos em massa de muçulmanos orando por Baruch Goldstein em 1994. Como em qualquer outra democracia, Israel e seus líderes deveriam ser criticados sempre que suas ações deixem de atingir padrões aceitáveis, mas o criticismo deveria ser proporcional, comparativo e contextual, como deveria ser também em relação a outras nações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defendo a causa de Israel com base em considerações liberais e de defesa da liberdade civil, apesar de acreditar que os conservadores tam¬bém deveriam apoiar o Estado judeu com base em valores conservadores. Não peço a ninguém que faça concessões a seus princípios. Antes, o meu pedido é que todas as pessoas de boa vontade simplesmente apliquem ao Estado judeu de Israel os mesmos princípios de moralidade e justiça que aplicam a outros Estados e povos. Se aplicassem um só padrão de justiça, a causa a favor de Israel se resolveria por si. Mas, como tantas pessoas insistem em ser mais exigentes em relação a Israel, eu agora defendo a causa segundo a qual, num julgamento por qualquer padrão racional, Israel merece o apoio – embora, certamente, não o apoio sem crítica – de todas as pessoas de boa vontade que atribuem valor à paz, à justiça, à ho-nestidade e à autodeterminação. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-57812315147603371?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/57812315147603371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/07/introducao-em-defesa-de-israel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/57812315147603371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/57812315147603371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/07/introducao-em-defesa-de-israel.html' title='Introdução: EM DEFESA DE ISRAEL'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/Sm39_qPqFPI/AAAAAAAACa4/TeHxM_YJSmU/s72-c/266186_4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-7874920560495879520</id><published>2009-07-27T10:29:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T10:59:50.449-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politica'/><title type='text'>Desregulamentar profissões. Todas!</title><content type='html'>Alexandre Barros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo anunciará em breve a proibição de carros pequenos com motores de menos de 2.0 e serão obrigatórios transmissão automática, computadores de bordo e airbags sêxtuplos. Que tal lhe pareceria essa notícia? Fords Ka, Fiats Palio, Fords Fiesta sumiriam do mercado. Todos os carros custariam muito mais caro. Adeus ao sonho do carro 1.0, sem imposto. Seria uma crise nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não causa crise sermos obrigados a pagar a um médico formado numa faculdade, que estudou seis anos, para girar lentes na frente do nosso rosto e nos dizer que temos 2,5 graus de miopia. Ou pagar a um médico a taxa de carta de motorista, para nos mandar ler algumas letras na parede. Nem causa espanto que precisemos pagar a advogados, formados por cinco anos, para nos tirarem da cadeia, coisa que um estudante de Direito do primeiro ano sabe fazer, ou até mesmo quem nunca estudou Direito.&lt;br /&gt;&lt;div id="fullpost"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi, nos anos 70, um artigo chamado "Em defesa dos advogados", publicado no Jornal da Tarde. Dias depois chegou pelo correio (a vida era assim antes daquele menino maluquinho e irresponsável, William Gates III, que abandonou a faculdade) cópia de carta do presidente da OAB de São Paulo protestando e explicando detalhadamente por que a regulamentação exercida pela OAB era fundamental para a defesa dos interesses dos possíveis clientes. Mas a carta não falava nada sobre a obrigação de pagar mais caro por advogados que estudaram cinco anos para prestar serviços corriqueiros sem complexidades ou consequências jurídicas maiores. A resposta: custa muito caro porque, quando pagamos a um advogado, temos de ressarci-lo pelos anos de estudos de Direito e pagar um naco das mensalidades da OAB, que é um sindicato que defende mais os interesses dos advogados que o dos clientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desregulamentar a medicina? Certamente. Faço palestras em que proponho a desregulamentação da medicina. A reação das plateias é de horror. Mas como? É a nossa saúde que está em jogo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente depois da reação, mas ainda durante o pânico, peço que levantem a mão todas as pessoas que utilizaram (ou seus parentes próximos) tratamentos alternativos, como cromoterapia, florais de Bach, aromaterapia, cinesiologia, hidroterapia, iridologia, quiropracticia, etc. Sempre mais de metade das audiências levantou as mãos. Ou seja, as pessoas acreditam em terapias alternativas, usam-nas em substituição à medicina e muitas depositam a continuidade de sua vida nelas (como quem se trata de câncer com extratos de sementes de pêssegos). Mas, quando perguntadas, a maioria diz-se a favor da regulamentação da medicina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem-vindos ao mundo das profissões regulamentadas. O Cialis, o maior concorrente do Viagra para disfunção erétil, custou ao laboratório que o inventou, desenvolveu e comercializa entre US$ 600 milhões e US$ 800 milhões antes da venda do primeiro comprimido. Foram centenas de cientistas, pesquisadores, bioquímicos e milhares de testes exigidos pela FDA (a Anvisa americana). Cada vez que compra uma caixa de Cialis, você paga por todos esses custos. Mas há um, inútil, que você paga e não se dá conta: o salário da farmacêutica responsável da filial da empresa que produz o Cialis no Brasil. Ela entra na produção do Cialis como Pilatos no Credo, sem ter nada que ver com os benefícios do remédio. Ela só está lá porque os farmacêuticos (como todos os outros profissionais regulamentados) conseguiram que o Congresso Nacional votasse uma lei obrigando todos os laboratórios a terem um(a) farmacêutico(a) responsável, e também cada farmácia a ter um(a) farmacêutico(a) para lhe vender a caixinha dos comprimidos mágicos (ou de qualquer outro remédio que você queira comprar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Zanine Caldas, famosíssimo arquiteto autodidata, desenhou e construiu algumas das mais caras e belas casas do Joá e da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Quem as comprava pagava por sua competência e seu bom gosto, mas um naco era para o engenheiro formado, cuja única função era assinar a planta. Zanine foi professor na Universidade de Brasília. Hoje não poderia, porque não tinha diploma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, não ganhamos nada com profissões regulamentadas. Só ganham os profissionais que fazem parte delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou contra as faculdades? Não (vivo, em parte, de ser professor). Mas acho que todos devem poder contratar, para qualquer serviço, o profissional em quem confiam, independentemente de ter ou não um diploma e/ou um registro profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando regulamentam profissões, parlamentares caem na esparrela de acreditar que estão defendendo o público. Potoca. Estão apenas defendendo um mercado cativo para grupos politicamente organizados que buzinaram nos seus ouvidos que eles deviam regulamentar alguma profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema não é só brasileiro. Todos os prédios que você vê ao vivo em Las Vegas, ou no seriado CSI, foram construídos por pessoas de bom caráter. Pedreiros, no Estado de Nevada, precisam apresentar um atestado de bom caráter, além de saber empilhar tijolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma lei de 1952 proibia comunistas de serem farmacêuticos no Texas e, no Estado de Washington, veterinários eram proibidos de tratar de vacas enfermas se não assinassem um juramento anticomunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há no Congresso brasileiro 169 projetos de regulamentação de profissões. A cada um que for aprovado você pagará mais caro por aquele serviço, em troca de proteção zero. Regulamentações profissionais só protegem os prestadores de serviços e excluem concorrentes que poderiam prestar os mesmos serviços, só que mais barato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou de ler o artigo? Não tem nada que fazer? Entre no YouTube (http://www.youtube.com/watch?v=B6vOChhue20). E ouça o hino do farmacêutico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns! A conta é toda sua, inclusive a do hino.&lt;br /&gt;------------------------------&lt;br /&gt;Alexandre Barros, cientista político (Ph.D. pela University of Chicago), é diretor-gerente da Early Warning: Análise de Oportunidade e Risco Político&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-7874920560495879520?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/7874920560495879520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/07/desregulamentar-profissoes-todas_27.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/7874920560495879520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/7874920560495879520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/07/desregulamentar-profissoes-todas_27.html' title='Desregulamentar profissões. Todas!'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-5133873751525840072</id><published>2009-07-17T10:49:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T10:39:10.888-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sustentabilidade'/><title type='text'>Use energia, enriqueça e salve o planeta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SmC7CM-mngI/AAAAAAAACaA/KPLolIqr7cY/s1600-h/nytlogo379x64.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 379px; height: 64px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SmC7CM-mngI/AAAAAAAACaA/KPLolIqr7cY/s400/nytlogo379x64.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359489203088825858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;John Tierney&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o primeiro &lt;a href="http://topics.nytimes.com/top/reference/timestopics/subjects/e/earth_day/index.html?inline=nyt-classifier"&gt;Dia da Terra&lt;/a&gt; aconteceu, em 1970, os ambientalistas norte-americanos tinham uma boa razão para se sentirem culpados. A riqueza do país e a tecnologia avançada pareciam tão ruins para o planeta que chegaram a aparecer numa famosa equação desenvolvida pelo ecologista Paul Ehrlich e pelo físico John P. Holdren, hoje conselheiro científico do &lt;a href="http://topics.nytimes.com/top/reference/timestopics/people/o/barack_obama/index.html?inline=nyt-per"&gt;presidente americano Barack Obama&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A equação deles era: I = PRT. Isso significa que o impacto ambiental é igual à população multiplicada pela riqueza multiplicada pela tecnologia. Proteger o planeta parecia exigir menos pessoas, menos riqueza e tecnologias mais simples - o mesmo tipo de transformação social e revolução energética defendidos em muitos comícios relacionados ao Dia da Terra da última quarta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id='fullpost'&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, para cientistas pesquisadores do meio ambiente, muita coisa mudou desde a década de 1970. Com os benefícios de seus esclarecimentos e equações melhoradas, vou fazer algumas previsões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Não haverá nenhuma revolução verde no campo energético ou coisas do tipo. Nenhum líder, lei ou tratado irá mudar radicalmente as fontes energéticas para as pessoas e as indústrias nos Estados Unidos ou em outros países. Nenhuma recessão ou depressão irá causar mudanças duradouras na paixão dos consumidores de consumir energia, ganhar dinheiro e adquirir novas tecnologias - e isso, acredite ou não, é uma boa notícia, pois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Quanto mais ricos todos ficam, mais verde será o planeta no longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo que esta segunda previsão parece ser difícil de acreditar se considerarmos a quantidade de carbono despejada na atmosfera hoje pelos americanos e as projeções do aumento dessas emissões na Índia e na China, à medida que esses países enriquecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais projeções facilitam deduzir que a riqueza e a tecnologia causam mais danos ao meio ambiente. No entanto, apesar da poluição aumentar quando um país se industrializa, à medida que as pessoas enriquecem, elas podem bancar água e ar mais limpos. Elas começam a usar fontes de energia que utilizam menos carbono - não só porque elas se preocupam com o &lt;a href="http://topics.nytimes.com/top/news/science/topics/globalwarming/index.html?inline=nyt-classifier"&gt;aquecimento global&lt;/a&gt;. O processo de "descarbonização" começou muito antes do nascimento de&lt;a href="http://topics.nytimes.com/top/reference/timestopics/people/g/al_gore/index.html?inline=nyt-per"&gt; Al Gore&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A velha teoria I = PRT ("a riqueza é ruim") pode ter feito algum sentido intuitivo, mas não casa com os dados analisados desde aquele primeiro Dia da Terra. &lt;a href="http://ideas.repec.org/p/nbr/nberwo/4634.html"&gt;Na década de 1990&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://ideas.repec.org/p/nbr/nberwo/4634.html"&gt;pesquisadores perceberam&lt;/a&gt; que os gráficos envolvendo o impacto ambiental não produziam uma linha ascendente simples à medida que o país enriquecia. A linha frequentemente sobe, se estabiliza, e depois reverte de forma descendente, formando uma figura como um arco ou um "U" invertido - chamado curva de Kuznets. (&lt;a href="http://nytimes.com/tierneylab"&gt;EX&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dezenas de estudos, &lt;a href="http://www.perc.org/articles/article207.php"&gt;pesquisadores identificaram curvas&lt;/a&gt; de Kuznets para uma variedade de problemas ambientais. Existem exceções para a tendência, especialmente em países com governos incompetentes e sistemas deficientes de propriedade privada. Porém, em geral, enriquecer significa eventualmente ficar mais verde. À medida que a renda sobe, as pessoas geralmente focam, antes de tudo, em limpar sua água. Depois é a vez dos poluentes do ar, como o dióxido de enxofre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o aumento da riqueza, as pessoas consomem mais energia, entretanto, elas preferem fontes energéticas mais eficientes e limpas - vão de madeira, carvão e petróleo, para gás natural e energia nuclear, progressivamente emitindo menos carbono por unidade de energia. Essa &lt;a href="http://www.pnas.org/content/105/35/12774.abstract"&gt;tendência de "descarbonização" global&lt;/a&gt; tem ocorrido num ritmo notavelmente estável, desde 1850, segundo Jesse Ausubel, da &lt;a href="http://topics.nytimes.com/top/reference/timestopics/organizations/r/rockefeller_university/index.html?inline=nyt-org"&gt;Rockefeller University&lt;/a&gt;, e Paul Waggoner, da Estação Experimental de Agricultura de Connecticut.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando você tem muitos edifícios cheios de computadores operando ao mesmo tempo, a energia entregue tem de ser bastante limpa e compacta", argumentou &lt;a href="http://phe.rockefeller.edu/jesse/JAbibliography.html"&gt;Ausubel&lt;/a&gt;, diretor do Programa para o Ambiente Humano da Rockefeller. "A tendência de longo prazo é em direção ao gás natural e à energia nuclear, ou &lt;a href="http://topics.nytimes.com/top/news/science/topics/solar_energy/index.html?inline=nyt-classifier"&gt;energia solar&lt;/a&gt;, se possível. Se o sistema energético evoluir nessa tendência, a maioria do carbono será eliminada até 2060 ou 2070".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, o que dizer sobre todo o dióxido de carbono, cuspido hoje pelos americanos, que se desloca para suas McMansões? Bem, é verdade que os moradores de subúrbios americanos emitem mais gases do efeito estufa se comparados a maioria das outras pessoas do mundo (apesar dos nova-iorquinos não serem muito diferentes de outras zonas urbanas ricas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, os Estados Unidos, e outros países ocidentais, parecem estar próximos do topo de uma curva de Kuznets em relação às emissões de carbono, prontos para começar a alegre descida curva abaixo. A quantidade de carbono emitida pelo cidadão americano médio tem permanecido estável pelas últimas décadas. Além disso, as emissões de carbono per capita começaram a declinar em alguns países, como a França. Alguns pesquisadores calculam que o ponto de mudança pode chegar quando a renda &lt;a href="http://www.springerlink.com/content/661x3u658wk81507/"&gt;per capita de um país atinge US$ 30 mil&lt;/a&gt;, mas isso pode variar amplamente, dependendo do tipo de combustível disponível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse meio tempo, mais carbono está sendo eliminado da atmosfera pelas florestas em &lt;a href="http://www.pnas.org/content/103/46/17574.short"&gt;expansão nos Estados Unidos e outros países ricos&lt;/a&gt;. O desmatamento também segue uma curva de Kuznets. Em países pobres, as florestas são desmatadas para fornecer combustível e área de cultivo. Porém, à medida que as pessoas enriquecem e obtêm melhorias tecnológicas em relação à agricultura, os campos tendem a se transformar em áreas florestais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, mesmo se o impacto dos países ricos nas emissões de gases do efeito estufa diminuir, ainda haverá um aumento das emissões de carbono pela China, Índia e outros países, os ascendentes na curva de Kuznets. Apesar desse prospecto ter o lobby de ambientalistas para a restrição dos gases do efeito estufa, alguns economistas temem que um tratado global possa, no fim das contas, prejudicar a atmosfera ao diminuir o ritmo do crescimento econômico e, portanto, prolongar o tempo necessário para os países pobres atingirem o ponto de mudança na curva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, portanto, existem tantas razões para achar que países em diferentes estágios na curva de Kuznets podemssam chegar a concordar na aplicação dessas restrições? O tratado de Kyoto não transformou a indústria nem os consumidores europeus. Apesar de que alguns ambientalistas americanos esperam que a combinação da crise econômica e um novo presidente possa deflagrar uma nova era de austeridade energética e energia verde, &lt;a href="http://phe.rockefeller.edu/news/archives/589"&gt;o senhor Ausubel afirma que eles esperam o reverso da história.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos séculos, disse ele, nada alterou drasticamente as tendências de longo prazo na forma como os americanos produzem ou usam energia - nem &lt;a href="http://topics.nytimes.com/top/reference/timestopics/subjects/g/great_depression_1930s/index.html?inline=nyt-classifier"&gt;a Grande Depressão&lt;/a&gt;, nem as guerras mundiais, nem a crise energética dos anos 1970, nem os grandiosos programas para produzir energia alternativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sistemas energéticos evoluem com uma lógica própria, gradualmente. Eles não se transformam de repente em algo diferente", explicou Ausubel. Esse não é um discurso muito empolgante para ser dito no Dia da Terra. Porém, no longo prazo, a curva de Kuznets é mais confiável que uma revolução.&lt;br /&gt;----------------------------------&lt;br /&gt;http://www.nytimes.com/2009/04/21/science/earth/21tier.html?_r=1&amp;amp;scp=10&amp;amp;sq=John%20Tierney&amp;amp;st=cse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2009/05/10/ult574u9331.jhtm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-5133873751525840072?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/5133873751525840072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/07/use-energia-enriqueca-e-salve-o-planeta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' 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scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Protecionismo e a Grande Depressão - Legendado</title><content type='html'>&lt;object width="500" height="281"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=4651557&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=0&amp;amp;show_byline=0&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=00ADEF&amp;amp;fullscreen=1" /&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=4651557&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=0&amp;amp;show_byline=0&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=00ADEF&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="500" height="281"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' 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Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-7423655792304052522</id><published>2009-05-24T11:19:00.000-07:00</published><updated>2010-07-24T09:29:52.647-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sustentabilidade'/><title type='text'>Discovery Channel - Viciados em petróleo // Dublado</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por: Thomas L. Friedman&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;object width="500" height="300"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=4786981&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=0&amp;amp;show_byline=0&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=ff9933&amp;amp;fullscreen=1" /&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=4786981&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=0&amp;amp;show_byline=0&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=ff9933&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="500" height="300"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-7423655792304052522?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/7423655792304052522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/05/discovery-channel-viciados-em-petroleo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/7423655792304052522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/7423655792304052522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/05/discovery-channel-viciados-em-petroleo.html' title='Discovery Channel - Viciados em petróleo // Dublado'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-5034178494315656426</id><published>2009-05-19T19:25:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T10:43:27.054-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sustentabilidade'/><title type='text'>A MALDIÇÃO DO PETRÓLEO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/ShNwj4wFOoI/AAAAAAAACVQ/U6Ot2CE9mzk/s1600-h/a.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 174px; height: 180px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/ShNwj4wFOoI/AAAAAAAACVQ/U6Ot2CE9mzk/s400/a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337733745195956866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Thomas L. Friedman “O mundo é plano”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada contribuiu mais para retardar o surgimento de um ambiente democrático em lugares como a Venezuela, 3 Nigéria, a Arábia Saudita e o Irã do que a maldição do petróleo. Enquanto os monarcas e ditadores que dirigem esses estados petrolíferos puderem enriquecer expiorando seus recursos naturais - - em vez de explorar os talentos e a energia naturais de seu povo — serão capazes de eternizar-se no poder. Podem usar o dinheiro do petróleo para monopolizar todos os instru-mentos do poder: o exército, a polícia e os órgãos de informação, e jamais precisam introduzir a verdadeira transparência ou a partilha do poder. Tudo o que têm a fazer é tomar posse da torneira do petróleo e conservá-la para eles. Nunca precisam criar impostos para seus povos, e por isso o relacionamento entre governantes e governados fica altamen-le distorcido. Sem taxação não há representação. Os governantes na verdade não precisam dar atenção ao povo nem explicar de que forma estão gastando seu dinheiro, porque o dinheiro não veio dos impostos. Por isso os países que se concentram em seus poços de petróleo sempre têm instiuições débeis ou inexistentes. Os países que se concentram em seus povos precisam desenvolver verdadeiras instituições, direitos de proprie-dade, império da lei, tribunais independentes, educação moderna, comércio exterior, investimento estrangeiro, liberdade de pensamento e pesquisa científica, a fim de obter o máximo de seus homens e mulheres. Num ensaio no Foreign Affairs intitulado "Saving Iraq rrom Its Oil" (Salvando o Iraque de seu petróleo), de julho-agosto de 2004), os economistas especializados em desenvolvimento Nancy Birdsall e Arvind Subramanian mostram que "34 países menos desenvolvidos hoje em dia possuem recursos significativos de petróleo e gás, que constituem pelo menos 30% de sua receita total de exportação. Apesar de sua riqueza, no entanto, em 12 desses países a renda per capita anual permanece abaixo de 1.500 dólares, (...) Além disso, dois terços desses 34 países não são democráticos, e dentre os que o são, somente três estão classificados na metade superior da tabela de liberdades políticas compilada pela &lt;a href="http://www.freedomhouse.org/template.cfm?page=251&amp;amp;year=2008"&gt;Freedom House&lt;/a&gt;".&lt;br /&gt;&lt;div id='fullpost'&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, a imaginação é também filha da necessidade: quando o contexto no qual se vive simplesmente não permite que a pessoa se dedique a fantasias escapistas ou radicais, elas não o fazem. Vejamos onde 3 inovação mais criativa está ocorrendo agora no mundo árabe-muçulmano: nos lugares onde há pouco ou nenhum petróleo. Como indiquei anteriormente, o Barein foi o primeiro país do Golfo Árabe a descobrir petróleo, e foi também o primeiro onde o petróleo se esgotou. Atualmente, é o primeiro estado árabe a fazer reformas traba-lhistas abrangentes a fim de desenvolver a capacidade de seus próprios operários, o primeiro a assinar um acordo de livre-comércio com os Estados Unidos e o primeiro a realizar uma eleição lívre e honesta, na qual as mulheres têm direito de candidatar-se e votar. E quantos países na mesma região se encontram paralisados ou na verdade revertendo as reformas? A Arábia Saudita e o Irã, inundados de dinheiro do petróleo. Em 9 de dezembro de 2004, numa época em que os preços do petróleo haviam subido a cerca de 50 dólares o barril, a revista The Econotnist publicou um relatório especial sobre o Irã, no qual observava: "Sem o petróleo aos preços elevados de hoje, a economia iraniana estaria cm maus lençóis. O petróleo fornece cerca de metade das receitas do governo e pelo menos 80% dos ingressos da exportação. Porém, novamente sob a influência de fanáticos no Parlamento, o dinheiro do petróleo está sendo usado para financiar subsídios perdulários em vez de desenvolvimento e novas tecnologias altamente necessárias."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena notar que a Jordânia começou a levantar o nível de seu sistema educativo e a privatizar, modernizar e desregular sua economia a partir de 1989 — exatamente quando os preços do petróleo eram baixos e o país já não podia contar com doações dos estados do Golfo produtores de petróleo. Em 1999- quando a Jordânia assinou seu tratado de livre-comércio com os Estados Unidos, suas exportações para esse país totalizaram 13 milhões de dólares. Em 2004, a Jordânia exportou mais de l bilhão de dólares em mercadorias para os Estados Unidos -- produtos fabricados pelos jordanianos. O governo da Jordânia também instalou computadores e Internet de banda larga em todas as escolas. Ainda mais importante, em 2004 a Jordânia anunciou uma reforma exigindo bom aproveitamento escolar dos líderes de orações nas mesquitas. Tra-dicionalmente, os estudantes de ensino médio da Jordânia tinham de fazer um exame para entrar na universidade, e os mais bem-sucedidos se tomav,im médicos ou engenheiros. Os de piores notas iam ser líderes de orações nas mesquitas. Em 2004 a Jordânia resolveu instituir gradual-mente um novo sistema. Daqui em diante, para ser líder de orações, o jovem terá primeiro de obter um grau de bacharel em outra matéria, e somente estudar a lei islâmica em nível de graduação, a fim de que um número maior de jovens talentosos entre para o clero e para afastar os que seguiam a carreira religiosa por haverem fracassado nas outras. Essa é uma importante modificação de contexto que dará frutos ao longo do tempo nas narrativas que os jovens jordanianos ouvem em suas mesquitas. "Foi preciso que passássemos por uma crise para aceitar a necessidade de reforma", disse o ministro do Planejamento da Jordânia, Bassem Awadallah.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe melhor mãe para as invenções do que a necessidade, e os líderes do Oriente Médio somente farão reformas quando os preços de-crescentes do petróleo os obrigarem a mudar seus contextos. As pessoas não mudam por ouvirem conselhos para fazê-lo. Mudam quando se convencem de que é preciso. Como diz o professor de assuntos interna-cionais da johns Hopkins, Michael Mandelbaum: "As pessoas não mu-dam quando dizemos a elas que existe uma opção melhor. Mudam quando concluem que não têm outra opção." Se me derem o barril de petróleo a 10 dólares, eu lhes darei reformas políticas e econômicas de Moscou a Riad e ao Irã. Se os Estados Unidos e seus aliados não colaborarem para baixar o preço do petróleo cru, suas aspirações de reformas em todas essas áreas nascerão mortas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há outro fator a considerar neste debate. Quando para prosperar é prenso fazer coisas com as próprias mãos e em seguida comerciar com os demais, em vez de furar um poço de petróleo no quintal, isso inevita-velmente amplia a imaginação e aumenta a tolerância e a confiança. Não por acaso os países muçulmanos representam 20% da população mundial, mas somente 4% do comércio do planeta. Quando os países fabricam coisas que ninguém mais deseja, comerciam menos, e menos comércio significa menos troca de idéias e menos abertura para o mundo. As cidades mais abertas e mais tolerantes do mundo muçulmano hoje em dia são os centros de comércio: Beirute, Istambul, Jacarta, Du-bai e Barein. As cidades mais abertas e tolerantes da China são Hong Kong e Xangai. As mais fechadas do mundo estão na Arábia Saudita central, onde os cristãos, hinduístas, judeus ou outros não-muçulmanos não podem expressar em público suas convicções religiosas nem construir um lugar de culto, e no caso de Meca nem sequer podem entrar. As religiões refinam e dão fundamento à imaginação. Quanto mais a imaginacao de qualquer religião - - hinduísta, crista, judaica, muçulmana ou budista -- se forma numa bolha isolada, ou numa caverna escura, mais probabilidade terá essa imaginação de partir em direções perigosas. As pessoas conectadas com o mundo e expostas a diferentes culturas e perspectivas têm muito mais probabilidade de desenvolver a imaginação do 9/11. Os que se sentem desconectados, para os quais a liberdade pessoal e a realização constituem fantasia utópica, têm mais probabilidade de desenvolver a imaginação do 11/9.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-5034178494315656426?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=2633358&amp;ID=BD0369047D9051317282B0183' title='A MALDIÇÃO DO PETRÓLEO'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/5034178494315656426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/05/maldicao-do-petroleo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/5034178494315656426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/5034178494315656426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/05/maldicao-do-petroleo.html' title='A MALDIÇÃO DO PETRÓLEO'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/ShNwj4wFOoI/AAAAAAAACVQ/U6Ot2CE9mzk/s72-c/a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-4282130791206163667</id><published>2009-05-07T07:35:00.000-07:00</published><updated>2009-07-19T18:38:20.833-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberdade'/><title type='text'>Clipe Liberdade</title><content type='html'>&lt;object height="364" width="445"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/pXXJRDTTG2k&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6&amp;amp;border=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/pXXJRDTTG2k&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="364" width="445"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-4282130791206163667?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/4282130791206163667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/05/clipe-liberdade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/4282130791206163667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/4282130791206163667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/05/clipe-liberdade.html' title='Clipe Liberdade'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-3953941244912748322</id><published>2009-05-05T09:39:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T10:45:44.243-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PNL'/><title type='text'>Como formar um empreendedor (PNL)</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.helpingchildrengrow.com/"&gt;Lauren Bradway, Ph.D&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B. J. Pinchbeck, conhecido pelos amigos como "Bege", é um típico jovem de 14 anos. Seus hobbies incluem andar de skate, jogar "paintball" com seu pai e surfar na Internet. Mas, ao contrário da maioria dos jovens de 14 anos, Bege foi visto no Good Morning America e no Oprah, foi entrevistado pelo New York Times e pelo Boston Globe, e é o webmaster do seu próprio site chamado de &lt;a href="http://www.bjpinchbeck.com/"&gt;B.J. Pinchbeck's Homework Helper&lt;/a&gt; (B.J. Pinchbeck - o ajudante dos temas de casa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em abril de 1996, respondendo a um chamado para "ajudar as crianças a conseguirem fazer seus temas mais facilmente", Bege recrutou o pai, Bruce, para desenvolver uma página na web. Bege queria que as crianças fossem capazes de satisfazer as necessidades dos seus temas de casa em um único lugar e "não terem que surfar por toda web para descobrir links educacionais realmente bons". Seu site contém 625 links para sites educacionais que cobrem tópicos de inglês, história, matemática e eventos recentes, e cada um deles inteiramente pesquisado pelo próprio Bege.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado da sua visão tem sido fenomenal. BJPinchbeck.com recebe de 5 a 6.000 visitantes todos os dias e de 20 a 40 mensagens de e-mail que são respondidas pessoalmente por Bege e seu pai.&lt;br /&gt;&lt;div id='fullpost'&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa entrevista com Bege e seu pai, eu perguntei ao Bruce como os pais podem encorajar seus filhos a se tornarem empreendedores. Ele me disse que acredita que o segredo dele foi nunca ter tratado seus filhos como crianças. Com isto ele quer dizer que ele "os fez sentir que podiam fazer qualquer coisa que quisessem". Ele também fez o possível para "atrair a atenção deles quando estavam receptivos e reconhecia a hora em que recuar parecia ser o melhor".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Minha própria história&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo crescido durante os anos 50, vivendo com meus avós numa pequena cidade no Missouri, sonhando em ser Brenda Star (heroína de revista em quadrinhos surgida em 1940), decidi "publicar" um jornal de bairro. Felizmente meus avós pareciam saber exatamente o que fazer para encorajar uma empresária prestes a florescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu avô providenciou o básico: papel, caneta e um vidro de cola. Um canto da mesa da cozinha se tornou minha escrivaninha e, durante o resto do verão, nós só comemos no outro canto da mesa para que o meu "escritório" permanecesse inalterado. Minha avó veio com a idéia para meu primeiro artigo. Quando eu perguntei "Sobre o que eu escrevo?", ela me disse: "Que tal sobre o tamanho dos tomates do jardim do Sr. Miller? Eu nunca vi tomates daquele tamanho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte eu estava entregando de porta em porta as "Notícias da Vizinhança", vendendo cada um por um centavo e com a manchete "Os tomates do Sr. Miller - os maiores até hoje!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tive meu primeiro emprego com 16 anos e foi como editora da comunidade do jornal da minha cidade, o Moberly Monitor Index. Com a idade de 35, eu vendi meu primeiro livro. Eu credito as minhas habilidades de escrever e da arte da venda ao estímulo dos meus dois avós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Como os pais podem ajudar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pesquisas mostram que os empreendedores têm certas características que não são encontradas na população em geral. Eles são pensadores independentes, criativos, auto-reflexivos e tendem a aceitar riscos. Você pode desenvolver essas mesmas características nos seus filhos pela maneira com que você interage com eles. Aqui vão algumas sugestões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   ■ Apóie os hobbies e os interesses do seu filho, ao mesmo tempo em que você permite que ele perca o interesse por algo sem se sentir culpado. Lembre-se que aprender o que você não gosta de fazer é tão importante quanto aprender do que você gosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   ■ Encoraje-os a que se exponham a certos riscos. Quando a sua filha expressar interesse em aprender a tocar guitarra, mas apresenta todos os sinais de que não é capaz de reconhecer uma nota musical, proponha que ela tente de qualquer maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   ■ Tenha certeza de que seu filho ou filha tem bastante tempo para sonhar de olhos abertos. Forneça jornais e revistas para ficarem informados sobre opiniões, conceitos e idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   ■ Providencie para que seu filho leia biografias de famosos empresários e inventores como Thomas Edison, Henry Ford e Bill Gates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   ■ Cuide para falar palavras positivas para seu filho. A auto-estima deles aumenta ao ouvir afirmações como "Você está repleto de boas idéias" e "Eu sei que você pode imaginar como fazer isto".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   ■ Encoraje-os a expressar a opinião deles sobre eventos atuais mesmo que você não concorde com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   ■ Mostre a seu filho como pesquisar assuntos na biblioteca e na Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   ■ Sugira aulas de arte no verão sobre cerâmica ou desenho para estimular a criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   ■ Visite uma mostra de artesanato para ver, na prática, como uma idéia criativa pode ser desenvolvida e apresentada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente não é nenhuma surpresa que o jovem empresário B.J.Pinchbeck ainda esteja sonhando. Como adulto, ele gostaria de administrar um hotel onde teria um computador em cada quarto. Desse modo, seus hóspedes poderiam permanecer em contato pessoal com o concierge para terem suas necessidades satisfeitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lauren Bradway, Ph.D. é autora do livro: &lt;a href="http://www.helpingchildrengrow.com/book.php"&gt;How to Maximize Your Child´s Learning Ability&lt;/a&gt;,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo &lt;a href="http://www.helpingchildrengrow.com/raiseentrepreneur.php"&gt;"How to Raise an Entrepreneur"&lt;/a&gt; encontra-se no site &lt;a href="http://www.helpingchildrengrow.com/"&gt;Helping Children Grow.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil o livro está à venda na &lt;a href="http://www.livcultura.com.br/"&gt;Livraria Cultura&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-3953941244912748322?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.golfinho.com.br/artigospnl/empreendedor.htm' title='Como formar um empreendedor (PNL)'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/3953941244912748322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/05/como-formar-um-empreendedor-pnl.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/3953941244912748322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/3953941244912748322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/05/como-formar-um-empreendedor-pnl.html' title='Como formar um empreendedor (PNL)'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-1873430280877881634</id><published>2009-05-05T09:07:00.001-07:00</published><updated>2009-07-19T18:39:28.194-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Publicidade'/><title type='text'>Publicidade inteligente</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SgBld2pMO5I/AAAAAAAACTo/x-XzZIxOuto/s1600-h/neverknow-469x500.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 375px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SgBld2pMO5I/AAAAAAAACTo/x-XzZIxOuto/s400/neverknow-469x500.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332373522365561746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SgBlUKq8WnI/AAAAAAAACTg/3D8q1ajXSO4/s1600-h/neverknow3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 372px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SgBlUKq8WnI/AAAAAAAACTg/3D8q1ajXSO4/s400/neverknow3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332373355942926962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SgBlASMuEBI/AAAAAAAACTY/hE_glKC1skY/s1600-h/neverknow2-484x500.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 387px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SgBlASMuEBI/AAAAAAAACTY/hE_glKC1skY/s400/neverknow2-484x500.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332373014366261266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-1873430280877881634?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/1873430280877881634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/05/publicidade-inteligente.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/1873430280877881634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/1873430280877881634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/05/publicidade-inteligente.html' title='Publicidade inteligente'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SgBld2pMO5I/AAAAAAAACTo/x-XzZIxOuto/s72-c/neverknow-469x500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-2106406587640943837</id><published>2009-05-03T07:14:00.000-07:00</published><updated>2009-07-19T18:42:49.900-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direito'/><title type='text'>Diogo Costa: Legalização das drogas</title><content type='html'>&lt;object height="405" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/Eiqqkri3G2k&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;border=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/Eiqqkri3G2k&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="405" width="500"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-2106406587640943837?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.youtube.com/watch?v=Eiqqkri3G2k' title='Diogo Costa: Legalização das drogas'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/2106406587640943837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/05/diogo-costa-legalizacao-das-drogas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/2106406587640943837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/2106406587640943837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/05/diogo-costa-legalizacao-das-drogas.html' title='Diogo Costa: Legalização das drogas'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-3949457907797688122</id><published>2009-04-30T19:44:00.000-07:00</published><updated>2009-07-19T18:40:37.623-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Enquete'/><title type='text'>Enquete</title><content type='html'>&lt;!-- INICIO DO CODIGO DA ENQUETE --&gt;&lt;form action="http://www.enquetes.com.br/enquete.asp" method="get"&gt;&lt;b&gt;O que é responsável pela MAIOR “democratização digital“ no Brasil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/Sfpkw90R6vI/AAAAAAAACSM/PkF1uggUDqk/s1600-h/367145628.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 64px; height: 52px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/Sfpkw90R6vI/AAAAAAAACSM/PkF1uggUDqk/s400/367145628.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330683901336742642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;input name="opcao" value="4586953" type="radio"&gt;Contrabando; Livre-Mercado (MADE IN FEIRA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/Sfpk5cnq2yI/AAAAAAAACSU/704Ng_Ow0is/s1600-h/367145628g.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 64px; height: 74px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/Sfpk5cnq2yI/AAAAAAAACSU/704Ng_Ow0is/s400/367145628g.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330684047044303650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;input name="opcao" value="4586954" type="radio"&gt;Governo; Justiça Social (impostos)&lt;br /&gt;&lt;input name="id" value="853252" type="hidden"&gt;&lt;input name="origem" value="http://fenixfelipe.blogspot.com/" type="hidden"&gt;&lt;br /&gt;&lt;input value=" Votar " type="submit"&gt;&lt;/form&gt;&lt;form action="http://www.enquetes.com.br/enquete.asp" method="get"&gt;&lt;input name="origem" value="http://fenixfelipe.blogspot.com/" type="hidden"&gt;&lt;input name="id" value="853252" type="hidden"&gt;&lt;input value="Resultado parcial" type="submit"&gt;&lt;/form&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- FIM DO CODIGO DA ENQUETE --&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-3949457907797688122?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/3949457907797688122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/04/enquete.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/3949457907797688122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/3949457907797688122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/04/enquete.html' title='Enquete'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/Sfpkw90R6vI/AAAAAAAACSM/PkF1uggUDqk/s72-c/367145628.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-5691590481833534895</id><published>2009-04-29T13:01:00.000-07:00</published><updated>2010-09-23T08:28:27.586-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Download'/><title type='text'>Download: O Mundo é Plano - Uma História Breve do Século XXI</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/04/o-mundo-e-plano-uma-historia-breve-do.html"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 176px; height: 265px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/Sg7RxqH3AeI/AAAAAAAACT4/Z9Pr2mDqTMQ/s400/O_Mundo_Plano.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336433259531665890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="https://docs.google.com/leaf?id=0BxzQ06UIfcoHY2ExNTUzNmItYjNlYi00NzRhLWFlZjYtODQ1NzdkNTZjMTMz&amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 128px; height: 128px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/Sg7hLJJEKOI/AAAAAAAACUQ/2jWRi-aKYd0/s400/1303_128x128.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336450190029367522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-5691590481833534895?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/5691590481833534895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/04/o-mundo-e-plano-uma-historia-breve-do.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/5691590481833534895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/5691590481833534895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/04/o-mundo-e-plano-uma-historia-breve-do.html' title='Download: O Mundo é Plano - Uma História Breve do Século XXI'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/Sg7RxqH3AeI/AAAAAAAACT4/Z9Pr2mDqTMQ/s72-c/O_Mundo_Plano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-5688149667352674054</id><published>2009-04-25T08:23:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T10:46:41.249-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direito'/><title type='text'>O Direito de Formar Cartéis</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.blackcrayon.com/image/MurrayRothbard.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 162px; height: 229px;" src="http://www.blackcrayon.com/image/MurrayRothbard.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Constantino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Uma ação de cartel, se ela for voluntária, não pode agredir a liberdade de competição e, se ela se provar rentável, ela beneficia em vez de prejudicar os consumidores.” (Rothbard)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O princípio básico de uma economia de livre mercado é que todas as trocas serão voluntárias, i.e., cada agente poderá decidir o que comprar ou vender livre de impedimentos como ameaça ou uso de violência. Com esta premissa em mente, o economista Rothbard desenvolve em Man, Economy and State uma defesa do direito de se criar cartéis. Caso os acordos de cooperação entre firmas sejam totalmente voluntários, este tipo de organização não estaria ferindo o princípio de livre mercado. Rothbard argumenta ainda que dificilmente esses cartéis sobrevivem se forem ineficientes do ponto de vista da satisfação da demanda dos consumidores.&lt;br /&gt;&lt;div id='fullpost'&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme ele explica, se os consumidores realmente se opusessem às ações de cartel, considerando que as trocas resultantes delas fossem prejudiciais, eles poderiam boicotar os cartéis de forma a tornar a curva de demanda de seus produtos elástica, ou seja, sensível aos preços de mercado. Ninguém é obrigado a consumir determinados produtos, e há um preço em que certamente é preferível abdicar do consumo ou procurar substitutos. Claro que os consumidores sempre preferem um preço menor. Mas Rothbard pergunta: Isso quer dizer que o preço ideal é zero, ou perto de zero, para todos os bens, porque isso representaria o mais elevado grau de sacrifício dos produtores aos desejos dos consumidores? Enquanto consumidor, todos preferem sempre o menor preço para suas compras; e enquanto produtor, todos preferem o maior preço para suas vendas. Existem apenas duas formas de resolver esse dilema: através do livre mercado, onde os preços são determinados livremente pelos indivíduos; ou pela intervenção violenta no mercado, ignorando os direitos de propriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo o cartel uma formação voluntária, não há porque classificá-lo, portanto, como imoral. Tampouco é possível afirmar a priori que seu resultado será prejudicial aos consumidores. Mesmo no caso extremo onde há restrição de oferta, quando um cartel chega a queimar parte de seu estoque para elevar os preços, pode-se argumentar que os consumidores permanecem livres para evitar tal ato, bastando para tanto comprar o produto no preço ofertado. Se os consumidores realmente desejam evitar o ato, eles podem praticar a filantropia por conta própria, comprando o estoque e distribuindo. Se não o fazem, é porque julgam que seus recursos escassos possuem destino melhor, e continuam, portanto, mais satisfeitos mesmo com a queima do estoque. Aliás, a queima de estoque nesse caso não é tão diferente de uma indústria que mantém suas máquinas ociosas, deixando de produzir no total de sua capacidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que se fala em cartel supõe-se algum tipo de conspiração. Mas Rothbard afirma que existe, na verdade, uma co-operação para elevar a renda dos produtores. Sendo assim, não haveria uma diferença essencial entre um cartel e uma corporação comum ou uma parceria. Uma grande fusão, de fato, é apenas um cartel permanente. Por outro lado, um cartel que mantém por acordo voluntário a identidade separada de cada firma é sempre mais transitório. Em muitos casos, um cartel pode ser considerado uma tentativa na direção de uma fusão permanente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns criticam os cartéis com base no seu tamanho. Mas como Rothbard diz, não há meios precisos de se determinar um tamanho ótimo de uma firma em qualquer indústria. A função dos empresários será justamente projetar a demanda futura e os custos de produção, e aqueles mais bem-sucedidos irão permanecer no mercado. O prejuízo será o alerta de que o empresário está falhando em sua tarefa de atender a demanda dos consumidores de forma eficiente. Portanto, somente o livre mercado poderá responder qual o tamanho ótimo de uma firma, através do mecanismo de tentativa e erro. Nenhum economista pode calcular ex ante qual seria o tamanho adequado de uma empresa de forma a maximizar a satisfação dos consumidores. Somente estes podem dizer isso através de suas livres escolhas. Logo, não há garantia alguma de que um cartel, ou um grupo de empresas cooperando, será menos eficiente que inúmeras pequenas empresas isoladas. O único jeito de descobrir isso é permitindo o livre funcionamento do mercado, incluindo a liberdade de se unir para cooperar com outras firmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência, contudo, mostra que o cartel é uma forma inerentemente instável de operação. Se a união de um grupo de empresas se mostrar eficiente no atendimento da demanda, ou seja, rentável para cada membro do cartel, então ele irá naturalmente levar a uma fusão. Por outro lado, se a ação conjunta se mostrar um fracasso, ou seja, apresentar prejuízo para seus membros, as firmas insatisfeitas irão abandonar o cartel. As cotas definidas dentro do cartel serão sempre arbitrárias, e sempre poderão ser questionadas por seus membros. Os mais eficientes dentro do cartel terão um forte incentivo a abandonar o grupo, pois estão sendo limitados pela ineficiência alheia. Eles poderiam estar ganhando fatia de mercado caso abandonassem o cartel. E há ainda outra força ameaçando constantemente o cartel, que vem de fora. Se o cartel consegue retornos “artificialmente” elevados por conta da restrição da produção, nada impede que produtores de fora entrem no mercado e tirem vantagem desses lucros extraordinários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém pode perguntar: O que impede então a formação de Um Grande Cartel? Na verdade, o próprio mercado impõe um limite ao tamanho da firma, por causa do problema de cálculo econômico. Para calcular os lucros e prejuízos de cada setor, a firma deve poder comparar suas operações internas com os mercados externos para cada dos vários fatores intermediários de produção. Quando esses mercados somem, sendo absorvidos dentro da empresa, o cálculo econômico desaparece, e não há como alocar racionalmente os recursos escassos para as áreas específicas. O Grande Cartel não teria como evitar grandes prejuízos. Por isso mesmo essa nunca seria uma escolha voluntária no livre mercado. O socialismo, no fundo, seria equivalente a este Grande Cartel, organizado e controlado compulsoriamente pelo Estado. O fato de que Um Grande Cartel nunca foi formado voluntariamente e que ele precisa de coerção do Estado para ser formado demonstra que ele não poderia ser o método mais eficiente para satisfazer as demandas dos consumidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, o fato de que o termo cartel desperta tanta reação negativa pode ter explicação em sua origem, já que no passado um monopólio ou cartel era garantido como um privilégio especial do Estado, reservando uma determinada área de produção para um grupo particular. A entrada de novos concorrentes era proibida pelo governo. No caso brasileiro, a Petrobrás foi um exemplo claro de um monopólio possível apenas pelo decreto estatal, e não por uma maior eficiência da empresa vis-à-vis as concorrentes. O mais famoso cartel do mundo, a OPEP, segue o mesmo caso. Ele é garantido pelos governos autoritários dos países produtores de petróleo, basicamente do Oriente Médio. Mas este tipo de cartel não tem nenhuma relação com o livre mercado. Pelo contrário: ele é fruto justamente da intervenção no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Existem inúmeros exemplos de cartéis no mercado, e pode-se notar que os problemas surgem normalmente quando o governo impede a livre concorrência. A Ordem dos Advogados do Brasil é um caso típico de cartel, e não haveria problema algum nisso, caso houvesse liberdade no mercado. O perigo aparece quando o governo garante o monopólio legal da OAB, impedindo o funcionamento do livre mercado. Os sindicatos trabalhistas são também cartéis onde os trabalhadores se unem para garantir um poder de barganha maior frente ao empregador. O problema está na coerção que tais sindicatos fazem contra os não-membros, que aceitariam trabalhar com menos regalias. Quando tais sindicatos impedem através da ameaça violenta a livre competição, eles estão prejudicando os trabalhadores de forma geral. Novamente, a solução justa e eficiente está no livre mercado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-5688149667352674054?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2009/04/o-direito-de-formar-carteis.html' title='O Direito de Formar Cartéis'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/5688149667352674054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/04/o-direito-de-formar-carteis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/5688149667352674054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/5688149667352674054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/04/o-direito-de-formar-carteis.html' title='O Direito de Formar Cartéis'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-5011375668514241794</id><published>2009-04-06T08:52:00.000-07:00</published><updated>2009-08-20T08:44:18.374-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Globalizacao'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livre Mercado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>O poder do mercado</title><content type='html'>&lt;object height="307" width="400"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=3942650&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1"&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=3942650&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" height="307" width="400"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/3942650"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-5011375668514241794?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/5011375668514241794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/04/o-poder-do-mercado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/5011375668514241794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/5011375668514241794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/04/o-poder-do-mercado.html' title='O poder do mercado'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-1446797121611597664</id><published>2009-04-06T06:00:00.000-07:00</published><updated>2009-07-22T10:37:05.176-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politica'/><title type='text'>O "bem comum" justifica até o genocídio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ZqiW0IhpQv0/SdY0w3cZyII/AAAAAAAAB10/NNkrs60p-_U/s200/1222382594_foto_de_roque_medeiros_1470_2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 144px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ZqiW0IhpQv0/SdY0w3cZyII/AAAAAAAAB10/NNkrs60p-_U/s200/1222382594_foto_de_roque_medeiros_1470_2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"O secretário da Fazenda paulista, Mauro Ricardo Costa, afirmou ontem que achou "pouco" a condenação de Eliana Tranchesi, dona da Daslu, a 94 anos e seis meses de prisão, e disse que quem sonega &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;"deveria ser pregado na cruz"&lt;/span&gt;" (&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u545244.shtml"&gt;Veja aqui&lt;/a&gt;). Tornada realidade a declaração do nobre burocrata que vive dos impostos pagos pela iniciativa privada, não sobraria nem uma viva alma despregada da cruz neste país. Qualquer um que comprasse um dogão na esquina deveria ser pregado na cruz. Qualquer um que pagasse por uma pilha-palito no camelô deveria ser pregado na cruz. Claro, o secretário está defendendo o dele coberto pelo manto invencível do "bem comum", mas as maiores barbaridades da história aconteceram tendo justamente o "bem comum" como justificativa moral. Baixar os impostos que fazem o Brasil estar na rabeira da &lt;a href="http://www.ordemlivre.org/node/21"&gt;liberdade econômica&lt;/a&gt; e do desenvolvimento, nem pensar. Eles são destinados ao "bem comum", com os políticos e burocratas sendo meros instrumentos isentos de interesses próprios na sua distribuição. São santos benevolentes, madres Teresas que mostram pra esses ricos egoístas e gananciosos como é que se faz justiça social.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-1446797121611597664?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://sol-moras-segabinaze.blogspot.com/2009/04/o-governo-nao-e-solucao-e-o-problema.html#links' title='O &quot;bem comum&quot; justifica até o genocídio'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/1446797121611597664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/04/o-bem-comum-justifica-ate-o-genocidio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/1446797121611597664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/1446797121611597664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/04/o-bem-comum-justifica-ate-o-genocidio.html' title='O &quot;bem comum&quot; justifica até o genocídio'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ZqiW0IhpQv0/SdY0w3cZyII/AAAAAAAAB10/NNkrs60p-_U/s72-c/1222382594_foto_de_roque_medeiros_1470_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-1027032168654954698</id><published>2009-02-28T09:42:00.000-08:00</published><updated>2009-08-15T12:32:42.797-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ayn Rand'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direito'/><title type='text'>A virtude do egoísmo</title><content type='html'>Ayn Rand&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num sentido popular, a palavra “egoísmo” é sinônimo de maldade: representa a imagem de um insensível e cruel assassino que passa por cima de pilhas de cadáveres para atingir os seus próprios fins, alguém que não se importa com qualquer ser humano e que tem como objetivo último a obtenção de gratificação pessoal com caprichos vãos num qualquer momento imediato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, a definição mais exata da palavra “egoísmo” dada pelo o dicionário é: preocupação com os nossos próprios interesses. Esta definição não encerra uma avaliação moral: não nos diz se a preocupação com os nossos próprios interesses é algo bom ou mau; nem nos diz o que de fato constitui os interesses do homem. Cabe à ética responder a estas questões.&lt;br /&gt;&lt;div id='fullpost'&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como resposta, a ética do altruísmo criou a imagem do ser humano insensível, de forma a levar o homem a crer em dois princípios básicos: a) que, independentemente da sua natureza dos seus interesses, cuidar deles é algo mau e b) que a atividade do ser humano insensível é, de fato, o resultado do seu próprio interesse (ao qual o altruísmo nos impõe renunciar para o bem daqueles com quem convivemos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dando uma perspectiva da natureza do altruísmo, das suas consequências e da grandeza da corrupção moral a que dá origem, dou o exemplo do meu livro Atlas Shrugged – ou de qualquer cabeçalho da imprensa atual. O nosso foco de análise é as deficiências do altruísmo no domínio da teoria ética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há duas questões morais que o altruísmo agrupa num único “pacote”: 1) O que são valores? 2) Quem deveria ser o beneficiário dos valores? O altruísmo substitui a segunda questão pela primeira: escapa à tarefa de definir um código de valores morais, deixando, assim, o homem sem qualquer orientação moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O altruísmo defende que qualquer ação feita em benefício dos outros é boa e que qualquer ação feita em prol de interesses próprios é má. Deste modo, o beneficiário de uma ação é o único critério de valor moral – e desde que o beneficiário não seja o próprio agente da ação, tudo é aceitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob todas as variantes da ética altruísta se pode avaliar a terrível imoralidade, a injustiça crônica, o grotesco valor dos dois pesos e duas medidas, os conflitos e contradições insolúveis que caracterizaram as relações e sociedades humanas ao longo da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observemos a indecência do que se passa hoje com os juízos morais. Um industrial que faça fortuna e um criminoso que assalte um banco são igualmente qualificados de imorais, uma vez que ambos procuram riqueza para o seu próprio benefício “egoísta”. Um jovem que desista da carreira de forma a sustentar os pais e nunca passe de um humilde empregado de mercearia é visto como moralmente superior àquele outro jovem que empreende a mais dura das lutas para concretizar a sua ambição pessoal. Um ditador é considerado moral, dado que as atrocidades indescritíveis que cometeu tiveram como objetivo beneficiar “o povo” e não a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observemos agora as implicações deste critério de benefício da moralidade na vida do homem. A primeira é a conclusão de que a moralidade é sua inimiga, isto é, ele não tem nada a ganhar com isso, de fato só tem a perder: pode apenas esperar perda auto-infligida, dor auto-infligida e a cinzenta e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;debilitante mortalha da dúvida incompreensível. Pode apenas esperar que outros ocasionalmente se sacrifiquem em seu benefício, tal como ele o faz a contragosto em relação a eles. Porém, ele sabe que essa relação trará ressentimento mútuo e não prazer – e que moralmente a busca de valores pelos dois será como que uma troca de presentes de Natal indesejados e não escolhidos, sendo que a que nenhum dois é moralmente permitido comprá-los para si próprio. Além dos momentos em que revela capacidade para desempenhar um ato de auto-sacrifício, este homem não possui qualquer significado moral: a moral não o reconhece e nada diz sobre os momentos cruciais da sua vida: é apenas a sua própria vida, “egoísta” e privada e como tal esses momentos são vistos como bons ou maus ou, na melhor das hipóteses, amorais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado a natureza não atribuir ao homem formas automáticas de sobrevivência, uma vez que tem de se sustentar através do seu próprio esforço, a teoria de que a preocupação com os seus próprios interesses é má significa que o desejo de viver também é mau – que a vida humana, enquanto tal, é também má. Nenhuma teoria poderia ser mais cruel do que esta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, este é o conceito do altruísmo, implícito na comparação entre o industrial e o assaltante de bancos. Há uma diferença fundamental entre um homem que vê a concretização dos seus próprios interesses na produção ou construção de algo e o outro que os tenta alcançar através de um assalto. A maldade de um assaltante não reside no fato de procurar satisfazer os seus interesses, mas no que considera serem os seus interesses; não no fato de desejar viver, mas no fato de desejar fazê-lo a um nível sub-humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é verdade que o meu conceito de “egoísmo” difere do que é comumente usado, então este é um dos piores erros do altruísmo: significa isto que o altruísmo não permite qualquer conceito de auto­respeito e auto-suficiência no homem, ou seja, um homem que se sustenta pelo seu próprio esforço sem se sacrificar a si mesmo ou aos outros. Significa também que o altruísmo não consente outra perspectiva do homem que não seja a de animal sacrificado e beneficiário do sacrifício dos outros, que não seja a de vítima e de parasita, e significa que não reconhece a idéia de coexistência benévola entre os homens nem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o conceito de justiça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nos interrogarmos sobre as razões por detrás desta feia mistura de cinismo e culpa na qual a maioria dos homens constroem as suas vidas, concluímos que há cinismo porque eles nem praticam nem aceitam a moral altruísta; há culpa porque não se atrevem a rejeitar essa mesma moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nos revoltarmos contra tal mal devastador, temos que nos revoltar contra a sua premissa básica. De forma a redimirmos o homem e a moral, temos que redimir também o conceito de egoísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro passo para que isso aconteça é o de reiterar o direito do homem a uma existência moral, isto é, reconhecer a sua necessidade de um código moral que o guie no decurso e concretização da sua própria vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] A razão pela qual o homem necessita de um código moral dir-nos-á que o objetivo da moralidade é o de definir os valores e interesses próprios do homem, que a preocupação com os seus próprios interesses é a essência de uma existência moral, e que o homem deve ser o beneficiário das suas próprias ações morais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado que todos os valores devem ser conquistados ou mantidos pela ação do homem, qualquer ruptura ente agente e beneficiário dessa ação implica uma injustiça: o sacrifício de alguns em benefício de outros, dos agentes em benefício dos não agentes, do moral ao imoral. Nada poderia justificar tal ruptura nem alguém jamais o fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escolha do beneficiário dos valores morais é apenas uma questão preliminar ou introdutória no domínio da moralidade. Não é um substituto da moralidade nem um critério de valor moral, como o altruísmo defende. Tão-pouco é um princípio moral fundamental: tem de resultar de e ser validado por&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;premissas essenciais de um sistema moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 204, 204);"&gt;A ética objetivista defende que o agente tem de ser sempre o beneficiário da sua ação e que o homem deve agir em função dos seus próprios interesses racionais. Porém, este direito resulta da sua natureza de homem e da função dos valores morais na vida humana. Por isso, é apenas aplicável num contexto de código de valores racional e objetivamente demonstrado e validado, o qual define e determina o verdadeiro interesse próprio do homem. Não é uma autorização para fazer “o que lhe apetece” nem se aplica à visão altruísta do insensível cruel e “egoísta” nem a qualquer outro homem motivado por emoções irracionais, sentimentos, vontades súbitas ou caprichos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta idéia é apresentada como um aviso contra o tipo de “egoístas nietzschianos”, que são efetivamente um produto da moral altruísta e representam o outro lado da moeda altruísta: aqueles que crêem que, independentemente da sua natureza, qualquer ação é boa se dirigida ao benefício do próprio agente, tal como a satisfação de desejos irracionais – quer de si próprio quer de si próprio quer dos outros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– não constitui critério de valor moral. A moralidade não é um concurso de caprichos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-1027032168654954698?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/1027032168654954698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/02/virtude-do-egoismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/1027032168654954698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/1027032168654954698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/02/virtude-do-egoismo.html' title='A virtude do egoísmo'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-6310688923681612989</id><published>2009-02-25T10:00:00.001-08:00</published><updated>2009-07-27T10:49:57.654-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='India'/><title type='text'>O QUE A INDIA TEM DE TAO ESPECIAL?</title><content type='html'>&lt;b&gt;O maior país muçulmano é a Indonésia, e o segundo não é a Arábia Saudita,nem a palestina, nem o Ira, o Egito ou o Paquistão. E a índia! Com cerca de 150 milhões de muçulmanos, os membros dessa religião são ali mais numerosos do que no Paquistão. Mas há uma estatística interessante não se conhecem muçulmanos indianos na al-Qaeda e não há indianos muçulmanos no campo norte-americano de prisioneiros na baía de Guantánamo. E também não foram encontrados muçulmanos indianos lutando ao lado dos jihadistas no Iraque. Por que será?&lt;br /&gt;&lt;div id='fullpost'&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;— Vou lhe propor uma adivinhação: Qual é a única grande comunidade muçulmana que tem gozado de constante democracia durante os últimos cinquenta anos? Os muçulmanos da índia. Não vou exagerar a boa sorte dos muçulmanos neste país. Há tensões, discriminação económica e provocações, como a destruição da mesquita de Ayodhya [obra de nacionalistas hindus em 1992]. Mas o fato é que a Constituição da índia é secular e fornece uma verdadeira oportunidade de progresso económico de qualquer comunidade que possa oferecer talento. Por isso uma classe média muçulmana crescente está progredindo e em geral não manifesta os indícios de profunda ira que podem ser encontrados em muitos estados muçulmanos não-democráticos. Nos lugares onde está mergulhado em sociedades autoritárias, o Islã tende a tornar-se veículo de raivosos protestos — Egito, Síria, palestina, Arábia Saudita, Paquistão. Mas quando o Islã faz parte de uma sociedade pluralista e democrática, como na Turquia e na índia, por exemplo, as interpretações das pessoas de visão mais progressista têm a oportunidade de serem mais ouvidas, e existe um foro democrático onde podem lutar por suas ideias num ambiente mais igualitário.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="para"&gt; &lt;b&gt;O homem mais rico da índia atualmente, que ocupa lugar elevado na lista de bilionários globais da revista Forbes, é um muçulmano indiano: Azim Premji, presidente da Wipro, uma das empresas de tecnologia mais importantes do país. Dêem aos jovens um contexto onde possam transformar a imaginação positiva em realidade; dêem-lhes um contexto em que quem tiver reivindicações possa entregá-las a um tribunal sem ter de subornar o juiz presenteando-o com uma cabra; dêem-lhes um contexto onde possam desenvolver uma ideia empresarial e se tornar a pessoa mais rica, mais criativa ou mais respeitada de seu próprio país, qualquer que seja sua origem; dêem-lhes um contexto no qual qualquer queixa ou ideia possa ser publicada no jornal; dêem-lhes um contexto em que qualquer pessoa possa candidatar-se a cargos no governo — e sabem o que acontece? Em geral, essas pessoas não querem explodir o mundo. Em geral querem participar dele.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Um amigo meu, muçulmano do sul da Ásia, certa vez me contou a seguinte história: sua família indiana se separou em 1948, com metade indo para o Paquistão e a outra metade permanecendo em Bombaim. Quando ele cresceu, perguntou ao pai por que motivo a metade indiana da família parecia estar em melhor situação do que a metade paquistanesa. O pai respondeu: &lt;/b&gt;"Meu filho, quando um muçulmano cresce na índia e vê um homem que mora numa grande mansão no alto da colina, diz: &lt;i style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;'Papai, algum dia serei como esse homem.'&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt; &lt;/span&gt;E quando um muçulmano cresce no Paquistão, e vê um homem que mora numa grande mansão no alto da colina, diz: &lt;i&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;'Papai, algum dia vou matar esse homem.'&lt;/span&gt;"&lt;/i&gt;&lt;b&gt; Quem tem um caminho para tornar-se o Homem ou a Mulher, geralmente se concentra no caminho para a realização de seus sonhos. Quando não há caminho, a pessoa tende a concentrar-se em sua ira e em cultivar suas recordações/fantasiadas ao longo da historia. As pessoas que vivem nesses ambientes tendem a passar o tempo concentradas no que vão fazer e não em quem culpar.&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-6310688923681612989?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/6310688923681612989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/02/o-que-india-tem-de-tao-especial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/6310688923681612989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/6310688923681612989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/02/o-que-india-tem-de-tao-especial.html' title='O QUE A INDIA TEM DE TAO ESPECIAL?'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-2630731771281200956</id><published>2009-01-25T09:40:00.000-08:00</published><updated>2009-07-27T10:50:52.878-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PNL'/><title type='text'>O MATERIAL DO LADO DIREITO DO CÉREBRO</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Precisamos enfatizar é como nutrir mais a parte direita de seu cérebro, bem como a esquerda. Daniel Pink, autor de A Whole New Mind: Movingfrom the Information Age to the Conceptual Age (Uma Mente Inteiramente Nova: Passando da Era da Informação para a Era Conceituai), explica:&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Há muito tempo os cientistas sabem que uma linha neurológica Mason-Dixon* parte nossos cérebros em duas regiões — os hemisférios direito e esquerdo. Mas nos últimos dez anos, graças em parte aos avanços nas imagens de ressonância magnética funcional, pesquisadores começaram a identificar mais precisamente como os dois lados dividem responsabilidades. O hemisfério esquerdo lida com sequência, entendimento literal e análise. O hemisfério direito, por sua vez, cuida de contexto, expressão emocional e síntese. É claro que o cérebro humano, com suas 100 bilhões de células fazendo um quatrilhão de conexões, é impressionantemente complexo. Os dois hemisférios trabalham em conjunto, e usamos ambos em quase tudo o que fazemos. Mas a estrutura de nosso cérebro pode ajudar a explicar os contornos de nossos tempos.&lt;br /&gt;&lt;div id='fullpost'&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Até recentemente, as habilidades que levavam ao sucesso na escola, no trabalho, nos negócios, eram características do hemisfério esquerdo. Eram os tipos de talento linear, lógico e analítico medidos em testes de admissão para universidades, e utilizados em testes para cargos de contabilidade. Hoje, essas capacidades ainda são necessárias. Mas já não são suficientes. Num mundo virado às avessas pela terceirização, inundado de dados e sufocado por escolhas, as habilidades que mais importam estão agora mais proximas em espírito das especialidades do hemisfério direito — vocação, empatia, ter uma visão global e a busca do que transcende.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Se você quer ter certeza de que é o que eu chamo de intocável, argumenta Pink, uma pessoa com um trabalho que "um computador ou um robô não podem fazer mais rápido ou que um estrangeiro talentoso não pode fazer mais barato" e tão bem quanto, você precisa se concen¬trar no desenvolvimento constante de suas habilidades do cérebro direi¬to — "tais como criar relacionamentos mais do que executar transações, lidar com novos desafios em vez de resolver problemas de rotina e sinte¬tizar a visão global em vez de analisar um único componente".&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Não vamos perder nossos empregos amanhã... Mas enquanto o custo de se comunicar com o outro lado do planeta vai caindo essencialmente a zero, enquanto a índia vai se tornando (até 2010) o país com o maior número de pessoas que falam inglês e enquanto as nações em desenvolvimento continuarem a produzir milhões de trabalhadores extremamente capazes nas áreas de conhecimento, a vida profissional das pessoas no Ocidente vai mudar dramati¬camente. Se processamento de números, leitura de gráficos e a criação de código podem ser feitos por muito menos no exterior e distri-buídos a clientes instantaneamente via cabo de fibra óptica, é para lá que o trabalho vai.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Mas esses sopros de vantagem comparativa estão afastando apenas certos tipos de empregos de colarinho branco -- aqueles que podem ser reduzidos a uma série de regras, rotinas e instruções. Por isso, o estreito trabalho do cérebro esquerdo, como codificação básica de computador, contabilidade, pesquisa legal e análise financeira, está migrando pelos mares. Mas é por isso também que muitas oportunidades permanecem com pessoas e empresas que fazem menos trabalho de rotina — programadores que podem projetar sistemas inteiros, contadores que servem para planejar a vida financeira, e banqueiros menos especializados nos detalhes da Excel do que na arte de negociar.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;"Agora que estrangeiros podem fazer o trabalho do cérebro esquer¬do com um custo menor", argumenta Pink, "nós nos EUA precisamos fazer melhor o trabalho do cérebro direito." Para mim, este é o ponto-chave: Agora que estrangeiros podem fazer o trabalho do cérebro esquerdo com um custo menor, nós nos EUA precisamos fazer melhor o trabalho do cérebro direito.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Ele elabora:&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;No século passado, as máquinas provaram que podiam substituir a força humana. Neste século, as tecnologias estão provando que podem atuar melhor do que o cérebro esquerdo humano — podem executar trabalho sequencial, redutivo e computacional melhor, mais rapidamente e mais precisamente do que até mesmo aquelgs que têm os maiores QIs. (Pergunte ao mestre do xadrez Garry Kasparov [que perdeu uma partida para um computador que joga xadrez].)...&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Para florescer nessa era, precisaremos suplementar nossas bem desenvolvidas habilidades em alta tecnologia com atitudes de "alto conceito" e "alto contato". O alto conceito envolve a capacidade de criar beleza artística e emocional, de detectar padrões e oportu¬nidades, de criar uma narrativa satisfatória e de propor invenções que o mundo não sabia que estavam faltando. O alto contato en¬volve a capacidade de se identificar com o outro, de entender as sutilezas da interação humana, de encontrar alegria em si próprio e provocá-la em outros e de se estender além do cotidiano em busca de objetivos e significado.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Desenvolver essas habilidades de alto conceito e alto contato não será fácil para todos. Para alguns, o objetivo parece inatingível. Não tenha medo (ou pelo menos tenha menos medo). Os tipos de habilidade que importam agora são, na maioria, atributos funda¬mentalmente humanos. Afinal de contas, lá atrás na savana, nossos ancestrais das cavernas não estavam preenchendo números em planilhas eletrônicas ou consertando defeitos em códigos. Mas es¬tavam contando histórias, demonstrando empatia e projetando ino¬vações. Essas habilidades sempre fizeram parte do que significa ser humano. O que acontece é que depois de algumas gerações na Era da Informação, muitos de nossos músculos de alto conceito e alto contato atrofiaram. O desafio é trabalhar para que eles voltem à boa forma.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Mas como exatamente agir para alimentar suas habilidades do cé¬rebro direito? A maneira de cultivar o cérebro direito é fazer alguma coisa que você ama fazer - - ou pelo menos gosta de fazer — porque você levará algo intangível a ela, algo de fora de seu cérebro direito, que não pode ser facilmente repetido, automatizado ou terceirizado. Como Pink afirma: "Os tipos de habilidade que mais importam agora são também os tipos de coisas que as pessoas fazem como resultado de motivação intrínseca. Relativamente poucas pessoas se tornam contadores em função de uma motivação intrínseca. Mas motivação intrínseca é o que impulsiona as pessoas a se tornarem criadoras e empáticas, a se tornarem designers e contadoras de histórias, conselheiras e consultoras. Neste fim de semana haverá contadores pintando aquarelas em suas garagens. Haverá advogados escrevendo roteiros. Mas garanto que você não encontrará escultores que no fim de semana estarão por diversão cuidando das declarações de imposto de outras pessoas. Em outras palavras, há uma crescente congruência entre os tipos de coisas que as pessoas fazem porque amam fazê-las e os tipos de coisas que representam vantagem económica."&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;E assim, conclui Pink, quando você ouve seus pais ou o paraninfo de sua formatura de faculdade dizendo a você para "fazer o que você ama", eles não estão lhe dando algum tipo de água com açúcar. Estão dando a você uma estratégia de sobrevivência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-2630731771281200956?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/2630731771281200956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/01/o-material-do-lado-direito-do-crebro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/2630731771281200956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/2630731771281200956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/01/o-material-do-lado-direito-do-crebro.html' title='O MATERIAL DO LADO DIREITO DO CÉREBRO'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-1052722001321770253</id><published>2009-01-11T10:49:00.000-08:00</published><updated>2009-07-22T10:35:55.475-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oriente Medio'/><title type='text'>Terroristas do Hammas usam escola como escudo humano.</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;object height="364" width="445"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rfrRhOj_Sw4&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6&amp;amp;border=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rfrRhOj_Sw4&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="364" width="445"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cenas mostram terroristas do Hammas usando o teto de uma escola palestina para lançar mísseis conra Israel. Inclusive, desrespeitando o cessar-fogo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-1052722001321770253?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://cavaleiroconde.blogspot.com/2009/01/terroristas-do-hammas-usam-escola-como.html' title='Terroristas do Hammas usam escola como escudo humano.'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/1052722001321770253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/01/terroristas-do-hammas-usam-escola-como.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/1052722001321770253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/1052722001321770253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/01/terroristas-do-hammas-usam-escola-como.html' title='Terroristas do Hammas usam escola como escudo humano.'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-6897660992310050264</id><published>2009-01-07T05:58:00.000-08:00</published><updated>2009-07-22T10:44:38.901-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Globalizacao'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Historia'/><title type='text'>A crise mundial de alimentos</title><content type='html'>&lt;object height="364" width="445"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3oQoEEoT490&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01&amp;amp;border=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3oQoEEoT490&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="364" width="445"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-6897660992310050264?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://br.youtube.com/watch?feature=channel_page&amp;v=3oQoEEoT490' title='A crise mundial de alimentos'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/6897660992310050264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/01/crise-mundial-de-alimentos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/6897660992310050264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/6897660992310050264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/01/crise-mundial-de-alimentos.html' title='A crise mundial de alimentos'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-6321055976575038284</id><published>2009-01-07T05:52:00.000-08:00</published><updated>2009-07-27T10:52:31.182-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oriente Medio'/><title type='text'>O Ódio a Israel</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SWS0Qr7pX_I/AAAAAAAACMc/3Cs3fpgbIVs/s1600-h/antisemitismo-b.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 276px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SWS0Qr7pX_I/AAAAAAAACMc/3Cs3fpgbIVs/s400/antisemitismo-b.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288550061203611634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Constantino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Não é possível discutir racionalmente com alguém que prefere matar-nos a ser convencido pelos nossos argumentos.” (Karl Popper)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anti-semitismo é praticamente tão antigo quanto o próprio judaísmo. Os motivos variaram com o tempo. A arrogância presente na idéia de “povo escolhido” pode ser parte da explicação, mas não basta, pois todas as religiões acabam se vendo como a única detentora da Verdade e das chaves para o paraíso. O fator econômico pode ser parte da origem desse sentimento também. A prática da usura era condenada enquanto os judeus desfrutavam de sua evidente lógica: o tempo tem valor. Shakespeare retratou de forma intensa o anti-semitismo de seu tempo, na sua clássica obra &lt;em&gt;O Mercador de Veneza&lt;/em&gt;. Shylock é o ícone do financista insensível e explorador, visão até hoje alimentada por muitos. O Holocausto, com apoio dos principais líderes muçulmanos, foi o ponto alto do preconceito contra judeus. Atualmente, o ódio irracional aos judeus está novamente em alta.&lt;br /&gt;&lt;div id='fullpost'&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anti-semitismo acaba levando ao anti-sionismo, e o próprio direito de existência de Israel é negado por muitos. Vários países existem por causa de decisões arbitrárias de governos, principalmente após guerras. São inúmeros exemplos, e Israel é apenas mais um. Só que, curiosamente, somente Israel não tem o direito de existir. O que Israel faz de tão terrível para que mereça ser “varrido do mapa”, como fanáticos islâmicos defendem? Vou arriscar uma possível resposta nesse artigo, com base no foco econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Israel é um país pequeno, criado apenas em 1948, contando com pouco mais de sete milhões de habitantes. Entretanto, o telefone celular foi desenvolvido lá, pela filial da Motorola, que possui seu maior centro de desenvolvimento em Israel. A maior parte do sistema operacional do Windows NT e XP foi desenvolvida pela Microsoft-Israel. A tecnologia do chip do Pentium MMX foi projetada na Intel em Israel. O microprocessador Pentium 4 e o processador Centrino foram totalmente projetados, desenvolvidos e produzidos em Israel. A tecnologia da “caixa postal” foi desenvolvida em Israel. A Microsoft e a Cisco construíram suas únicas unidades de pesquisa e desenvolvimento fora dos Estados Unidos em Israel. Cientistas israelenses desenvolveram o primeiro aparelho para diagnóstico de câncer de mama totalmente computadorizado e não radioativo. Em resumo, Israel possui uma das indústrias de tecnologia mais avançadas do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia de Israel tem um PIB acima de US$ 180 bilhões por ano. A penetração de computador é uma das maiores do mundo. Quase um terço dos habitantes tem acesso a Internet. Lá são produzidos mais artigos científicos per capita que qualquer outro país do mundo. Israel possui o maior Índice de Desenvolvimento Humano do Oriente, ostentando o 23º lugar no ranking geral. A renda per capita chegou a US$ 25 mil, bem acima da média da vizinhança. A taxa de mortalidade infantil está em 4,3 mortes para cada mil nascimentos, um padrão de país rico. O Irã, por outro lado, tem 37 mortes por cada mil nascimentos, enquanto o Egito tem 28, a Síria tem 27 e o Líbano tem 23. A expectativa de vida ao nascimento está acima de 80 anos em Israel, comparado aos 71 anos no Irã, 72 no Egito, 71 na Síria e 73 do Líbano. Praticamente não existe analfabetismo em Israel. E por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não custa lembrar que tudo isso foi conseguido sob constante ameaça terrorista por parte dos vizinhos muçulmanos, demandando um pesado gasto militar por parte do governo israelense. Em relação ao PIB, Israel possui um dos mais elevados gastos militares do mundo. Ainda assim, o país foi capaz de gerar um quadro sócio-econômico bastante razoável, mesmo para os padrões desenvolvidos. Quando comparamos esta realidade com a situação caótica da maioria dos países com predominância islâmica na região, fica mais fácil entender uma parte do ódio que é alimentado contra os judeus. O sucesso incomoda, acaba despertando inveja. A romântica postura de Davi contra Golias, de tomar sempre o partido dos mais fracos, ajuda a explicar o ódio a Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que os fatores religiosos pesam muito. A lavagem cerebral feita nas crianças muçulmanas desde cedo, retratando o judeu como o grande demônio culpado por todos os males locais, contribui muito para o quadro também. Mas as gritantes diferenças econômicas e sociais adicionam muita lenha na fogueira, não resta dúvida. Fora isso, os israelenses podem escolher seus governantes democraticamente, enquanto os muçulmanos vivem sob ditaduras. Isso para não falar das diferenças na liberdade feminina. Há um abismo moral que separa Israel do restante no que diz respeito aos direitos das mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tanta miséria e ignorância, ausência das liberdades mais básicas, mulheres submissas com o corpo todo coberto, e uma religião que enaltece o sacrifício por Alá, a tentação de morrer como mártir e ser recebido por dezenas de virgens no paraíso parece irresistível. O ideal seria mostrar para os muçulmanos que isso não é necessário. Israel não é um paraíso – longe disso. Mas perto da realidade dos vizinhos islâmicos, acaba parecendo um oásis no meio do deserto. Ao invés de cometerem suicídio em ataques terroristas na tentativa de destruir Israel, os muçulmanos fariam melhor se pressionassem seus líderes para que Israel fosse um exemplo a ser seguido, não “varrido do mapa”. Todos, à exceção dos seguidores do profeta que usam a existência de Israel como escusa para todo tipo de atrocidade doméstica, sairiam ganhando. Principalmente os pobres palestinos. Afinal, não custa lembrar que os maiores responsáveis pelas mortes e pela miséria na Palestina e demais países islâmicos são os próprios líderes muçulmanos, que usam a religião para manter o poder.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-6321055976575038284?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2009/01/o-dio-israel.html' title='O Ódio a Israel'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/6321055976575038284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/01/o-dio-israel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/6321055976575038284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/6321055976575038284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2009/01/o-dio-israel.html' title='O Ódio a Israel'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SWS0Qr7pX_I/AAAAAAAACMc/3Cs3fpgbIVs/s72-c/antisemitismo-b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-1513445702480876971</id><published>2008-12-27T06:18:00.000-08:00</published><updated>2009-07-22T10:34:25.638-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falacia historica'/><title type='text'>Chique de matar: o amor doentio de Hollywood por Che Guevara</title><content type='html'>&lt;object width="445" height="364"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/9nqncTVPc8k&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x402061&amp;amp;color2=0x9461ca&amp;amp;border=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/9nqncTVPc8k&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x402061&amp;amp;color2=0x9461ca&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-1513445702480876971?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://br.youtube.com/watch?v=9nqncTVPc8k&amp;feature=channel_page' title='Chique de matar: o amor doentio de Hollywood por Che Guevara'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/1513445702480876971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/12/chique-de-matar-o-amor-doentio-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/1513445702480876971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/1513445702480876971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/12/chique-de-matar-o-amor-doentio-de.html' title='Chique de matar: o amor doentio de Hollywood por Che Guevara'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-6196828094462724494</id><published>2008-12-27T05:59:00.000-08:00</published><updated>2009-07-27T10:54:22.140-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falacia historica'/><title type='text'>O Mito Tchê</title><content type='html'>A pouco tempo perguntei para um rapaz que trazia em seu corpo uma camiseta vermelha com a famosa estampa do Tchê Guevara -"você verdadeiramente conhece a pessoa que voce carrega estampada em sua camiseta? -Não, respondeu ele. -então vou lhe contar sobre a vida dele."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da conversa ficou espantado, quase tirou a camiseta, mas como estava em lugar público declinou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este mito chamado Tchê Guevara vem sendo usado pela esquerda a anos principalmente pelos jovens desavisados que vão na onda dos lideres esquerdistas. Veja o que escreveu Paulo Leite sobre o assunto. Poucos fenômenos de nossos tempos causa tanto espanto quanto a durabilidade do "marketing" montado em torno de Guevara. Montado, em grande medida, em torno da famosa foto do falecido fotógrafo cubano Alberto Korda. É de deixar os Dudas da vida verdes de inveja.&lt;br /&gt;&lt;div id='fullpost'&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a molecada dos meus tempos de jovenzinho, no fim dos anos 60, usasse camisetas com a estampa do Tche, dá até pra entender. Que a molecada de hoje em dia faça o mesmo é um testemunho da força de décadas de propaganda enganosa. Onde andam os orgãos de defesa do consumidador quando precisamos deles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que os jovens que passeiam com o bom e velho Ernesto no peito nem imaginam, por exemplo, que seu herói mandou 1.897 homens para o paredão, segundo o jornalista cubano Luís Ortega. Guevara, aliás, gostava de dizer que "para mandar alguém para o pelotão de fuzilamento, as provas judiciais são desnecessárias. Esses procedimentos legais são um arcaico detalhe burguês". "Enlouquecido com fúria irei manchar meu rifle de vermelho ao abater qualquer inimigo que caia em minhas mãos! Minhas narinas se dilatam ao saborear o odor acre de pólvora e sangue. Com as mortes de meus inimigos eu preparo meu ser para a luta sagrada e me junto ao proletariado triunfante com um uivo bestial."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse pacífico e bem-humorado trecho foi tirado do "Diário de Motocicleta", do argentino Tchê Guevara, aquele mesmo que falava em "não perder a ternura". Não sei bem por que essa passagem não foi incluída no filme de Walter Salles, que evidentemente pinçou do livro trechos bem menos comprometedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos fenômenos de nossos tempos causa tanto espanto quanto a durabilidade do "marketing" montado em torno de Guevara. Montado, em grande medida, em torno da famosa foto do falecido fotógrafo cubano Alberto Korda. É de deixar os Dudas da vida verdes de inveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a molecada dos meus tempos de jovenzinho, no fim dos anos 60, usasse camisetas com a estampa do Tchê, dá até pra entender. Que a molecada de hoje em dia faça o mesmo é um testemunho da força de décadas de propaganda enganosa. Onde andam os orgãos de defesa do consumidador quando precisamos deles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que os jovens que passeiam com o bom e velho Ernesto no peito nem imaginam, por exemplo, que seu herói mandou 1.897 homens para o paredão, segundo o jornalista cubano Luís Ortega. Guevara, aliás, gostava de dizer que "para mandar alguém para o pelotão de fuzilamento, as provas judiciais são desnecessárias. Esses procedimentos legais são um arcaico detalhe burguês".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tchê Guevara é, curiosamente, conhecido como "heróico guerrilheiro", quando na verdade não participou de nenhuma batalha verdadeira na guerrilha em Cuba. Quando Fidel Castro, louco para livrar-se do argentino (que foi um desastre como ministro da Indústria), despachou Che para lutar no Congo e depois na Bolívia, ele pôde finalmente sentir na pele a dureza de um verdadeiro confronto a bala: quase perdeu a vida no Congo, e acabou morto na Bolívia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Álvaro Vargas Llosa, filho de Mário e co-autor do "Guia do Perfeito Idiota Latino-americano", escreveu recentemente sobre os mitos que mantém o culto a Che Guevara vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre eles, está a crença de que Guevara lutava pela "justiça social". Não é bem verdade, diz Vargas Llosa: "em realidade, ele ajudou a arruinar a economia de Cuba ao desviar recursos para indústrias que terminaram em fracasso, ajudando a reduzir a produção de açucar, o principal produto cubano, pela metade em dois anos. Foi durante sua passagem pelo comando da economia cubana que o racionamento começou na ilha".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro mito, segundo Alvaro Vargas Llosa, é o de que Guevara tinha uma conexão especial com os camponeses, quando "ele morreu precisamente porque nunca conseguiu conectar com eles". Em seu diário boliviano, Tchê escreveu que "as massas camponesas não nos ajudam em nada". A tentativa de fomentar uma revolução no interior da Bolívia foi um fracasso tão grande que nem o partido comunista do país quis se juntar a Guevara, observa Vargas Llosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior mito, na opinião do escritor peruano, é o de que as aventuras de Tchê Guevara foram "uma celebração de vida". Uma descrição mais próxima da verdade, defende Álvaro, seria "uma orgia de morte". Vargas Llosa lembra que Tchê matou muitos inocentes em Santa Clara, na região central de Cuba, onde sua coluna esteve acampada no estágio final da revolução fidelista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O peruano também lembra da entusiasmada participação do Tchê na execução de centenas de prisioneiros no presídio La Cabana (onde, dizem, os gritos de "Viva Cuba Libre" dos executados se ouviam até no meio da noite).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade inescapável é que um mundo em que Tchê Guevara é considerado um herói visionário é um triste mundo. Está na hora de começar a destruir mais esse mito esquerdista.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-6196828094462724494?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://klaucksoares.causaliberal.com.br/klaucksoares/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=13&amp;Itemid=2' title='O Mito Tchê'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/6196828094462724494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/12/o-mito-tch.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/6196828094462724494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/6196828094462724494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/12/o-mito-tch.html' title='O Mito Tchê'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-5699240176558775068</id><published>2008-12-06T08:08:00.000-08:00</published><updated>2009-07-19T18:57:36.337-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Para entender a crise financeira</title><content type='html'>&lt;object width="445" height="364"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SmhTpIGezKk&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/SmhTpIGezKk&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-5699240176558775068?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.ordemlivre.org/?q=node/433' title='Para entender a crise financeira'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/5699240176558775068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/12/para-entender-crise-financeira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/5699240176558775068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/5699240176558775068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/12/para-entender-crise-financeira.html' title='Para entender a crise financeira'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-7570407701622019422</id><published>2008-11-28T07:56:00.000-08:00</published><updated>2009-07-27T10:55:23.224-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Globalizacao'/><title type='text'>O mundo esta melhor graças ao capitalismo.</title><content type='html'>&lt;b&gt;Um mundo melhor, por LIGIA FILGUEIRAS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;Para bilhões de pessoas no mundo a vida não podia ser melhor, se comparada com a de seus antepassados. Vive-se mais tempo, com mais saúde, mais conforto. Mas o mundo não está cheio de problemas e ameaças globais, como nos alerta a mídia quase todos os dias? O mundo tem muitos problemas, só que hoje tem mais soluções do que em toda sua História. É só fazer a conta dos avanços. E foi o que fez o economista Indur Goklany, delegado dos Estados Unidos junto à ONU no Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática. Os dados estão em seu livro ‘The Improving State of the World’, comentado na publicação THE SPECTATOR por Allister Heath***. O livro foi lançado no final de 2006 pelo Cato Institute.&lt;br /&gt;&lt;div id='fullpost'&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o articulista, o livro demonstra que em cada aspecto da vida humana que possa ser mensurado – seja expectativa de vida, disponibilidade de alimentos, acesso à água limpa, mortalidade infantil, índices de alfabetização ou trabalho infantil - o bem-estar e a qualidade de vida estão melhorando em todo o mundo. E sabe quem está tirando melhor proveito disso? O pobre. É ele que está tendo o maior progresso em termos de padrão de vida, graças ao capitalismo e à tecnologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Allister Heath diz que o livro de Goklany é um compêndio extraordinário. Os ambientalistas radicais é que não vão gostar: seu pessimismo leva uma ducha fria quando o autor demonstra que, ao contrário do que se propaga na mídia, à medida que um país vai se tornando mais rico também se torna mais limpo e tem mais consciência em relação ao meio ambiente. A China de hoje que o diga: por causa dos Jogos Olímpicos de 2008, está correndo contra o tempo para “limpar” toda sujeira plantada pelos regimes comunistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Problemas no mundo? Muitos e sérios, reconhece o economista, como o estado de privação, doença e miséria em que vivem os povos da África subsaariana, Coréia do Norte e outras partes do mundo. Mas reconhecer a gravidade desses problemas não significa não reconhecer o enorme avanço felizmente registrado entre tantos outros povos. Para milhões de pessoas a extrema pobreza ficou no passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A humanidade nunca se alimentou tão bem: a porção diária de alimento nos países pobres aumentou em 38 por cento desde os anos 1960, para 2.666 calorias em média por pessoa por dia. E olha que a população desses países cresceu 83 por cento nesse período! “Esse é um progresso extraordinário que lacra, de vez, o caixão do Maltusianismo”, segundo Allister Heath.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os preços dos alimentos caíram, em média, 75 por cento na segunda metade do século 20, graças à produtividade da agricultura e a um comércio mais livre entre os povos. Com isso, menos pessoas passam fome hoje no mundo. A taxa de subnutrição nos países pobres caiu pela metade, para 17 por cento, em contraste com a queda de um pouco mais de um terço 45 anos atrás. Em países ricos, destaca o artigo, o gasto com a cesta básica de alimentação despencou. O preço da farinha, do bacon e da batata, em comparação com a renda individual, baixou entre 82 e 92 por cento no último século; essa tendência está ocorrendo em países em desenvolvimento agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que: nunca antes na história da humanidade tantas pessoas ficaram livres da extrema pobreza tão rapidamente. Do final dos anos 70 para hoje, o número de pessoas ganhando US$1 por dia caiu de 16 por cento para 6 por cento; ganhando US$2 caiu de 39 para 18 por cento. Em 1980, 84 por cento da população mundial viviam em absoluta pobreza; hoje, um quinto da humanidade se encontra nessas condições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fome e a baixa expectativa de vida são problemas restritos agora a um pequeno número de países infelizes condenados a serem “mal governados por elites cleptocráticas ou que insistem em rejeitar o capitalismo e a globalização”, comenta o artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só há um jeito de garantir que os pobres dos países mais pobres tenham comida e agasalho: seus governos devem adotar a economia de mercado, sólidos direitos de propriedade, moeda estável, livre comércio e progresso tecnológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se ter uma noção do salto de qualidade de vida abordado no livro, um cidadão que nascia no território britânico na Idade Média se chegasse aos 30 anos de idade poderia se considerar uma pessoa de muita sorte. A expectativa média de vida era de 22 anos, antes que uma doença, a fome ou ferimentos levassem a pessoa embora. Lá pelos 1800s, graças à Revolução Industrial, a expectativa média de vida passou a ser de 36 anos –“um progresso jamais visto!”, comenta o autor – bem abaixo da média hoje dos países mais pobres ou arrasados pela guerra. Já nos anos 1950, o cidadão inglês vivia, em média, 69 anos. Hoje vive quase 78!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expectativa de vida nos países mais pobres tem subido ainda mais rápido. Na China, saltou de 41 anos na última década de 50 para 71 anos hoje. Na Índia saltou de 39 anos para 63 anos, quase dobrando o tempo de vida de 2 bilhões de pessoas. Na média geral do mundo, em 1900 a expectativa era de 31 anos; hoje está superando os 67 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se compararmos a defasagem entre países ricos e países pobres, vamos nos assombrar como vem diminuindo. Nos 1950s, uma criança que nascesse num país próspero como a Inglaterra tinha 25 anos a mais de expectativa de vida do que uma criança que nascesse num país pobre como a Argélia. Hoje essa diferença se reduziu para 12,2 anos, graças à difusão de conhecimentos e à transferência de tecnologia no campo da saúde pública e aos avanços da medicina nos países ocidentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estamos apenas vivendo mais; estamos vivendo com mais saúde, não só nos países ricos, mas nos pobres também. A taxa de deficientes físicos nos países ricos encolheu significativamente; assim também a incidência de doenças crônicas, ao longo do século 20. Os doentes cardíacos vivem hoje mais 9 anos que no passado (apesar dos altos índices de obesidade); os que sofrem de doenças respiratórias ganharam mais 11 anos de vida (apesar da concorrência do cigarro); e os de câncer têm uma expectativa de vida de oito anos a mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses números têm um valor maior se considerarmos o lado negativo da vida moderna – as centenas de produtos quimicamente elaborados. Esses números derrubam o sempre repetido e incorreto refrão de que a poluição, a urbanização e a modernidade tornaram a vida mais perigosa. Antes da Industrialização, 200 em cada 1000 crianças morriam antes de completar um ano de idade. A mortalidade infantil hoje é de 57 para cada 1000 crianças, graças ao enorme progresso no campo da nutrição, higiene e assistência médica nos países em desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças não apenas vivem mais. Elas hoje passam mais sua infância na escola. O trabalho infantil ainda existe, mas está declinando consistentemente. Em 1960, um quarto de todas as crianças entre 10 e 14 anos trabalhava. Hoje, um décimo da população infantil trabalha. Como resultado, em parte, desse declínio, a taxa de analfabetismo caiu de 46 por cento em 1970 para cerca de 18 por cento hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro campo, os países em desenvolvimento tiveram grande progresso nos últimos 20 anos. Hoje, em muitos deles, as pessoas têm mais liberdade para escolher seus governantes e para expressar suas opiniões; esses países estão hoje mais propensos a aceitar a adoção do Estado de direito e seus cidadãos hoje estão menos dispostos a perder suas vidas, sua liberdade e suas propriedades pelos caprichos de um governante. Menos pessoas hoje labutam 18 horas numa mina; mais pessoas trabalham em escritórios e usufruem de férias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aumento da produtividade e o incremento tecnológico possibilitam hoje uma economia dos recursos energéticos, a redução na emissão de substâncias tóxicas como chumbo e dióxido de enxofre; proporcionam água potável mais limpa e melhor qualidade do ar. O articulista lembra que em dezembro de 1952 a grande poluição do ar em Londres que matou 4.000 pessoas agora é um mero dado histórico, assim como o Grande Fedor de 1858 quando o rio Tâmisa ficou tão poluído que os políticos britânicos tiveram que abandonar o Parlamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais dados: uma tonelada de carvão produz 12 vezes mais eletricidade nas modernas termoeletréticas do que 100 anos atrás. A intensidade de energia nos países ricos vem caindo na ordem de 1,3 por cento ao ano nos últimos 150 anos. Este ano, a demanda de petróleo em países ricos terá uma queda real, apesar do intenso crescimento econômico. Como a produtividade da terra aumentou barbaramente em relação à última década, os países do Ocidente hoje se podem dar ao luxo de substituir parte da terra destinada à agricultura por áreas de florestas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode até ser que a mudança climática venha a incrementar problemas existentes como a malária, as enchentes nas zonas litorâneas e a perda de moradias, admite Goklany, mas nada disso justifica o alto grau de intervencionismo proposto no recente relatório de Sir Nicholas Stern.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na relação custo-benefício, o que os países em desenvolvimento vão ganhar nos próximos 80 anos, com o ritmo mais rápido na promoção da qualidade de vida, vai compensar qualquer custo no aquecimento global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa melhor escolha, portanto, assegura Allister Heath comentando o livro de Goklany, é deixar que a tecnologia, o comércio e a economia global continuem a crescer sem impedimentos. E cita o economista: “se a atual taxa de desenvolvimento continuar, poderemos, em breve, estar morando num mundo onde a fome e a desnutrição tenham sido eliminadas de vez; onde a malária, a tuberculose, a AIDS e outras doenças infecciosas e parasíticas sejam resquícios na memória; e onde a humanidade possa ter suas necessidades atendidas mesmo devolvendo terra e água ao resto da natureza ... até mesmo na África subsaariana a mortalidade infantil pode ser tão baixa quanto é hoje nos EUA e a expectativa de vida pode ser igual’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Allister Heath conclui: “A esperança é matéria prima rara nos dias de hoje no Ocidente. Ainda que tenhamos muito a progredir, nossa vitória sobre a fome e a pobreza extrema ao longo dos dois últimos séculos são as grandes conquistas da civilização. Está na hora de pararmos com a excessiva preocupação com o terrorismo, a criminalidade crescente, a migração populacional e todos os nossos outros problemas, para celebrarmos o que, de fato, conseguimos fazer de bom.”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-7570407701622019422?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/7570407701622019422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/11/o-mundo-esta-melhor-graas-ao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/7570407701622019422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/7570407701622019422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/11/o-mundo-esta-melhor-graas-ao.html' title='O mundo esta melhor graças ao capitalismo.'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-7481090195363727886</id><published>2008-11-06T07:38:00.000-08:00</published><updated>2009-07-19T18:57:36.338-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>O risco moral criado pelas regulamentações</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SRMPzLBtsHI/AAAAAAAACMA/zPv6EQ19FUg/s1600-h/bureaucracy-1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 240px; height: 182px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SRMPzLBtsHI/AAAAAAAACMA/zPv6EQ19FUg/s400/bureaucracy-1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265569761133965426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por Ron Paul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que o pacote de socorro financeiro foi aprovado, é irritante ouvir a quantidade de "especialistas" que erroneamente culpam o livre mercado pelos nossos recentes problemas econômicos e que, consequentemente, clamam por mais regulamentações. Na prática, mais regulamentações podem apenas piorar ainda mais a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante entender que reguladores não são seres oniscientes. Não é factível crer que eles têm a capacidade de antecipar cada coisa que possa eventualmente dar errado com qualquer que seja a indústria ou atividade que estejam regulando. Quando estão formulando suas regras, eles estão simplesmente adivinhando. E para aqueles que estão sendo regulados, é quase sempre impossível entender as inúmeras e complexas regras que eles supostamente devem obedecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, as corporações muito ricas podem contratar advogados capazes de descobrir algumas brechas nas regulamentações e torná-las nulas e sem efeito. É por essa razão que as regulamentações pesadas favorecem as grandes empresas em detrimento das pequenas, que não podem bancar advogados caros. Consequentemente, são os pequenos empreendedores que, ironicamente, saem prejudicados pelas regulamentações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro problema é a confiança que as pessoas cegamente colocam nas regulamentações, e todo o risco moral que isso cria. Muitas pessoas confiam tão completamente nos reguladores governamentais que elas abdicam de seu próprio senso comum em prol desses burocratas. Elas crêem que, se uma determinada coisa não viola lei alguma, então essa coisa deve ser segura. Quantas fraudes já foram vendidas sob o argumento de que "Isso é perfeitamente legítimo", seduzindo assim todos os ingênuos? Muitas pessoas, inclusive ninguém menos que Warren Buffet, não entendiam de fato como funcionavam os derivativos - um verdadeiro castelo de cartas financeiro -, mas como eles eram instrumentos legitimados pelo governo e que prometiam grandes retornos, as pessoas investiram neles. A mesma coisa ocorre em qualquer área onde o envolvimento do governo é pleno. Muitos acreditam que, se seus filhos estão tirando boas notas em alguma escola pública, então eles certamente estão tendo uma boa educação. Afinal, suas crianças estão passando pelo teste supremo determinado pelo estado... Mas, como sabemos muito bem, isso não é garantia alguma de excelência educacional. Da mesma forma, não é necessariamente verdade que uma criança que NÃO obtenha notas boas na escola estará fadada a uma vida de insucessos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua água potável é segura só porque o governo diz que é? Será que a internet irá magicamente se tornar mais segura para seus filhos se o governo aprovar regulamentações sobre ela? Eu alertaria ferrenhamente qualquer família que acreditar que sim. Nada, absolutamente nada, substitui o bom senso, a responsabilidade própria e o zelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses princípios explicam por que o livre mercado funciona muito melhor do que uma economia centralmente planejada. Com o planejamento central, o julgamento próprio relativo a questões como segurança, conhecimento e benefícios relativos a algum tipo de comportamento é automaticamente entregue aos caprichos de burocratas do estado. A questão então passa a ser: "O que posso fazer para levar vantagens?". E sempre haverá vantagens para aqueles que podem pagar bons advogados que encontrem brechas no sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consequentemente, o resultado disso é que um comportamento nocivo, que em um livre mercado fracassaria de imediato, passa a ser estimulado, protegido e perpetuado. E pior: um comportamento correto passa a ser desencorajado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma: regulamentações podem na verdade beneficiar os grandes negócios e as grandes corporações, enquanto simultaneamente dizimam as pequenas empresas, que são a espinha dorsal de qualquer economia. No atual cenário de economia vacilante, isso seria arrasador. É por isso que eu fico irritado toda vez que alguém sai dizendo que mais regulamentações podem resolver a crise atual. Ao contrário, elas podem apenas piorar o cenário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ron Paul é um congressista republicano do Texas e foi candidato à nomeação para as eleições presidenciais de 2008. Seu website: &lt;a href="http://www.campaignforliberty.com/"&gt;http://www.campaignforliberty.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-7481090195363727886?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=186' title='O risco moral criado pelas regulamentações'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/7481090195363727886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/11/o-risco-moral-criado-pelas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/7481090195363727886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/7481090195363727886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/11/o-risco-moral-criado-pelas.html' title='O risco moral criado pelas regulamentações'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SRMPzLBtsHI/AAAAAAAACMA/zPv6EQ19FUg/s72-c/bureaucracy-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-5248421437534946142</id><published>2008-10-14T08:03:00.000-07:00</published><updated>2009-07-22T10:35:55.476-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oriente Medio'/><title type='text'>Para entender o “martírio”</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Só queria ser mártir”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;Passagem-&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;“Qual é a atração do martírio?", perguntei. "O poder do espírito eleva-nos, enquanto o poder das coisas materiais puxa-nos para baixo", disse ele. "Uma pessoa determinada ao martírio torna-se imune ao empuxo material. Nosso mentor peguntou: 'E se a operação fracassar?'. Dissemos a ele: 'De qualquer maneira, conseguiremos nos encontrar com o Profeta e seus companheiros, oxalá'. "Flutuávamos, nadávamos na sensação de que estávamos prestes a entrar na eternidade. Não tínhamos dúvida. Fizemos um juramento sobre o Corão, na presença de Alá — a promessa de não vacilar. Essa promessa da jihad chama-se bayt al-ridwan, com o nome do jardim do Paraíso reservado aos profetas e aos mártires. Sei .que há outras maneiras de lutar a jihad. Mas essa é a melhor de todas. Todas as operações de martírio, se feitas em nome de Alá, doem menos que uma picada de mosquito!" S mostrou-me um vídeo que documentava o planejamento final da operação. Nas imagens granuladas, vi-o com outros dois jovens engajados num diálogo ritualístico de perguntas e respostas sobre a glória do martírio [...] Os jovens e o mentor então se ajoelharam e colocaram a mão direita sobre o Corão. O mentor disse: "Vocês estão preparados? Amanhã, estarão no Paraíso".&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Voltaire captou bem há muito tempo:&lt;/b&gt;&lt;i&gt; "Aqueles que são capazes de convencê-lo de absurdos são capazes de fazê-lo cometer atrocidades". &lt;/i&gt;&lt;b&gt;Assim como Bertrand Russell: &lt;/b&gt;&lt;i&gt;"Muita gente prefere morrer a pensar. Na verdade é isso o que fazem".&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;É entrevista com uma mulher-bomba.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;"Decidi me tornar uma mártir porque esse é o sonho de todo menino e menina palestino vivendo nessa situação”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;“É por isso que nos tornamos mártires, para defender nosso país".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;“Tenho certeza de que este é o único caminho e é o caminho que amamos. Fomos criados para nos tornar mártires de Deus”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;“Mártires, homens ou mulheres, tem de trabalhar em segredo, ninguém pode saber. Você tem de tomar muito cuidado para não dar nenhum sinal do que está prestes a fazer”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;“Tento não cometer erros para que possa estar pronta para o martírio"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tanto o nacionalismo quanto a religiosidade, não passam de doenças infantis da humanidade.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-5248421437534946142?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/5248421437534946142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/10/para-entender-o-martrio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/5248421437534946142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/5248421437534946142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/10/para-entender-o-martrio.html' title='Para entender o “martírio”'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-4307149712128166657</id><published>2008-10-02T21:39:00.000-07:00</published><updated>2009-07-19T18:59:46.311-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sustentabilidade'/><title type='text'>Muita Calma Nessa Hora!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SOWjBApnxxI/AAAAAAAABrE/0YJasSij174/s1600-h/polar_bear_glacier.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 223px; height: 183px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SOWjBApnxxI/AAAAAAAABrE/0YJasSij174/s400/polar_bear_glacier.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252783778147321618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Constantino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O aquecimento global não é o único assunto relevante, e com alguns cientistas fazendo cenários assustadores e dando declarações dramáticas simplesmente se fecha o diálogo vital sobre as prioridades sociais.” (Bjorn Lomborg)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o tema “aquecimento global” virou uma histeria parece evidente para qualquer um que ainda não perdeu o juízo. A razão e a calma desapareceram dos debates, onde prevalece o alarmismo irracional. Há muitos motivos e interesses que justificam esta postura, mas só temos a perder com ela. Neste contexto, o livro de Bjorn Lomborg, Cool It, torna-se uma leitura imprescindível, justamente porque foca com serenidade nos argumentos e fatos conhecidos, sem utilizar um apelo sensacionalista. Em resumo, o livro tenta despertar uma reflexão saudável num momento onde as emoções têm dominado o assunto. Qualquer um que é contra as medidas radicais pregadas pelos fervorosos ambientalistas passa a ser visto como um insensível, irresponsável e lacaio das indústrias poluidoras. Isso é prejudicial para o debate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de seguir com os principais pontos de Lomborg, que é autor também do excelente livro O Ambientalista Cético, é importante mencionar que ele acredita no aquecimento global e que a emissão de dióxido de carbono pelos homens é uma das causas deste aquecimento. Ou seja, ele não nega o aquecimento antropogênico, mas tenta mostrar que há muito alarmismo infundado e que outras prioridades estão sendo abandonadas em prol deste pânico irracional. Alguns cientistas negam o fator humano como causa do aquecimento, e creio que a ciência não pode calar dissidentes, pois o júri ainda não deu o veredicto final. Mas o livro de Lomborg é bastante útil, justamente porque ele é um dos que acredita no aquecimento causado pelos homens, e ainda usa os modelos do próprio IPCC para atacar as medidas defendidas por muitos ambientalistas. O meu ceticismo vai além, pois desconfio de todo modelo que alega ser capaz de previsões de fenômenos complexos como o clima num futuro muito distante. Basta observar a enorme taxa de erros dos especialistas no passado para ficar cético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal ponto de Lomborg pode ser explicado com base naquilo que Bastiat já havia notado: existe aquilo que se vê, mas também existe aquilo que não se vê. Muitos tendem a focar apenas no mais visível, deixando de lado tudo o que não está imediatamente aparente. Todos apontam os inconvenientes do aquecimento global, por exemplo, mas ignoram que existem coisas boas provenientes dele. Já perguntaram para os escandinavos se uma temperatura mais elevada é realmente indesejável? Muitos falam das vítimas do calor, que morrem todo ano, mas deixam de lado as mortes causadas pelo frio. Além disso, Lomborg traz para o debate a idéia de custo de oportunidade, já que os recursos são escassos e devemos sempre focar nas prioridades. Vários ambientalistas parecem tratar seu negócio como o único relevante, e por isso o tom catastrófico, já que se o próprio planeta e os seres humanos correm o risco de extinção, parece natural que todos os esforços sejam direcionados para este problema. Mas será que é este mesmo o caso? Lomborg demonstra claramente que não, que as previsões mais alarmantes são totalmente infundadas, e que várias outras prioridades merecem maior atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso dos ursos polares é sintomático para expor as falácias do eco-terrorismo. Alguns ambientalistas radicais chegaram a declarar que o urso polar será parte da nossa história, algo que nossos netos conhecerão apenas em livros. Várias pessoas já devem ter visto capas de revista ou jornal mostrando um urso polar no meio de geleiras derretidas, com dificuldade para sobreviver. No entanto, poucos sabem que a população de ursos polares tem aumentado na verdade. Eram cerca de cinco mil ursos na década de 1960, e atualmente existem 25 mil. O principal motivo é um rigor maior contra a caça. Contrário ao que poderíamos pensar, as populações em declínio vêm de áreas que estão esfriando nos últimos 50 anos, enquanto as populações crescentes estão em áreas mais quentes. Por que estes dados são ignorados pela imprensa e por muitos ambientalistas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mais recente onda de calor que tirou milhares de vidas na Europa, inúmeros ambientalistas aproveitaram para apontar as desgraças do aquecimento global. Quando duas mil pessoas morreram de calor no Reino Unido recentemente, o estardalhaço foi ensurdecedor. Enquanto isso, a BBC discretamente expôs um documentário mostrando que umas 25 mil pessoas eram vítimas fatais do frio em cada inverno inglês, sendo que os invernos de 1998 a 2000 tiveram quase 50 mil mortes a cada ano. Na Europa como um todo, segundo Lomborg, cerca de 200 mil pessoas morrem por ano de excesso de calor. No entanto, algo como um milhão e meio de europeus morrem todo ano por excesso de frio. Por que ninguém fala disso? Lomborg acredita inclusive que o aquecimento global poderá ter um efeito líquido positivo em termos de perdas humanas. Muitos idosos sofrem com problemas respiratórios por causa do frio. Já perguntaram a estas pessoas se temperaturas mais elevadas são realmente indesejáveis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos principais alvos de Lomborg é o Protocolo de Kyoto, com metas ambiciosas e ao mesmo tempo irrealistas e até ineficientes. Lomborg questiona se o real objetivo é tornar a vida dos seres humanos melhor, ou apenas reduzir emissões de CO2. Muitas vezes parece que a meta final é apenas atacar as indústrias e o uso de combustível fóssil, talvez por motivos ideológicos. O ponto é que a adoção das medidas do Protocolo de Kyoto iria gerar pouco impacto positivo em relação ao aquecimento global, mas seria extremamente custoso para a humanidade. Há também uma completa desconfiança em relação à capacidade humana de se adaptar e avançar tecnologicamente. Aprendemos a produzir muito mais usando a mesma quantidade de energia. Um carro médio na América melhorou a distância percorrida por consumo de combustível em 67% desde 1973. A máquina de lavar ou o ar condicionado consomem a metade da energia consumida nas décadas passadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os países que mais poluem em termos relativos são os menos desenvolvidos, como Índia e China, justamente porque o progresso capitalista ainda não chegou com força. A tendência é que o próprio avanço tecnológico vá demandando cada vez menos recursos para produzir a mesma quantidade de bens. Alguns ambientalistas parecem ignorar isso, ou mesmo desejar um regresso aos tempos medievais da pré-indústria. Será que a vida dos seres humanos era mais confortável antes do avanço industrial? Claro que não! Talvez a ideologia explique tanta gente ter abraçado o eco-terrorismo. Já que não podem mais condenar a industrialização capitalista por não produzir riqueza para todos, agora atacam a própria produção de riqueza em si, alegando que ela irá destruir o mundo. Os custos das medidas radicais propostas para redução de CO2 cairiam sobre os consumidores, especialmente os mais pobres. Poucos levam isso realmente em conta na hora de mergulhar na “cruzada moral” que se tornou a causa ambientalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, medidas bem mais pontuais e baratas teriam um efeito muito melhor em comparação ao que o Protocolo de Kyoto defende. Mas não é provável que alguém ganhe o Prêmio Nobel da Paz defendendo a construção de diques ou a plantação de árvores. Soa bem mais grandioso defender a redução em até 60% das emissões de CO2, como fez Al Gore, ainda que esta meta seja inviável, pois geraria resultados catastróficos para a economia. Além disso, devemos sempre ter em mente a questão das prioridades. Algo como quatro milhões de pessoas morrem todo ano vítimas da desnutrição, três milhões morrem por causa do HIV e quase dois milhões perdem a vida por falta de água potável. Será que num mundo desses a prioridade realmente deveria ser o aquecimento global e os trilhões de dólares que a causa demanda? Será que não existem usos mais prioritários para esses recursos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabar com os subsídios agrícolas no mundo desenvolvido, por exemplo, iria gerar um benefício fantástico para os mais pobres, estimado por alguns modelos na casa do trilhão de dólares. Curiosamente, muitos ambientalistas são também defensores do protecionismo comercial, para “proteger” empregos locais de eleitores. Será que a prioridade dessas pessoas é realmente o bem-estar da humanidade, especialmente dos mais pobres? A cruzada ambientalista pode fazer seus adeptos se sentirem bem, parte de uma causa moral superior. Mas a questão crucial é outra: queremos nos sentir bem, ou queremos efetivamente fazer o bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os anos 900 e 1200 ocorreu um período quente conhecido como Período Quente Medieval, que reduziu o gelo no mar e tornou possível a colonização de áreas antes inóspitas, como a Groelândia. Os Vikings não resolveram chamar a terra desse nome, ligado à cor verde, por ironia. Não existiam indústrias ainda, para serem culpadas pela época mais quente. Em seguida, veio um período de esfriamento. O inverno mais rigoroso da França ocorreu possivelmente em 1693, que pode ter matado quase 10% da população francesa. Se estamos deixando para trás essa pequena era do gelo, parece natural vermos geleiras derretendo. Na verdade, as geleiras vêm se reduzindo há séculos, e há muito pouco o que o corte na emissão de CO2 pode fazer para mudar isso. Ainda assim, a Groelândia parece ter passado do ponto mais quente desde 1940, e de fato esfriou até 1990. Não se escuta muito falar sobre isso. O ano mais quente no local foi 1941, e as décadas mais quentes foram 1930 e 1940. Por que não vemos ambientalistas comentando esses dados? Em contrapartida, vemos uma grande atenção voltada para a Antártica, especificamente a sua península, que está aquecendo. No entanto, a parte da Antártica que está se tornando mais quente representa apenas 4% do total da área, enquanto os demais 96% da Antártica se tornaram mais frio. O Pólo Sul viu sua temperatura declinar desde o começo das medições, em 1957. Quantas pessoas lêem sobre isso na imprensa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aquecimento global e por tabela os homens são acusados pelos furacões violentos agora também. No entanto, a própria World Meteorological Organization (WMO), ligada à ONU, reconhece que nenhum ciclone tropical individual pode ser diretamente atribuído à mudança climática. Além disso, a WMO entende também que o recente aumento do impacto social dos ciclones se deve basicamente à maior concentração da população nas áreas atingidas. Existem duas vezes e meia mais gente no mundo hoje do que em 1950, e cada um é, na média, três vezes mais rico. As áreas de encosta cresceram ainda mais em termos relativos. Parece natural que o estrago de ciclones, tanto em termos de riqueza quanto de vidas perdidas, tende a ser maior atualmente. Se o furacão que atingiu Miami em 1926 ocorresse hoje, com a mesma intensidade, ele seria o maior na história americana em termos de estragos. No entanto, vemos vários ambientalistas usando o Katrina como “evidência” dos estragos crescentes do aquecimento global. Não é uma postura muito científica. Além disso, medidas menores, como diques e barreiras eficientes, podem gerar um resultado bem melhor do que o corte na emissão de CO2 proposto pelo Protocolo de Kyoto. Infelizmente, propor a construção de diques não tem o mesmo glamour que abraçar uma “missão salvadora” do planeta, ainda que a primeira opção efetivamente possa salvar bem mais vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O alarmismo é bem antigo quando se trata do clima, assim como o uso do homem como bode expiatório. Na Europa medieval, as “bruxas” eram queimadas pela Inquisição acusadas de criar o mau tempo. A culpa pelos verões úmidos das décadas de 1910 e 1920 foi atribuída à Primeira Guerra Mundial, com extensivo uso de disparos, e ao início do rádio transatlântico. A revista Science Digest publicou em 1973 que o mundo estava prestes a congelar, e que se nada fosse feito logo seria tarde demais. Em 1975, a capa da respeitada Science News tinha uma foto de Nova York tomada por uma geleira, alertando que uma nova era do gelo havia começado. Isso tem pouco mais de 30 anos apenas, e o pânico do momento era o esfriamento global. O discurso de catástrofe iminente conquista muitos seguidores, mas não deve ser a língua da ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modelos frios que usam o conhecimento limitado dos especialistas no presente já não deveriam ser encarados sem ceticismo ou desconfiança, pelo simples fato de que não somos capazes de antecipar o futuro com tanta precisão. Hayek já havia notado que o conhecimento é disperso e que o futuro é sempre incerto, especialmente quando se trata de fenômenos complexos. É perigoso depositar poder demais no conhecimento dos especialistas de determinado assunto, quando eles mesmos sabem apenas uma pequena parcela do todo. Mas mesmo assim, segundo Lomborg, os estudos com peer-review calculam os estragos do aquecimento global em cerca de 1% do PIB, e seus custos em cerca de 2%. Gastar dois dólares para conseguir economizar um dólar não parece uma decisão sábia do ponto de vista econômico. Sem dúvida existem outras formas melhores de gastar esses recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A politização do IPCC não ajuda também. Como coloca o cientista Richard Lindzen, do MIT, os dissidentes do alarmismo climático viram os fundos de pesquisa desaparecer, e foram vítimas de todo tipo de injúria. Não se faz ciência séria desta forma. Mas, infelizmente, o tema do aquecimento global é perfeito para políticos oportunistas, que falam aos corações dos eleitores, enquanto jogam os custos para longe de seus mandatos. Há muita hipocrisia no tratamento do assunto, como no caso onde um governo prega a urgente necessidade de uma drástica redução na emissão de CO2, ao mesmo tempo em que inaugura um novo aeroporto. Os políticos adotam discursos vazios, defendendo medidas radicais e absurdas porque sabem que elas não serão adotadas de fato. O que é positivo, pois seus efeitos seriam terríveis para a economia. O Terceiro Mundo, por exemplo, ainda tem algo como um bilhão e meio de pessoas sem acesso à eletricidade. O uso de combustível fóssil é crucial para essa gente, para o seu desenvolvimento econômico. Vetar o consumo de combustível ou exigir a sua substituição por alternativas bem mais caras é o mesmo que condenar essas pessoas à completa miséria. Será que a sensação confortante de fazer parte de uma cruzada moral justifica este resultado concreto? Vamos condenar centenas de milhões à pobreza eterna para que Al Gore receba um Prêmio Nobel da Paz, enquanto consome sozinho mais combustível fóssil do que milhares de africanos juntos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os debates em torno do tema adquiriram ares de seita religiosa, com muitos fanáticos atacando os “hereges” que pedem mais calma e razão neste momento. Alguns chegaram a propor medidas legais contra os dissidentes, assim como existe para quem nega a existência do Holocausto. Se depender dessa turma, seria crime negar o aquecimento global ou suas previsões catastróficas! O que aconteceu com o bom senso das pessoas? A histeria não ajuda em nada na tomada de decisões. É preciso esfriar a cabeça quando o assunto é aquecimento global. Além disso, confiar demais nas medidas políticas nunca foi algo muito sábio. Faz mais sentido acreditar na capacidade dos indivíduos de se adaptarem, de inovarem e criarem novas técnicas eficientes de produção. O mundo não saiu da era medieval para a modernidade por conta de planos mirabolantes de políticos, mas sim pelo funcionamento do livre mercado. Políticos raramente acertam na hora de definir prioridades, e quase nunca acertam nas medidas escolhidas para atacar as prioridades também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os políticos tivessem tomado medidas radicais com base nas previsões de Malthus, o mundo seria outro hoje, muito pior. Na década de 1970, o Clube de Roma fez previsões catastróficas sobre os recursos naturais, alertando que o petróleo, por exemplo, estava prestes a acabar. E se os governos tomassem medidas radicais com base nessas previsões erradas? Existem vários exemplos onde especialistas previram desgraças de forma infundada, e se o governo criasse planos rígidos com base nessas estimativas, a humanidade perderia muito. Portanto, vamos lembrar isso tudo, e evitar os discursos sensacionalistas e as previsões apocalípticas, pois isso em nada auxilia as tomadas de decisão. Quando o assunto for o aquecimento global, é preciso esfriar a cabeça, antes de tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-4307149712128166657?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2008/09/muita-calma-nessa-hora.html' title='Muita Calma Nessa Hora!'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/4307149712128166657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/10/muita-calma-nessa-hora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/4307149712128166657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politica'/><title type='text'>Obama Communist Flag In Office!</title><content type='html'>Obama bandeira comunista no escritório!&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/POkHs4Xwo5M&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/POkHs4Xwo5M&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="349"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-9038996426594584341?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' 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Mas os ambientalistas hoje preferem usar outros termos para se referir a Moore. “Eco-Judas” é a versão bem-humorada. “Lobista da indústria nuclear”, a mais comum. A querela começou quando o consultor deixou o Greenpeace, em 1986, e passou a defender os temas que antes combatia: da segurança da energia nuclear à dos transgênicos. Moore diz que a energia nuclear é uma das saídas para as mudanças climáticas porque os reatores não emitem gás carbônico, principal responsável pelo aquecimento da Terra. “Tento influenciar na educação das pessoas”, diz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pensoverde.files.wordpress.com/2008/08/27181copy.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;table class="MsoNormalTable" style="width: 100%;" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="100%"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td style="padding: 0pt;"&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;                    &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td style="padding: 0pt;"&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="color: rgb(128, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;QUEM É &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;&lt;br /&gt;É porta-voz da Coalizão pela Energia Limpa e Segura, aliança mantida pela associação   da indústria nuclear americana&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="color:maroon;"&gt;&lt;strong&gt;FORMAÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Estudou Biologia Florestal na Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá,   onde também fez doutorado em Ecologia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="color:maroon;"&gt;&lt;strong&gt;O QUE FEZ &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Na década de 1970, foi um dos fundadores do Greenpeace, que deixou em 1986. Fundou a consultoria privada Greenspirit Strategies &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt; &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(128, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;ÉPOCA –&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Quando o senhor integrava o Greenpeace, escreveu que “as usinas nucleares são a invenção mais perigosa da humanidade”. Hoje, as defende publicamente. Por que mudou de opinião?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;Patrick Moore&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt; – No Greenpeace, nós achávamos que tudo o que era nuclear era ruim. Acreditávamos que a energia nuclear estava inevitavelmente ligada às armas atômicas. Mas é só reparar que os reatores que produzem energia não são usados para matar pessoas. Na verdade, reatores são usados até na medicina para produzir medicamentos que tratam milhões de pessoas. Muitas tecnologias podem ser usadas para o bem ou para o mal. Você pode voar em um avião para promover uma missão de paz ou para destruir uma cidade com uma bomba. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(128, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;ÉPOCA –&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;&lt;span style="color: rgb(128, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;O senhor não se diz um alarmista a respeito do aquecimento global, mas o usa como argumento para defender a energia nuclear. Não é uma contradição? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;Moore&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt; – Não acho que eu esteja me contradizendo. Não contratamos seguro contra incêndio para nossas casas mesmo sem saber se elas pegarão ou não fogo? Acho difícil prever quais serão as conse-qüências do aumento da temperatura do planeta no futuro. Mas acredito que, se quisermos reduzir nossas emissões de gás carbônico, teremos de reduzir nossa dependência dos combustíveis fósseis. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;ÉPOCA –&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;A energia nuclear é considerada cara e, em muitos países, conta com subsídios governamentais para chegar a um preço razoável aos consumidores. Ela é financeiramente viável? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;Moore&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt; – Comparada com as outras fontes de energia, a nuclear é mais cara que a hidrelétrica. E também é mais cara que a eletricidade gerada em termelétricas movidas a carvão. Mas ainda é mais barata que a eletricidade produzida com gás natural. E, com certeza, muito menos cara que a energia solar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:18px;"&gt;“O Greenpeace faz uso de minha história e não o contrário. Quem trabalha hoje lá está usufruindo da organização que ajudei a construir”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;ÉPOCA – &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;O senhor tem dados para comparar os preços de cada tipo de energia? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;Moore&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt; – Não dá para colocar em números exatos. No caso das hidrelétricas, depende de onde o reservatório for construído. Cada usina nuclear também é um caso único: depende de quanto tempo vai demorar a construção, de qual era o preço dos materiais no período etc. Tudo o que eu posso dizer é que, em 21 países, 15% ou mais da eletricidade é gerada em usinas nucleares. Na França, chega a 80%. A Eslováquia, por exemplo, não é um país rico, e 66% de sua eletricidade vem de usinas nucleares. A razão pela qual esses países contam com a energia nuclear é que ela tem um preço bastante razoável comparado ao de outras tecnologias. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;ÉPOCA –&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Como resolver o problema do armazenamento do lixo nuclear se, desde que a primeira usina entrou em funcionamento, na década de 1950, na Rússia, ainda não há no mundo um abrigo definitivo para o combustível usado? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;Moore&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt; – A França e o Japão já conseguem dar um destino final para seu lixo nuclear. Eles estão reciclando o combustível usado para reaproveitá-lo nos reatores. O combustível conserva 95% de seu potencial energético mesmo depois de usado uma vez. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;ÉPOCA –&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Alguns especialistas consideram esse reprocessamento muito arriscado. Depois de usado no reator, parte do urânio se transforma em plutônio, que pode ser usado para fazer bombas. É seguro lidar com esse material? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;Moore&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt; – No Japão, o plutônio é misturado novamente ao urânio dentro do equipamento que faz a reciclagem. Assim, não é possível construir bombas. Mas eu não estou tão preocupado com os terroristas se eles se apossarem desse material porque não sabem construir bombas. Agora, países como a Coréia do Norte e o Irã podem contratar cientistas para isso. Mas ainda é mais fácil para eles comprar centrífugas para enriquecer o urânio que usar o material reprocessado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;ÉPOCA –&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Por que não usar o dinheiro gasto nas usinas nucleares para desenvolver fontes alternativas de energia que não oferecem os perigos da nuclear? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;Moore&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt; – A energia solar e a energia eólica não dão conta de abastecer toda uma rede elétrica. Além disso, de onde viria a energia quando não houvesse sol e quando parasse de ventar? Porque não faz sol e não venta o tempo todo. Sou a favor de usar primeiro o potencial hidrelétrico. Mas, uma vez que ele tenha se esgotado, defendo a energia nuclear em seguida. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;ÉPOCA – &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;O senhor tem alguma ligação com a indústria nuclear? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;Moore&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt; – Eu sou um dos diretores da Clean and Safe Energy Coalition (&lt;em&gt;Coalizão pela Energia Limpa e Segura&lt;/em&gt;), junto com Christine Todd Whitman, que já foi diretora da agência americana de proteção ambiental. Somos como porta-vozes. Queremos convencer o público americano de que a energia nuclear é decisiva para reduzirmos nossas emissões de gases do efeito estufa. A coalizão é mantida financeiramente pelo Instituto de Energia Nuclear, a associação da indústria nuclear nos Estados Unidos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;ÉPOCA –&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Seus críticos o chamam de lobista. O senhor é lobista? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;Moore&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt; – Eu não sou lobista. Eu nem sei como fazer lobby. Eu falo com muitos políticos, mas não faço lobby para modificar leis. Essa é a função do Instituto de Energia Nuclear. Um lobista diz “nós queremos uma legislação assim para poder ter dinheiro para a indústria nuclear”, ou algo do tipo. Eu não tento influenciar a lei. Eu tento influenciar as políticas ambientais. E tento influenciar na educação das pessoas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;ÉPOCA –&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;O que o senhor quer dizer com políticas ambientais? Isso faz parecer que é lobby. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;Moore&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt; – O que quero dizer com políticas ambientais é que eu sou a favor da energia nuclear. Todo mundo sabe disso. Quando converso com os políticos, é mais para trocar informações. Eu diria que não sou lobista, eu sou um comunicador. Eu diria que o Greenpeace é que é lobista. Porque são eles que sempre estão tentando emplacar leis. Eu sou mais um ativista que faz campanhas para a sociedade em geral. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;ÉPOCA –&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Fica claro para o público que o senhor é pago pela indústria nuclear? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;Moore&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt; – Em todos os artigos que escrevo na imprensa eu sempre coloco um rodapé com minha identificação: “Patrick Moore trabalha como consultor para governos e indústrias”. Mas, muitas vezes, os editores cortam essa parte. Mas eu nunca escondo essa informação. E, mesmo que eu tentasse esconder, todo movimento ambiental está espalhando isso por aí. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;ÉPOCA –&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;O Greenpeace acusa o senhor de usar o nome da organização, mais de 20 anos após deixá-la, para conseguir marketing e credibilidade. O senhor já pensou em parar de se identificar como um dos fundadores do Greenpeace? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt;Moore&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:12px;"&gt; – Eles dizem que eu estou usando comercialmente minha história no Greenpeace. Mas são eles que a estão usando. Quem trabalha hoje no Greenpeace é que está usufruindo da organização que eu ajudei a construir. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-7326793832079457822?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://pensoverde.wordpress.com/2008/08/01/entrevista-com-patrick-moore/' title='Entrevista com Patrick Moore'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/7326793832079457822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/08/entrevista-com-patrick-moore.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/7326793832079457822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/7326793832079457822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/08/entrevista-com-patrick-moore.html' title='Entrevista com Patrick Moore'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SKxjkBT7a8I/AAAAAAAABno/U1x-BOyXK4k/s72-c/27181copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-2331747253305239440</id><published>2008-08-12T08:27:00.001-07:00</published><updated>2009-07-20T05:48:22.583-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>A Escrava Wal-Mart</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SKGsCRgyOgI/AAAAAAAABmY/6e2bU743WLY/s1600-h/Supercenter_Wal-Mart_Barra_%28RJ%29.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 214px; height: 169px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SKGsCRgyOgI/AAAAAAAABmY/6e2bU743WLY/s400/Supercenter_Wal-Mart_Barra_%28RJ%29.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233653397041854978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Constantino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“São os consumidores e não os empresários que determinam o que deve ser produzido.” (Mises)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livre mercado, são os consumidores quem mandam, determinando o que deve ser produzido pelas empresas que competem em busca de lucro. A maior garantia de bom atendimento, variedade de produtos, preços baixos e qualidade está justamente na livre concorrência, ausente de barreiras artificialmente criadas pelo governo. Tudo isso é bastante evidente e lógico, mas, infelizmente, as décadas de lavagem cerebral marxista impedem uma compreensão maior destes fatos. Suas vítimas passaram a encarar os empresários como inimigos exploradores, o lucro como pecado, e o governo como uma espécie de “deus protetor”, que irá cuidar dos consumidores impedindo a “exploração capitalista”. As empresas grandes passam a ser as maiores vilãs nessa mentalidade distorcida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo os americanos não estão livres dessa inversão, e a Wal-Mart, pelo seu gigantismo, costuma ser o alvo preferido dessa turma. Por isso é tão pertinente citar alguns trechos da entrevista concedida ao &lt;em&gt;The Wall Street Journal &lt;/em&gt;pelo equatoriano Eduardo Castro-Wright, que assumiu a presidência executiva da divisão americana da Wal-Mart Stores há três anos. Uma parte da entrevista foi traduzida e publicada no jornal &lt;em&gt;Valor&lt;/em&gt;, mostrando como as mudanças feitas pelo presidente têm colaborado para um crescimento maior da empresa. Logo no começo, Castro-Wright diz: “&lt;em&gt;Fornecer uma boa experiência de compra começa com oferecer opções de produtos que os consumidores merecem, a manutenção de um espaço asseado e ter associados (funcionários) simpáticos, para que os clientes queiram voltar&lt;/em&gt;”. Ou seja, logo de cara vemos que o principal foco da empresa está voltado para o cliente, com a meta de propiciar uma compra agradável e com os produtos realmente demandados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Wal-Mart já era conhecida pela sua política de preços baixos, e o presidente reforça este objetivo: “&lt;em&gt;Primeiro, tivemos de reforçar nossa liderança em preços baixos. Precisávamos perguntar a nós mesmos qual era a nossa filosofia e ela era mais do que apenas garantir um preço baixo, mas sim ajudar as pessoas a economizar e assim melhorar suas vidas&lt;/em&gt;”. Novamente, fica claro que a empresa é uma parceira de seus clientes, com interesses alinhados. Se os consumidores podem economizar, ficam satisfeitos, e retornam para comprar novamente na loja. Cliente feliz é cliente bom. A Wal-Mart entende isso: “&lt;em&gt;O plano então contou com tudo, de melhorias na sinalização visual das lojas, para que as pessoas pudessem encontrar as coisas mais facilmente, a investimento em tecnologia para agilizar os caixas&lt;/em&gt;”. A Wal-Mart é conhecida pelos seus pesados investimentos em tecnologia. Se as filas nos caixas são mais rápidas, a loja vende mais, e os clientes ficam mais satisfeitos. Novamente, os interesses estão alinhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de seu tamanho, com faturamento de US$ 240 bilhões apenas nos Estados Unidos, a Wal-Mart não passa de uma escrava dos consumidores, tendo que buscar sempre atender da melhor forma possível a demanda. Castro-Wright explica: “&lt;em&gt;Aprendemos que fornecer escolhas ao cliente não tem a ver com mais produtos, mas produtos selecionados cuidadosamente e nos quais os clientes estão interessados&lt;/em&gt;”. Isso faz todo o sentido, naturalmente. Afinal, hoje a empresa é um gigante, justamente por focar tanto nos clientes. Mas nada impede que amanhã outra empresa consiga superar a Wal-Mart no atendimento aos consumidores. O capitalismo, como Schumpeter já tinha notado, é um processo dinâmico, com uma “destruição criativa” que garante o progresso rumo aos produtos mais desejados pelos consumidores e aos métodos mais eficientes para produção destes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tamanho não é garantia de vida eterna para empresa alguma. Existem várias provas disso, como o caso da IBM, por exemplo, que perdeu bastante terreno para empresas novas como a Microsoft e Intel, e foi forçada a se reinventar para sobreviver. Na verdade, poucas empresas existem há mais de um século, justamente por causa desse processo dinâmico do capitalismo. O sucesso depende da escolha dos consumidores. São esses que possuem o poder de decidir quem ganha e quem perde, num plebiscito ininterrupto chamado “mercado”. As empresas precisam lucrar para sobreviver, e o lucro depende dos consumidores. No livre mercado, as empresas não passam de “escravas” dos consumidores. Estes não precisam do governo para protegê-los. Precisam apenas da livre concorrência, possível justamente quando o governo não se mete para garantir privilégios e criar barreiras artificiais. A imagem perante os clientes é um dos mais valiosos ativos de uma empresa, que depende da confiança para prosperar. Alguém realmente acredita que a Wal-Mart não vende alimentos podres por causa da vigilância do governo, e não por causa dos próprios interesses e foco no lucro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o governo deve fazer para proteger o consumidor é justamente deixá-lo em paz para escolher livremente de quem comprar aquilo que é desejado. Se o “Zé da Quitanda” não tem condições de competir com a Wal-Mart para oferecer produtos melhores e preços menores, o governo não deve protegê-lo da “competição predatória”, pois isso seria feito apenas à custa dos consumidores. No capitalismo liberal, vence quem consegue melhor atender a demanda, e essa é a maior proteção que os consumidores podem ter. O caso da Wal-Mart ilustra isso de forma perfeita: a empresa possui um valor de mercado acima de US$ 200 bilhões, mas é apenas uma escrava de seus consumidores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-2331747253305239440?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2008/08/escrava-wal-mart.html' title='A Escrava Wal-Mart'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/2331747253305239440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/08/escrava-wal-mart.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/2331747253305239440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/2331747253305239440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/08/escrava-wal-mart.html' title='A Escrava Wal-Mart'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SKGsCRgyOgI/AAAAAAAABmY/6e2bU743WLY/s72-c/Supercenter_Wal-Mart_Barra_%28RJ%29.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-1030378393175418292</id><published>2008-08-09T22:39:00.000-07:00</published><updated>2009-07-22T10:37:05.177-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politica'/><title type='text'>Lula prepara (de novo) o golpe de Estado do terceiro mandato</title><content type='html'>&lt;span class="txVerde2" align="left"&gt;Se isso prosperar, voltamos à escuridão política&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="txt_box fonts" align="justify"&gt; Desde que foi criado, há 28 anos, o PT vem sendo chamado pelos intelectuais liberais de a “UDN de macacão”. Esse apelido, inventado pelo professor Cláudio Lembo, tinha por objetivo ironizar o falso-moralismo e a histeria denuncista demonstrados pelos petistas –obviamente até estourar o escândalo do mensalão. Pois agora o PT apresenta uma outra característica daquela velha UDN do brigadeiro Eduardo Gomes: a atração atávica por golpes de Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois o presidente Lula voltou a se movimentar pelo terceiro mandato. Ano passado ele ensaiou a idéia duas vezes. No primeiro semestre, a Executiva do PT discutiu abertamente o plano de promover um plebiscito para a adoção do parlamentarismo – com Lula, de novo, com a força do povo, evidentemente. No segundo semestre Lula colocou na rua o bloco que pregava o terceiro mandato. Diante da reação dura da oposição, Lula recuou e fechou um acordo com a ministra Dilma Roussef. Lula lança Dilma candidata à sucessão. Em troca, Dilma se comprometeu a só ficar no poder um único mandato, caso seja eleita, abrindo espaço para a volta de Lula em 2014.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A ISCA DE LULA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta semana Lula esteve em Buenos Aires, à frente de 264 empresários. Levou também alguns políticos, entre eles o deputado federal Devanir Ribeiro, do PT paulista, autor da emenda do terceiro mandato. Devanir não ficou entre os colegas políticos, mas se inseriu estrategicamente na comitiva de empresários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devanir pertence ao baixo clero da Câmara, mas não é um deputado qualquer. Ele faz parte da bancada pessoal do presidente. É amigo de Lula desde os anos 70, quando os dois foram diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. No Congresso, se presta ao papel de ventríloco informal do presidente. O que ele diz, é compreendido como recado de Lula que não pode ser enviado pelos canais formais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Buenos Aires, o deputado estava em missão acintosa do Planalto. Puxou assunto com vários empresários sobre o governo Lula. E sobre como seria bom que o presidente pudesse continuar por mais tempo no poder. Lula sondava o capital a procura de peixes graúdos dispostos a morder a isca. Devanir era a isca de Lula. Nem sabia direito quem era quem. Apenas foi colocado ali, como atrativo aos tubarões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda-feira 4 de agosto, Devanir se viu cercado de quatro empresários de peso, sendo dois deles diretores da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Fiesp. Foram eles que puxaram assunto sobre a emenda do terceiro mandato – segundo relatou Devanir, já de volta a Brasília, em conversa reservada com um petista amigo. Durante essa conversa, os empresários teriam dito a Devanir que a melhor saída para o Brasil, no atual cenário, é continuar com Lula. E pediram a ele que reapresente sua emenda constitucional, que volte a falar abertamente sobre o terceiro mandato, porque há centenas de grandes empresários dispostos a apoiar a idéia – e a convencer seus deputados e senadores a votar na emenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devanir fala a verdade. Pelo menos no essencial. Confirmei com dois empresários que estavam em Buenos Aires que a tese do terceiro mandato foi correu solta entre eles. Há capital graúdo a fim de manter Lula. Entre eles, estariam Paulo Skaf, presidente da Fiesp, Armando Monteiro Neto, presidente da CNI, Sérgio Andrade, da Andrade Gutierrez, Jorge Gerdau, do Grupo Gerdau, Abílio Diniz, do Pão de Açúcar, e Márcio Cypriano, presidente do Bradesco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quarta-feira 6 de agosto, quando Lula seguia para a China e a comitiva política estava de volta a Brasília, a tese do terceiro mandato retornava às conversas de bastidores do Congresso Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             OS TRÊS FATORES DE RISCO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Um fato novo e dois antigos estão levando Lula mudar de planos e a preparar um golpe constitucional:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) O fato novo é um possível terceiro mandato para o presidente Álvaro Uribe, da Colômbia. Quando Lula ensaiou a mudança constitucional, ano passado, o precedente externo era Hugo Chávez, da Venezuela. Se a tese fosse aprovada por aqui, seria inevitável a comparação de Lula e Chávez pelos analistas de Wall Street, algo péssimo para nossos negócios. Agora é diferente. Uribe é o maior aliado dos Estados Unidos no continente. Está derrotando com armas em punho os narco-terroristas das Farc. Uribe busca o terceiro mandato. Se passar na Colômbia, não haverá mais resistência dos aliados ocidentais para que o terceiro mandato seja adotado também para Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Outro fato é que a popularidade de Lula prossegue batendo recordes em cima de recordes por conta dos programas sociais e de uma condução correta da economia. A última novidade, anunciada na terça-feira 5 de agosto, é que a classe média agora representa 51% da população, um fato histórico espetacular, admita-se.;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) O terceiro fato é que a oposição, capitaneada pelo PSDB, continua cada vez mais perdida. Não consegue apresentar programa de governo alternativo. E muito menos dá sinais de conseguir se unir em torno de um candidato único ao Planalto. Enfim, estamos sem oposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             DUBIEDADE PRESIDENCIAL&lt;br /&gt;Quando a idéia do terceiro mandato tomou fôlego pela primeira vez, em setembro de 2007, Lula agiu com dubiedade. Em áudio público, o presidente condenou a idéia. “Esse negócio de achar que tem pessoas que são imprescindíveis e insubstituíveis não existe em política”, disse na época. “A alternância de poder é uma coisa extremamente importante para o fortalecimento da democracia.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nos bastidores, Lula fazia de tudo para tirar de cena todos os possíveis candidatos da base do governo, como Marta Suplicy (leia detalhes logo abaixo) -- enquanto nada faz para conter os defensores do terceiro mandato. Naquela investida, Devanir era apenas um dos defensores da idéia. “Nunca toquei nesse assunto diretamente com Lula”, jura Devanir a todos que perguntam. Ele, no entanto, faz a ressalva. “O Lula nunca me desautorizou. Nem me repreendeu.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, ora, se Lula efetivamente não pensasse em terceiro mandato, teria intimidade para barrar a iniciativa de Devanir. Eles dividiram uma cela no Dops, quando Lula foi preso com base na extinta Lei de Segurança Nacional. Juntos, fundaram o PT. Quando Lula chegou ao poder, ajudou Devanir a se eleger deputado federal. As duas famílias se freqüentam e Lula e Devanir costumam se encontrar nos finais de semana. “Já perdi a conta de quantas vezes estive no Alvorada”, diz o deputado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o senador Arthur Virgílio, líder do PSDB, o presidente está agindo com dubiedade nesse assunto. “Ele diz que não quer, mas deixa correr solta a articulação pelo terceiro mandato.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             BRUXARIAS NO CALDEIRÃO&lt;br /&gt;Lula de fato está sendo estimulado por um grupo de auxiliares que privam de sua intimidade a desejar (e a trabalhar) o terceiro mandato. De acordo com duas autoridades com acesso às conversas secretas do Planalto, o plano para que Lula permaneça mais tempo no poder é cozinhado em dois caldeirões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro é de pura bruxaria política. Sua solução exige mudança da Constituição e vai direto ao ponto – o terceiro mandato consecutivo em 2010. Eis então o projeto de Devanir: apresentar quando o momento político aprouver uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) dando direito ao presidente da República de convocar plebiscitos. Hoje, só o Congresso pode fazê-lo. Se a proposta vingar, Lula estaria livre para consultar o povo sobre seu direito de concorrer de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa aprovação, por si só, emparedaria as vozes contrárias no Congresso e no Supremo Tribunal Federal. Além disso, o “sim” ao terceiro mandato funcionaria como uma pré-eleição, minguando as forças da oposição para a disputa oficial em 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do amigo Devanir, outros dois deputados estão dispostos a mostrar o rosto no projeto Lula-2010: Carlos Willian, aliado do PTC de Minas, e Cândido Vaccarezza, do PT de São Paulo. A proposta de Carlos Willian, imaginada ainda em 2007, é de zerar todo o jogo eleitoral, criando o direito de Lula e dos atuais governadores de concorrer mais uma vez. William argumenta que é do interesse de todos, inclusive para o Aécio Neves, que quer ser presidente, mas ainda não mostrou seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso da emenda de Vaccarezza é um pouco mais contraditório do ponto de vista político. Ela propõe a adoção do parlamentarismo. Sob um novo regime de governo, Lula teria o direito de concorrer a presidente. “Não se pode falar em golpe, pois são propostas dentro do jogo democrático”, justifica Vaccarezza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             OS ÁULICOS DO PLANALTO&lt;br /&gt;Três dos assessores mais próximos do presidente já se engajaram no projeto do terceiro mandato em 2010: o ministro Luis Dulci, da Secretaria-Geral da Presidência, o assessor especial Marco Aurélio Garcia e o chefe-de-gabinete Gilberto Carvalho. Dentro do PT, participam da articulação Ricardo Berzoini, o deputado Antônio Palocci e o ex-ministro Luís Gushiken, que ainda é influente. A corrente de José Dirceu sempre foi contra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum deles aceita falar publicamente sobre o assunto, é óbvio. Todos sabem que qualquer uma dessas emendas é uma ruptura sem paralelos da Constituição de 1988 e uma medida de força que atenta contra a normalidade democrática do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             A ESTRATÉGIA PARLAMENTARISTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pertinente recordar que o primeiro plano de prorrogar o mandato de Lula surgiu em abril de 2007, dentro da Executiva do PT. A idéia era adotar o parlamentarismo, reelegendo Lula presidente, quantas vezes fosse possível --e criando a alternância de poder com um primeiro-ministro. O plano logo foi substituído por outro, o do terceiro mandato presidencialista, que agrada muito mais a Lula. De qualquer forma, a estratégia do parlamentarismo não está enterrada, apenas hibernando. E o que significa isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, ora, só há uma expressão possível para classificar tal manobra: golpe de Estado. A Constituinte de 1988 estabeleceu um plebiscito, em 1993, para que todos os brasileiros decidissem qual o regime e o sistema de governo queriam para o Brasil. Monarquia ou República? Presidencialismo ou parlamentarismo? Na ocasião, o PSDB de Fernando Henrique se engajou pelo parlamentarismo. O PMDB, como sempre, se dividiu. O PFL de Marco Maciel e o PT de Lula entraram de cabeça na campanha pelo presidencialismo. Deu República presidencialista na cabeça, por quase 80% dos votos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             O DEFENSOR DO POVO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2006, quando se planejava a campanha de Lula à reeleição, o presidente do PT Ricardo Berzoini encomendou uma pesquisa qualitativa sobre a imagem do presidente. Descobriu-se que o eleitor o via como uma espécie de ombudsman, o defensor do povo num governo ruim. Lula seria um homem bom, que tenta fazer o possível para que um governo de homens corruptos e incompetentes ajude os pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, aquela pesquisa detectou que o eleitorado estaria predisposto a adotar um sistema similar ao parlamentarismo, desde que o chefe de Estado fosse Lula – e o chefe de governo pouco importa, pode ser qualquer um. Hoje o cenário é um pouco diferente. Lula está muito mais popular. E seu governo, ainda por cima, é visto como muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            POR QUE É GOLPE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A adoção do parlamentarismo, em si, até poderia ser bom para o Brasil. A maior parte dos estudiosos do tema avalia que seja o sistema político mais democrático existente, o que mais acelera a redução das desigualdades e o desenvolvimento econômico. Vide o exemplo da Europa. Argumentam até que a principal república presidencialista do mundo, os Estados Unidos, em verdade teria um sistema presidencial-parlamentarista, com um Executivo e Legislativo interdependentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em teoria, também não haveria problema algum um país em construção, como é o caso do Brasil, rever uma decisão já tomada no Plebiscito de 1993 e, eventualmente, dar uma guinada parlamentarista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que se discute é o casuísmo da hora. As teses do parlamentarismo e do terceiro mandato não estão sendo levantadas dentro do contexto da reforma política necessária –aí sim, seria uma discussão legítima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             ANÕES CÍNICOS DA HISTÓRIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais, a tese da prorrogação do mandato está sendo patrocinada por figuras menores do petismo, que gostariam de se eternizar no poder. Dentro do PT, os costureiros são o deputado Devanir Ribeiro, metalúrgico da facção lulista, o deputado Cândido Vacarezza, porta-voz de José Dirceu, Carlos William, do tal PTC, ou dirigentes petistas como Rui Falcão, da sub-facção de Marta Suplicy. Outro que já aderiu a causa é o deputado Virgílio Guimarães, de Minas, que há três anos tentou ser presidente da Câmara e provocou o desastre chamado Severino Cavalcanti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento deles é de um cinismo comovente. Segundo Devanir e Vacarezza, Lula seria um parlamentarista desde criancinha. No plebiscito de 1993, ele até teria defendido esse sistema nas conversas internas do PT, mas como o PT decidiu-se pelo presidencialismo, Lula, democrata que é, então se engajou de corpo e alma na defesa do presidencialismo. Mas agora, diante da realidade dinâmica dos fatos, Lula poderia se engajar de bom grado em outra tese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            QUE FALTA FAZ UM PETISTA VIÁVEL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal razão pela qual Lula e o PT querem mudar as regras do jogo é que o partido não tem uma barbada para apresentar em 2010. José Dirceu fez de tudo para ser o sucessor de Lula –mas foi abatido no caminho. Antônio Palocci também. Tarso Genro não se mostrou com densidade eleitoral, nem Patrus Ananias. Então Lula tirou Dilma da manga da camisa. E agora Fernando Haddad, o jovem ministro da Educação, ensaiar por as mangas de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nenhum deles parece ser capaz de derrotar Ciro Gomes, do PSB, ou os tucanos José Serra e Aécio Neves. Restou Marta Suplicy, candidata de Dirceu –mas não de Lula. Ele vai lutar para que ela seja eleita prefeita de São Paulo. Presidente da República, contudo, jamais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            DILMA, A ALTERNATIVA CONSTITUCIONAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que foi reeleito, em 2006, Lula emite todos os sinais de que não quer ajudar o PT a construir um candidato petista para sua sucessão. “Tudo indica que o candidato de Lula chama-se Lula”, aposta o cientista político Paulo Kramer, da Universidade de Brasília “Até porque o PT não tem outro”. Foi então que Lula acabou chegando a uma nova idéia chamada Dilma Roussef.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale lembrar que por volta de outubro de 2007 a idéia do terceiro mandato tornara-se politicamente inviável. Foi então que Lula encontrou uma alternativa de retornar ao poder, mas com base nas atuais regras do jogo. Por esse plano, Lula voltaria a disputar a sucessão em 2014.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia contemplava a possibilidade de o presidente apoiar Ciro Gomes, num acordo para que ele ficasse apenas quatro anos. Numa reunião no Planalto, chegou-se à conclusão de que seria difícil tal acerto ser respeitado. Ao mesmo tempo, a direção do PT avisou que, nesse caso, o partido teria nome próprio para 2010. Lula então conversou com Dilma, auxiliar que jamais disputou uma eleição. Ela aceitou a empreitada. Ficou então fechado que Dilma seria a candidata de Lula em 2010. E, se eleita, Lula seria o candidato de Dilma em 2014.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora há fatos novos. Dilma não passa dos 7% nas pesquisas. Lula dá sinais de que caminha para índices de popularidade num patamar próximo a 80%. A oposição está em pandarecos. E por fim vem o fator Álvaro Uribe e seu terceiro mandato apoiado pelos americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A LONGA NOITE HOBBESIANA&lt;br /&gt;O Brasil tem uma história golpes, notadamente os militares, aquele fenômeno que o cientista político Oliveiros Ferreira, da USP, chama de “longa noite hobbesiana” -- uma escuridão que durou século e meio, iniciada em 1821, quando as tropas do Exército no Rio de Janeiro obrigaram o príncipe regente Pedro de Alcântara a substituir o ministro da Guerra, e que se prolongaria até 1985, quando o último general-presidente do regime de 64, João Figueiredo, deixou o Palácio do Planalto pela porta dos fundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram pelo menos 15 as intervenções políticas dos militares em momentos decisivos da história brasileira. A 16ª tentativa, a derradeira, quando então coronel-ministro César Cals pregou a prorrogação do mandato de Figueiredo para impedir que Tancredo Neves tomasse posse, não colou. Os deputados Devanir e Vacarezza são os César Cals do PT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a redemocratização em 1985, não tivemos tentativas de golpes de Estado, somente dois casuísmos –os cinco anos de mandato para José Sarney, e a reeleição para Fernando Henrique Cardoso. Parece que Lula também quer deixar sua marca negativa na história.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-1030378393175418292?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.parlata.com.br/artigo.php?id_geral=3358' title='Lula prepara (de novo) o golpe de Estado do terceiro mandato'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/1030378393175418292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/08/lula-prepara-de-novo-o-golpe-de-estado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/1030378393175418292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/1030378393175418292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/08/lula-prepara-de-novo-o-golpe-de-estado.html' title='Lula prepara (de novo) o golpe de Estado do terceiro mandato'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-1738293301565722721</id><published>2008-08-06T06:19:00.000-07:00</published><updated>2009-07-22T10:35:55.476-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oriente Medio'/><title type='text'>Submission {submissão} legendado</title><content type='html'>&lt;span&gt;O cineasta Van Gogh foi assassinado por causa desse filme, por um mulçumano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curta-metragem relata a violência exercida contra as mulheres muçulmanas, que são tratadas como inferiores pelos seguidores do islamismo, que tem Alá como o seu Deus. Elas são impedidas de trabalhar e de andar pelas ruas sozinhas. Milhares de viúvas que, sem poder ganhar seu sustento, dependem de esmolas ou simplesmente passam fome. Mulheres com os dedos decepados por pintar as unhas. apedrejadas por que cometeram adultério Casadas, solteiras, velhas ou moças e até crianças, suspeitas de transgressões - e tudo o que compõe a vida normal é visto como transgressão - são espancadas, ou executadas. E por toda parte aquelas imagens que já se tornaram um símbolo: grupos de figuras idênticas, sem forma e sem rosto, cobertas da cabeça aos pés nas suas túnicas - as burqas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Submission foi escrito por Ayaan Hirsi Ali, assim como aconteceu com seu diretor antes do crime, ela também vem sofrendo ameaças de morte. de alguns membros da sua ex-religião, o islã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/22-E9OODECA&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/22-E9OODECA&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="349"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-1738293301565722721?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://br.youtube.com/watch?v=22-E9OODECA' title='Submission {submissão} legendado'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/1738293301565722721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/08/submission-submisso-legendado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/1738293301565722721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/1738293301565722721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/08/submission-submisso-legendado.html' title='Submission {submissão} legendado'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-3705157109683778600</id><published>2008-08-06T04:15:00.000-07:00</published><updated>2009-07-22T10:37:05.178-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politica'/><title type='text'>Como eu Dizia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SJmIKkVeHLI/AAAAAAAABmQ/ZDVZ7YXZqcQ/s1600-h/imagem.php.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SJmIKkVeHLI/AAAAAAAABmQ/ZDVZ7YXZqcQ/s400/imagem.php.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231362157301341362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="txVerde2" align="left"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Nada disso surgiu da noite para o dia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="txt_box fonts" align="justify"&gt;Logo após a divulgação do Dossiê Brasil na revista colombiana Cambio , confirmando tudo aquilo que há anos venho dizendo sobre a aliança PT-Farc, o Chefe de Gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, saiu alardeando que não tem qualquer "ligação estreita" com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e que o governo brasileiro "tem zero de relação com as Farc".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não preciso contestar a dupla mentira. Já o fiz, com muita antecedência, no artigo Simbiose obscena , publicado em O Globo de 7 de fevereiro de 2004, no qual remetia os leitores ao site http://www.nodo50.org/americalibre/consejo.htm , "para que vejam com seus próprios olhos a obscena simbiose entre a narcoguerrilha colombiana e a farsa petista que nos governa". O endereço – prosseguia o artigo - "é de América Libre , versão jornalística do Foro de São Paulo , fundada por (adivinhem) Frei Betto e hoje dirigida por (já adivinharam) Emir Sader. A revista prega abertamente a guerra revolucionária, a implantação do comunismo em toda a América Latina. Seu mais recente editorial proclama: O 11 de setembro dos povos será, para a confraria da América Livre, um compromisso de honra. Será um encontro com os sonhos e com o desejo ."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da primeira à última página, a coisa respinga sangue e ódio, de mistura com a velha retórica autodignificante que faz do genocídio comunista uma apoteose do amor à humanidade, condenando como fascista quem quer que veja nele algo de ruim. Na mesa do seu Conselho Editorial, quem se senta ao lado do líder das Farc, comandante Manuel Marulanda Vélez, o famigerado Tiro Fijo ? Nada menos que o chefe de gabinete do sr. Lula, Gilberto Carvalho. Está lá também o ex-deputado Greenhalgh... Se isso não é promiscuidade, se isso não é cumplicidade entre o nosso governo e o crime organizado, se isso não é uma tramóia muito suja, digam-me então o que é, porque minha imaginação tem limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão lá ainda o dr. Leonardo Boff, o compositor Chico Buarque de Hollanda ... e o inefável prof. Antônio Candido..." (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/040207globo.htm ). Era o primeiro escalão inteiro da elite intelectual petista que, ao lado do próprio chefe do gabinete presidencial, conspirava ativamente com as Farc, com o MIR chileno e com outras organizações criminosas para a implantação do regime comunista no continente. Se os políticos ditos "de oposição", os donos de jornais e canais de TV, os líderes empresariais, eclesiásticos e militares tivessem então consentido em examinar o documento que eu lhes exibia, não seria preciso, agora, uma revista colombiana lhes esfregar a verdade na cara, tarde demais para evitar a consolidação da quadrilha petista-farqueana no poder. Na verdade, nem precisavam das minhas advertências. Em 7 de dezembro de 2001, o Foro de São Paulo , sob a presidência do sr. Luís Inácio Lula da Silva, já havia lançado um manifesto de apoio incondicional às Farc, no qual classificava como "terrorismo de Estado" as ações militares do governo colombiano contra essa organização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mídia inteira e todas as lideranças políticas nacionais, sem exceção visível, abafaram esse fato para não prejudicar a candidatura Lula uns meses depois. Logo após o pleito de 2002, a existência de um conluio entre o presidente eleito e a esquerda radical latino-americana já se tornara ainda mais nítida pela duplicidade de línguas com que o homem falava para o público em geral, ante as câmeras, e para seus companheiros de militância comunista. Como mais tarde anotei em artigo do Jornal do Brasil ( http://www.olavodecarvalho.org/semana/060413jb.html ): "Enquanto a mídia local celebrava a lisura do pleito, o vencedor confessava ao Le Monde que a eleição tinha sido 'apenas uma farsa, necessária à tomada do poder', sendo confirmado nisso pelo sr. Marco Aurélio Garcia em declaração ao jornal argentino La Nación de 5 de outubro de 2002."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer país decente, confissões abertas como essas suscitariam imediatamente uma tempestade de investigações e denúncias. No Brasil, foram recebidas com uma afetação de indiferença blasée por todos aqueles a quem, no fundo, elas aterrorizavam. Poucas condutas humanas se igualam, em baixeza, à covardia que começa por se camuflar de impassibilidade olímpica e, pela persistência, acaba por se transformar em cumplicidade ativa. Mas essas criaturas haviam investido tão pesado no slogan anestésico Lula mudou , que, para não reconhecer o erro, preferiram dobrar, triplicar e quadruplicar a aposta na mentira, até que contestá-la se tornasse, como de fato se tornou, prova de doença mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a essa longa e pertinaz conspiração de omissões, a esquerda revolucionária teve todo o tempo e a tranqüilidade que poderia desejar para alterar o mapa do poder político brasileiro ao ponto de torná-lo irreconhecível. Quem manda no Brasil, hoje? Um bom indício é a propriedade da terra. Seis por cento do território nacional pertencem a estrangeiros, dez por cento ao MST, outros dez a "nações indígenas" já sob controle internacional informal, quinze ou vinte são controlados pelos narcotraficantes locais aliados às Farc, mais dez ou quinze estão para ser transferidos aos quilombolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está acontecendo neste país é a mais vasta operação de confisco territorial já observado na história humana desde a coletivização da agricultura na URSS e na China – e as chamadas elites, sentadas sobre esse paiol de pólvora, com um sorriso amarelo na boca, só querem dar a impressão de que a paz reina, as instituições são sólidas e São Lulinha zela pelo bem de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro indício seguro da distribuição do poder é a capacidade de mobilização das massas. Somem os partidos de esquerda, o MST, as centrais sindicais, as pastorais de base e porcarias semelhantes, e verão que, no instante em que quiser, a esquerda revolucionária tem condições de espalhar nas ruas não menos de cinco milhões de militantes enfurecidos. Consolidado pela omissão pusilânime de todos os que teriam o dever de impedir que ele se consolidasse, o monopólio esquerdista dos movimentos de massa marca a distância entre onipotência absoluta e impotência total e é, por si, um retrato do que o futuro reserva ao País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as organizações de esquerda têm algo mais que isso: têm, através das centrais sindicais, dos partidos e de uma rede imensurável de organizações militantes, o controle absoluto e incontestável de todos os serviços essenciais. Mais ainda do que sua extensão descomunal, o que é notável nesse sistema de dominação é a sua integração, a sua unidade estratégica e funcional. As Farc não estão infiltradas só nos altos escalões da República: elas dominam também os bas-fonds da criminalidade, através de seus contatos com o PCC e o Comando Vermelho, por sua vez estreitamente articulados com o MST e organizações congêneres. De alto a baixo, a sociedade brasileira está à mercê da subversão e do crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso surgiu da noite para o dia. Tudo foi preparado e montado pouco a pouco, metodicamente, desde o advento da Nova República , diante dos olhos cegos e cérebros entorpecidos da liderança "direitista", cuja preocupação predominante ou única, ao longo da construção desse engenho macabro, foi tapar as bocas dos inconvenientes que ousassem perturbar suas boas relações com o governo. O quadro corresponde exatamente, milimetricamente, ao esquema da revolução passiva propugnado por Antonio Gramsci, em que só um lado age, enquanto o outro se deixa arrastar para o abismo com docilidade abjeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também isso expliquei antecipadamente, no meu livro de 1993, A Nova Era e a Revolução Cultural , que até coloquei à disposição dos leitores, gratuitamente, no meu site da internet ( http://www.olavodecarvalho.org/livros/neindex.htm ). Direi que foi como falar com pedras? Não sei, nunca falei com pedras. Agora sinto-me tentado a experimentar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-3705157109683778600?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.parlata.com.br/artigo.php?id_geral=3354' title='Como eu Dizia'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/3705157109683778600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/08/como-eu-dizia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/3705157109683778600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/3705157109683778600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/08/como-eu-dizia.html' title='Como eu Dizia'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SJmIKkVeHLI/AAAAAAAABmQ/ZDVZ7YXZqcQ/s72-c/imagem.php.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-1614313779467048634</id><published>2008-08-06T04:08:00.000-07:00</published><updated>2009-07-22T10:35:03.145-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Historia'/><title type='text'>Anarquia nos céus</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SJmGZupOUFI/AAAAAAAABmI/t8x1aPExsjk/s1600-h/AnarchyAirlines.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 198px; height: 159px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SJmGZupOUFI/AAAAAAAABmI/t8x1aPExsjk/s400/AnarchyAirlines.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231360218743328850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;A idéia de abolir toda a regulamentação governamental sobre o setor aéreo e entregar essa tarefa para o livre mercado é, para a maioria das pessoas, uma idéia tão impensável e esquisita quanto a idéia de privatizar toda a polícia e os tribunais. A percepção geral é a de que viagens aéreas requerem um controle centralizado e internacional, além de regulamentações dos governos para se prevenir uma anarquia completa nos céus (no sentido depreciativo do termo). Mas será que os governos são realmente necessários para se efetuar essa tarefa, ou ela pode e deve ser completamente entregue ao livre mercado?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Há um debate entre os seguidores da Escola Austríaca sobre a questão do espaço aéreo - sendo um recurso intangível, poderia ele se tornar privado sem que, para isso, tenha de sofrer algum tipo de remodelagem ou mesmo transformação física? Se assumirmos que ele de fato pode se tornar propriedade privada seguindo esses termos, a resposta para toda a questão da desestatização da aviação se torna bem direta: aerovias "virtuais" seriam construídas da mesma maneira que as rodovias na terra; aqueles que fossem donos dessas aerovias iriam ditar as regras para se voar uma aeronave ao longo dessas rotas, bem como quem teria a permissão de fazer isso; aeroportos poderiam ser os proprietários do espaço aéreo acima e nas proximidades de seus perímetros, ou poderiam simplesmente alugá-lo. Enfim, há uma vasta gama de possibilidades. Entretanto, para o benefício do debate, vamos assumir que esse espaço aéreo não pode ser privado, e que o céu é portanto "livre para todos". Nesse caso, a resposta pode exigir um pouco mais de elaboração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Assim como na privatização e desnacionalização da polícia e do sistema judiciário em uma sociedade anarco-capitalista, as companhias de seguro teriam um papel vital na área da aviação. Praticamente cada dono de um avião iria querer fazer um seguro para sua aeronave, já que o custo unitário desses objetos normalmente varia desde algumas poucas centenas de milhares de dólares até centenas de milhões de dólares. Ninguém em seu perfeito juízo compraria um bem tão custoso e deixaria de fora todo o processo do seguro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Uma segunda razão para que os proprietários façam seguro para suas aeronaves é o fato de que todos os aeroportos comerciais, junto com todas as pistas de pouso particulares, iriam requerer que qualquer avião com a intenção de pousar lá tenha seguro. Só assim ser-lhe-iam dados os direitos de pouso. Isso, é claro, advém do desejo dos proprietários dos aeroportos se certificarem de que quaisquer danos causados a uma aeronave por um acidente em seu solo poderiam ser pagos, parcial ou completamente, pela companhia de seguros da infeliz aeronave envolvida. Como esses aeroportos são propriedade privada, seus proprietários também têm o direito de se defender contra qualquer intruso indesejado (não-segurado).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;O que, então, essas companhias de seguro iriam demandar das companhias aéreas e de outros proprietários de aeronaves em termos de obrigações e condições estipuladas em seus contratos de seguro? Como de praxe, companhias de seguro procuram minimizar o pagamento das indenizações aos seus clientes para assim minimizar os custos e maximizar os lucros. Isso, por sua vez, faz com que essas companhias tenham um ávido interesse em se certificar de que seus clientes - os donos de aviões - evitem ao máximo qualquer acidente. Para lograr esse êxito, as companhias de seguro teriam de cooperar com as companhias aéreas, com as organizações industriais, com os aeroportos, com os fabricantes de aeronaves e até mesmo com os concorrentes para que se desenvolvesse um sistema comum para a condução segura e ordenada das operações de vôo. Isso incluiria tudo: desde o estabelecimento de padrões gerais para a navegação aérea e para a entrega do equivalente aos atuais brevês, até o estabelecimento de sistemas para o preenchimento de planos de vôo e para a condução do controle de tráfego aéreo. As companhias de seguro iriam então exigir que seus clientes seguissem essas regras como pré-requisito para a assinatura de um contrato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Também deve-se ter em mente que essas companhias de seguro estariam interessadas somente em "regulamentações" que &lt;i style=""&gt;aumentem de fato&lt;/i&gt; a segurança, o que significa que qualquer regulação custosa e redundante considerada desnecessária do ponto de vista da segurança seria rapidamente rejeitada. As companhias de seguro também iriam alegremente adotar quaisquer novas propostas e idéias de regulação que reduzissem o risco de acidentes, e não haveria a necessidade de elas terem de pedir permissão a altas autoridades como políticos ou burocratas para implementarem essas mudanças. Quaisquer propostas de melhorias, portanto, seriam rapidamente adotadas se consideradas de natureza positiva, contribuindo assim para acelerar a prevenção de futuros acidentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Primeiro, essas soluções privadas se contrastam fragorosamente às suas contrapartidas governamentais atuais - como a Federal Aviation Administration (FAA, &lt;i style=""&gt;equivalente à ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil&lt;/i&gt;) -, que estão completamente amarradas por formalidades burocráticas que frequentemente levam anos para ser acatadas - ou contornadas - sempre que se deseja impor novas e melhores medidas de segurança, já que isso normalmente requer o envolvimento de políticos para mudar a legislação e garantir a implementação desses novos procedimentos. Esse processo se torna particularmente enfadonho se as regulamentações propostas tiverem o potencial de irritar eleitores ou grupos de interesse, a quem os políticos estão sempre ávidos para fazer agrados de forma a mantê-los em sua base de apoio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Segundo, esses departamentos e seus donos - os governos - não têm qualquer interesse financeiro direto em fazer de tudo que puderem para aperfeiçoar a segurança aérea, ao contrário das companhias de seguro, que estariam constantemente à procura de maneiras para se aumentar a segurança de maneira a manter as reivindicações das cias. aéreas e de outros proprietários de aeronaves em um nível mínimo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Terceiro, políticos são muito conhecidos por se intrometerem paternalisticamente em áreas sobre as quais não têm o mínimo conhecimento. Isso significa que inevitavelmente novas regulamentações propostas e impostas por eles frequentemente vêm na forma de respostas graduais e automáticas às demandas públicas por mais segurança aérea. Isso produz regulamentações rasas, sem substância, ao mesmo tempo em que cria a falsa impressão de que o governo está de fato trabalhando duro para aprimorar a segurança. A única coisa que ele consegue obter, contudo, é uma redução na eficiência dos serviços aéreos e no conforto dos passageiros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Os governos &lt;i style=""&gt;sempre &lt;/i&gt;serão inferiores às empresas privadas nesse quesito, não necessariamente por serem menos competentes, mas por lhes faltarem os mesmos incentivos que impulsionam as companhias de seguro a aprimorar a segurança. Onde uma burocracia tem o incentivo de aumentar seu orçamento, uma empresa privada tem o incentivo de reduzir seus custos, e acidentes impõem custos. Cada dólar gasto na tentativa de melhorar a segurança é, por conseguinte, um investimento, já que ele pode levar a uma diminuição das indenizações, gerando assim uma maior margem de lucro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;A National Transport Safety Board (NTSB), órgão que hoje cuida de todas as investigações de acidentes aéreos, também seria uma instituição desnecessária (assim como suas gêmeas estrangeiras), pois as companhias de seguro assumiriam essa tarefa também. Acidentes naturalmente seriam de interesse particular das seguradoras, e esses eventos seriam meticulosamente examinados sempre que um avião de algum de seus clientes estivesse envolvido. A intenção seria obviamente tentar determinar as causas exatas por detrás do sinistro. Essas investigações formariam a base para quaisquer futuras reivindicações feitas por seus clientes, tornando-se assim vitais para ambas as partes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;A manutenção de uma frota aérea também seria monitorada de perto pela seguradora da companhia. E se a seguradora julgasse a manutenção de uma determinada companhia aérea como sendo de baixa qualidade, ela iria peremptoriamente reclamar com sua cliente e ameaçar aumentar o valor do prêmio, caso nenhuma ação corretiva fosse imediatamente tomada pela cia. aérea para melhorar a segurança. Que uma agência governamental tenha essa responsabilidade e monitore cada operação de cada companhia aérea não é apenas uma tarefa descomunal; é uma tarefa destinada ao fracasso, pois a FAA e suas equivalentes estrangeiras (no Brasil, o Cenipa - Centro de &lt;span style=""&gt;Investigação&lt;/span&gt; e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) carecem de incentivos financeiros para esse procedimento. Pela mesma razão, os governos não têm como saber quais padrões de manutenção eles devem impor de maneira ideal às cias. aéreas, além daqueles que são arbitrariamente impostos por políticos e burocratas. Eles não têm como reproduzir o mesmo processo criativo relacionado a novas maneiras de aprimorar a segurança da mesma maneira que companhias de seguro, concorrendo entre si e guiadas pelo lucro, se incumbiriam de fazer. Da mesma forma, soluções eficientes podem envolver contratos personalizados com cada cia. aérea, contratos relacionados à manutenção de suas aeronaves; nenhuma agência governamental teria como adotar tal procedimento. Novamente, faltam os incentivos financeiros. Ao invés disso, uma agência governamental imporia um esquema do tipo "o mesmo para todos". Isso não só afetaria a produtividade das cias. aéreas, como também reduziria a segurança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;O governo não só não é imprescindível como também é incapaz de fornecer segurança aérea suficiente para impedir seqüestros e outros ataques a aviões e aeroportos, como os eventos de 11 de setembro deixaram claro. De fato, é bem provável que o governo americano tenha sido a instituição que &lt;i style=""&gt;possibilitou&lt;/i&gt; que aqueles ataques ocorressem. Desde 1961, os pilotos americanos tinham a permissão de levar consigo armas de fogo na cabine de comando de seus aviões. Mas apenas dois meses antes dos ataques de 11/09, a FAA baniu essa prática. Como resultado, os seqüestradores tinham a certeza de que estarem armados com facas e estiletes já seria suficiente para subjugar e dominar completamente quatro aviões comerciais, pois sabiam que nenhum dos pilotos a bordo estaria armado. Essa proibição foi revogada em novembro de 2001, e esperemos que ela jamais retorne.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;George W Bush gosta de creditar às suas draconianas "melhorias na segurança" a ausência de novos ataques terroristas aos EUA nos últimos sete anos. Mas o histórico poderia ser de mais de quarenta e sete anos, caso o governo e a FAA não tivessem intervindo na segurança aérea. Ou, como bem colocou Hans-Hermann Hoppe, uma arma poderia ter evitado aquilo que o segundo maior exército do mundo não conseguiu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Esse exemplo, junto com o sempre crescente congestionamento dos céus e aeroportos, além do fato de acidentes aéreos continuarem ocorrendo por todo o globo, são sintomas típicos do planejamento central e da socialização do setor aéreo. Nenhum governo pode resolver todos esses problemas, independente da quantidade de dinheiro do contribuinte que ele direciona para a segurança aeroportuária, para o controle de tráfego aéreo, ou para a FAA (no Brasil, para a ANAC); ele simplesmente carece dos incentivos apropriados e dos mecanismos requeridos, tais como o desejo de lucros e o temor da concorrência. Empresas privadas, por outro lado, possuem de fato os incentivos e os meios, e até que a tarefa de regular as viagens aéreas seja inteiramente entregue ao livre mercado, recursos econômicos e vidas humanas continuarão sendo arruinados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-1614313779467048634?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=129' title='Anarquia nos céus'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/1614313779467048634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/08/anarquia-nos-cus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/1614313779467048634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/1614313779467048634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/08/anarquia-nos-cus.html' title='Anarquia nos céus'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SJmGZupOUFI/AAAAAAAABmI/t8x1aPExsjk/s72-c/AnarchyAirlines.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-1962246109208850417</id><published>2008-07-23T06:17:00.000-07:00</published><updated>2009-09-05T13:16:34.696-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Historia'/><title type='text'>Protecionismo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SIcxnFwv1jI/AAAAAAAABmA/vB2GB6uUS8c/s1600-h/shipping2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226200440218048050" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SIcxnFwv1jI/AAAAAAAABmA/vB2GB6uUS8c/s400/shipping2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;N. do T.: o texto a seguir, da década de 1980, ainda se mantém atualíssimo. Naquela época, o fantasma era o Japão; hoje, a China.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O protecionismo, que era frequentemente refutado e parecia abandonado, retornou com força total. Os japoneses - que se recuperaram das dolorosas perdas da Segunda Guerra Mundial e atualmente estão aturdindo o mundo produzindo produtos inovadores, baratos e de alta qualidade - estão servindo de alvo perfeito para a artilharia protecionista. Relembrar os mitos da época da guerra virou o passatempo amargo dos protecionistas, que nos alertam sobre esse novo "imperialismo japonês", que é até mesmo "pior do que Pearl Harbor." Só que esse "imperialismo" consiste em vender aos americanos maravilhosos aparelhos de TV, automóveis, microchips, etc., a preços mais do que competitivos em relação às empresas americanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que essa "enxurrada" de produtos japoneses é realmente uma ameaça que deve ser combatida pelo governo do EUA? Ou seria esse novo Japão uma dádiva para os consumidores americanos?&lt;br /&gt;Ao escolhermos nosso lado nessa questão, devemos antes de tudo reconhecer que toda a ação do governo significa coerção, de tal maneira que pedir ao governo dos EUA que intervenha significa incitá-lo a usar força e violência para restringir um comércio pacífico. Confia-se que os protecionistas não estão dispostos a levar a lógica da força ao paroxismo, na forma de um outro Hiroshima e Nagasaki.&lt;br /&gt;Fique de Olho no Consumidor&lt;br /&gt;Ao destrincharmos todo o imbróglio que é o argumento protecionista, devemos ter em mente duas coisas: (1) protecionismo significa o uso da força para restringir as trocas; e (2) o que interessa é o que acontece ao consumidor. Invariavelmente, vamos perceber que os protecionistas estão aí para arruinar, explorar e impor severas perdas não apenas aos consumidores estrangeiros, mas especialmente aos americanos. E já que cada um de nós é um consumidor, isso significa que o protecionismo está aí para espoliar a nós todos em benefício de alguns poucos privilegiados, subsidiados e - principalmente - incompetentes: pessoas essas que não conseguiriam se estabelecer em um mercado livre e totalmente desimpedido.&lt;br /&gt;Peguemos, por exemplo, a alegada ameaça japonesa. Toda a troca é mutuamente benéfica para ambos os lados - nesse caso, os produtores japoneses e os consumidores americanos -, pois, caso contrário, essas trocas não ocorreriam. Ao tentar impedir essas trocas, os protecionistas estão tentando evitar que os consumidores americanos desfrutem de um melhor padrão de vida ao comprarem produtos japoneses baratos e de alta qualidade. Ao invés disso, somos forçados pelo governo a recorrer aos produtos ineficientes e mais caros que já havíamos rejeitado. Ou seja: produtores ineficientes estão tentando privar todos nós dos produtos que desejamos, de tal forma que tenhamos que recorrer a suas empresas ineficientes. Os consumidores americanos devem ser pilhados.&lt;br /&gt;Uma Outra Visão das Tarifas e Cotas&lt;br /&gt;A melhor maneira de entender as tarifas ou as cotas de importação ou quaisquer outras medidas protecionistas é ignorar as fronteiras políticas dos países. As fronteiras entre as nações podem ser importantes para outras razões, mas elas não têm qualquer significado político. Suponhamos, por exemplo, que cada estado dos EUA fosse uma nação. Certamente ouviríamos várias lamúrias protecionistas das quais felizmente estamos poupados agora. Mas imagine a gritaria que haveria dos fabricantes têxteis de Nova York ou Rhode Island - que cobram um preço mais alto - contra a competição "injusta" e a "mão-de-obra barata" dos países "estrangeiros" Tennessee e Carolina do Norte. Ou vice-versa.&lt;br /&gt;Felizmente, o absurdo de se preocupar com o balanço de pagamentos se torna evidente quando nos focamos no comércio intra-estados. Ninguém se preocupa com o balanço de pagamentos entre Nova York e Nova Jersey, ou entre Manhattan e o Brooklyn, porque não existem agentes da alfândega monitorando tais trocas e, portanto, fazendo tais balanços.&lt;br /&gt;Se pensarmos a respeito, fica claro que um pedido de tarifas por parte das empresas de Nova York contra a Carolina do Norte é puramente uma extorsão dos consumidores de Nova York (bem como dos da Carolina do Norte), um privilégio especial e descarado para as empresas menos eficientes. Se os 50 estados fossem nações separadas, os protecionistas estariam aptos a usar os adornos do patriotismo e da desconfiança dos estrangeiros como camuflagem para poder pilhar os consumidores de sua própria região.&lt;br /&gt;Felizmente, tarifas intra-estaduais são inconstitucionais. Mas mesmo sem essa barreira, e mesmo sem poderem se enrolar no manto do nacionalismo, os protecionistas têm conseguido impor tarifas intra-estaduais sob um outro disfarce. Parte do esforço de se aumentar continuamente o salário mínimo federal é para impor um aparato protecionista contra a Carolina do Norte e outros estados do sul - que têm baixos salários e baixo custo de mão-de-obra. Nesse caso, os grandes interessados nessa barreira protecionista são seus competidores na Nova Inglaterra e no estado de Nova York.&lt;br /&gt;Por exemplo, em 1966, durante a batalha no Congresso pelo aumento do salário mínimo federal, o falecido senador Jacob Javits (R-NY) admitiu abertamente que uma de suas principais razões para apoiar esse aumento era prejudicar os concorrentes sulistas da indústria têxtil de Nova York. Já que os salários no sul são geralmente menores que no norte, as empresas que seriam mais fortemente abaladas por um aumento no salário mínimo (e cujos trabalhadores sofreriam um maior aumento no desemprego) estariam localizadas no sul.&lt;br /&gt;Um outro jeito que tem sido utilizado para impor restrições no comércio entre os estados ganhou o elegante nome de "segurança". No estado de Nova York, por exemplo, produtores de leite organizaram um cartel bem sucedido, com o apóio do governo do estado, para impedir a importação de leite do estado vizinho de Nova Jersey. O motivo patentemente espúrio seria o de que a viagem através do Hudson tornaria o leite de Nova Jersey "inseguro."&lt;br /&gt;Se tarifas e restrições são coisas boas para um país, então por que não seriam para um estado ou região? O princípio é precisamente o mesmo. Na primeira grande depressão americana, o Pânico de 1819, Detroit era uma diminuta cidade fronteiriça com apenas algumas centenas de pessoas. Ainda assim, houve choradeiras protecionistas - felizmente não obedecidas - para se proibir todas as "importações" de fora de Detroit. Os cidadãos foram incitados a comprar apenas produtos de Detroit. Se essa tolice tivesse sido posta em prática, a fome generalizada e o alto índice de mortalidade resultantes teriam liquidado todos os outros problemas econômicos dos cidadãos de Detroit.&lt;br /&gt;Então por que não restringir e até mesmo proibir o comércio, ou seja, as "importações", para uma cidade, ou para uma vizinhança, ou mesmo para um quarteirão, ou, para resumir tudo à conclusão lógica, para uma família? Por que a família Jones não deveria expedir um decreto dizendo que, de agora em diante, nenhum membro da família pode comprar quaisquer bens ou serviços produzidos fora de casa? A fome rapidamente aniquilaria essa ridícula tentativa de auto-suficiência.&lt;br /&gt;E ainda assim devemos perceber que toda essa absurdidade é inerente à lógica do protecionismo. O protecionismo padrão é tão insensato quanto, mas a retórica do nacionalismo e das fronteiras nacionais tem sido capaz de obscurecer esse fato vital.&lt;br /&gt;O resultado final é que o protecionismo não é apenas uma tolice, mas uma tolice perigosa, destruidora de toda a prosperidade econômica. Nós não somos, e creio que nunca fomos, um mundo de fazendeiros auto-suficientes. A economia de mercado é uma vasta rede entrelaçada pelo mundo afora, na qual cada indivíduo, cada região, cada país, produz aquilo que ele faz melhor, com maior eficiência relativa, e então troca esse produto pelos bens e serviços de outros. Sem a divisão do trabalho e o comércio baseado nessa divisão, o mundo inteiro iria passar fome. Restrições coercivas nas trocas - tais como o protecionismo - mutilam, dificultam e destroem o comércio, que é a fonte de vida e prosperidade. O protecionismo é simplesmente um pretexto para que consumidores, bem como a prosperidade geral, sejam prejudicados apenas para garantir privilégios especiais e permanentes para um grupo menos eficiente de produtores, às custas de empresas mais competentes e às custas dos próprios consumidores. Mas é também um tipo de salva-guarda peculiarmente destruidor, porque ele permanentemente amarra o comércio, sob o manto do patriotismo.&lt;br /&gt;A Estrada de Ferro Negativa&lt;br /&gt;O protecionismo também é peculiarmente destrutivo porque ele gera um coercivo e artificial aumento no custo do transporte entre regiões. Um dos grandes resultados da Revolução Industrial, uma das maneiras em que ela trouxe prosperidade para as massas famintas, foi a redução drástica do custo do transporte. O desenvolvimento das estradas de ferro no início do século XIX, por exemplo, significou que, pela primeira vez na história da raça humana, bens poderiam ser transportados pela terra de maneira barata. Antes disso, as águas - rios e oceanos - eram o único meio de transporte economicamente viável. Ao tornarem o transporte terrestre acessível e barato, as estradas de ferro permitiram que o transporte terrestre inter-regional quebrasse os custosos e ineficientes monopólios locais. O resultado foi uma grande melhora no padrão de vida de todos os consumidores. E, apesar disso, o que os protecionistas querem fazer é descer o machado nessa extraordinária ferramenta de progresso.&lt;br /&gt;Não é à toa que Frederic Bastiat, o grande economista laissez-faire francês de meados do século XIX, chamou as tarifas de "estradas de ferro negativas." Protecionistas são tão economicamente destrutivos quanto se estivessem fisicamente fatiando estradas de ferro, ou aviões, ou navios, e nos forçando a retroceder aos custosos transportes do passado - trilhas pelas montanhas, jangadas, ou embarcações à vela.&lt;br /&gt;Comércio "Justo"&lt;br /&gt;Vamos agora considerar alguns dos principais argumentos protecionistas. Tomemos, por exemplo, a reclamação padrão de que, conquanto os protecionistas "prezem a competição", essa competição deve ser "justa." Sempre que alguém começar a falar sobre "competição justa" ou qualquer coisa nesse sentido, fique de olho na sua carteira porque ela está prestes a ser batida. O genuinamente "justo" é simplesmente a troca se dar em termos voluntários, mutuamente acordados entre o vendedor e o comprador. Como a maioria dos escolásticos medievais foi capaz de perceber, não existe um preço "justo" fora do preço de mercado.&lt;br /&gt;Então o que poderia ser "injusto" a respeito do preço de livre-mercado? Uma acusação protecionista comum é a de que é "injusto" para uma empresa americana competir com, digamos, uma empresa taiwanesa que paga apenas a metade dos salários da concorrente americana. O governo dos EUA é então chamado a intervir e "igualar" os salários impondo uma tarifa equivalente sobre os taiwaneses. Mas será que os consumidores nunca poderão desfrutar de empresas de baixo custo porque seria "injusto" elas terem custos mais baixos do que seus concorrentes ineficientes? Esse é o mesmo argumento que seria utilizado por uma empresa de Nova York contra sua concorrente na Carolina do Norte.&lt;br /&gt;O que os protecionistas não se incomodam em explicar é por que os salários nos EUA são muito maiores do que em Taiwan. Eles não são impostos pela Divina Providência. Os salários são altos nos EUA porque os empregadores americanos os elevaram. Como todos os outros preços no mercado, os salários são determinados pela oferta e pela demanda, e a alta demanda por trabalhadores nos EUA fez que com os empregadores elevassem os salários. E o que determina essa demanda? A "produtividade marginal" do trabalhador.&lt;br /&gt;A demanda por qualquer fator de produção, incluindo a mão-de-obra, depende da produtividade daquele fator: a quantidade de receita que aquele trabalhador - ou quilo de cimento, ou acre de terra - vai trazer marginalmente. Quanto mais produtiva for a fábrica, maior será a demanda dos empregadores, e maior será o preço dessa demanda, ou seja, os salários. A mão-de-obra americana é mais cara que a taiwanesa porque ela é bem mais produtiva. O que a torna produtiva? Em boa parte, sua melhor qualidade comparada, habilidade e educação. Mas a maior diferença não se deve às qualidades pessoais dos trabalhadores em si, mas ao fato de que o trabalhador americano, em sua maioria, está munido de mais e melhores equipamentos (bens de capital) do que seus equivalentes taiwaneses. Quanto maior e melhor for o investimento em capital por trabalhador, maior será a produtividade do trabalhador e, portanto, maior será seu salário.&lt;br /&gt;Portanto, se o salário americano é o dobro do taiwanês, é porque o trabalhador americano é mais fortemente capitalizado, é equipado com mais e melhores ferramentas, e, por isso, é duas vezes mais produtivo, na média. De uma certa maneira, eu suponho, é correto considerar que não seja "justo" que o trabalhador americano ganhe mais que o taiwanês, já que o primeiro simplesmente se beneficiou do fato de poupadores e investidores terem-no suprido com mais ferramentas (ignorando aqui suas qualidades pessoais). Mas um salário não é determinado apenas pelas qualidades pessoais, mas também pela escassez relativa, e nos EUA há muito mais escassez de trabalhadores em relação ao capital do que em Taiwan.&lt;br /&gt;Colocando de outra maneira, o fato de os salários americanos serem, na média, duas vezes maiores do que os salários taiwaneses, não significa que o custo da mão-de-obra nos EUA seja o dobro da de Taiwan. Como a mão-de-obra americana é duas vezes mais produtiva, isso significa que o salário americano duplamente maior é compensado pela produtividade também duplamente maior, de tal maneira que o custo da mão-de-obra por unidade produzida tende, na média, a ser o mesmo nos EUA e em Taiwan. Uma grande falácia protecionista é confundir o preço da mão-de-obra (salários) com seu custo, o qual também depende de sua produtividade relativa.&lt;br /&gt;Assim, o problema dos empregadores americanos não é realmente com a "mão-de-obra" barata taiwanesa, uma vez que a "cara mão-de-obra" americana é precisamente o resultado da disputa dos empregadores por essa mão-de-obra, que é escassa. O problema vivido pelas indústrias têxteis e automotivas americanas menos eficientes não advém realmente da mão-de-obra barata em Taiwan ou no Japão, mas, sim, do fato de que outras indústrias americanas são eficientes o suficiente para bancar essa mão-de-obra, elevando os salários a um patamar mais alto.&lt;br /&gt;Então, ao impor tarifas protecionistas e cotas para salvar, ajudar, e manter operando empresas americanas menos eficientes - sejam elas têxteis, automotivas ou de microchips -, os protecionistas não estão apenas lesando o consumidor americano. Eles estão também prejudicando as empresas e indústrias americanas eficientes, as quais são impedidas de empregar recursos que agora estão presos nas empresas incompetentes. Essas empresas eficientes poderiam, se não fosse por isso, se expandir e vender seus eficientes produtos em casa e no exterior.&lt;br /&gt;"Dumping"&lt;br /&gt;Uma outra linha contraditória de ataque protecionista ao livre mercado afirma que o problema não é tanto os baixos custos desfrutados pelas empresas estrangeiras, mas a "injustiça" de elas venderem seus produtos a preços "abaixo dos custos" para os consumidores americanos, praticando, dessa forma, o pernicioso e pecaminoso "dumping." Ao praticar esse dumping, essas empresas podem obter uma vantagem injusta sobre as empresas americanas que presumivelmente nunca fazem tal prática e que sempre se certificam de que seus preços são sempre altos o suficiente para cobrir os custos. Mas se vender abaixo dos custos é uma arma tão poderosa, por que é que tal prática nunca é feita por empresas dentro do país?&lt;br /&gt;Nossa primeira resposta a esse ataque é que, novamente, mantenhamos o olho nos consumidores em geral e nos consumidores americanos em particular. Por que deveríamos reclamar de algo que beneficia os consumidores tão claramente? Suponhamos, por exemplo, que a Sony está a fim de prejudicar suas concorrentes americanas e, assim, ela começa a vender aparelhos de TV por um centavo cada. Não deveríamos nos regozijar com essa absurda política da Sony, de sofrer severos prejuízos simplesmente para subsidiar a nós, consumidores americanos? E a nossa resposta não deveria ser: "Vamos lá, Sony, nos subsidie mais!"? No que se refere ao consumidor, quanto mais "dumping" houver, melhor.&lt;br /&gt;Mas e quanto às pobres empresas americanas que produzem aparelhos de TV, cujas vendas irão sofrer enquanto a Sony estiver praticamente dando seus aparelhos? Bem, certamente, uma política sensata para a RCA, Zenith, etc. seria parar a produção e as vendas até que a Sony fosse à falência. Mas suponhamos que o pior acontecesse, e a RCA, a Zenith, etc. fossem elas próprias levadas à falência pela guerra de preços feita pela Sony. O que aconteceria? Bem, nesse caso, nós consumidores ainda assim estaríamos melhores, já que as plantas das empresas que faliram ainda existiriam e seriam compradas por um preço irrisório em um leilão - e os compradores americanos desse leilão estariam aptos a entrar no ramo de TV e bater a Sony, pois esses novos competidores agora gozam de custos de capital bem mais baixos.&lt;br /&gt;Na verdade, durante décadas os opositores do livre mercado alegaram que muitas empresas ganharam poder no mercado praticando aquilo que chamam de "cortes de preços predatórios", isto é: essas empresas forçariam seus concorrentes menores à falência vendendo produtos abaixo do custo, e, logo em seguida, colheriam a recompensa desse método injusto aumentando seus preços e, assim, cobrando "preços de monopólio" dos consumidores. A alegação é que mesmo que os consumidores tenham algum benefício no curto prazo - com guerras de preços, "dumping", e vendas abaixo dos custos -, eles perderiam no longo prazo com esse alegado monopólio. Mas, como temos visto, a teoria econômica mostra que isso seria um empreendimento inútil, onde essas empresas praticantes de "dumping" perderiam dinheiro e nunca atingiriam o preço de monopólio. Além disso, uma investigação histórica não encontrou um único caso em que preços predatórios, quando tentados, foram bem sucedidos. Na verdade, há poucos casos em que eles realmente foram tentados.&lt;br /&gt;Outra acusação diz que empresas japonesas e outras estrangeiras têm condições de fazer "dumping" porque seus governos estão dispostos a subsidiar seus prejuízos. Mas, novamente, deveríamos ainda assim dar boas vindas a tal absurda política. Se o governo japonês está realmente disposto a gastar escassos recursos subsidiando as compras dos consumidores americanos de aparelhos da Sony, quanto mais, melhor! Essa política seria tão auto-destrutiva para as empresas japonesas, que seria como se suas perdas fossem privadas.&lt;br /&gt;Há ainda um outro problema com a acusação de "dumping", mesmo quando esta é feita por economistas ou outros "experts" alocados em comissões tarifárias independentes ou escritórios governamentais. Não há maneira alguma de observadores de fora - sejam eles economistas, executivos ou outros peritos - decidirem quais podem ser os "custos" de outras empresas. "Custos" não são entidades objetivas que podem ser aferidas ou mensuradas. Custos são subjetivos ao próprio executivo, e eles variam continuamente, dependendo de qual o horizonte temporal do executivo, ou o estágio de produção ou o processo de venda com o qual ele esteja lidando em um dado momento.&lt;br /&gt;Suponhamos, por exemplo, que um negociante de frutas comprou uma caixa de pêras por $20, ao preço de $1 o quilo. Ele espera conseguir vender essas peras por $1,50 o quilo. Mas se algo acontecer ao mercado de pêras, e ele descobrir que é impossível vender a maioria das pêras por qualquer valor perto daquele preço, ele vai perceber que terá que vendê-las pelo preço que conseguir antes que elas apodreçam. Agora suponha que ele descubra que só poderá vender seu estoque de pêras por $0.70 o quilo. O observador de fora poderá dizer que o fruteiro praticou "preços predatórios", vendendo "injustamente" suas pêras a preços "abaixo dos custos," imaginando que os custos do fruteiro foram de $1 o quilo.&lt;br /&gt;Indústria "Infante" &lt;br /&gt;Outra falácia protecionista diz que o governo deveria garantir uma tarifa protecionista temporária para ajudar, ou mesmo criar, uma "indústria infante." E então, quando a indústria estivesse bem estabelecida, o governo iria, e deveria, remover a tarifa e jogar a agora "amadurecida" indústria para o mundo competitivo.&lt;br /&gt;A teoria é falaciosa, e essa política já se provou desastrosa na prática. Além do mais, a necessidade que haveria para o governo proteger essa nova e jovem indústria da competição estrangeira deveria ser a mesma para protegê-la da competição doméstica.&lt;br /&gt;Nas décadas recentes, as indústrias "infantes" de plástico, televisão e computadores se saíram muito bem sem tal proteção. Qualquer subsídio governamental para uma nova indústria vai canalizar muito mais recursos para essa indústria em relação às empresas mais velhas, e também vai inaugurar distorções que podem persistir e deixar a empresa ou a indústria permanentemente ineficiente e vulnerável para a concorrência. Como resultado, essas tarifas para proteger a "indústria infante" tendem a se tornar permanentes, independentemente da "maturidade" da indústria. Os proponentes dessas tarifas se deixaram enganar por uma analogia biológica, pensando que elas são "infantes" que precisam de cuidados adultos. Mas uma empresa não é uma pessoa, nem nova, nem velha.&lt;br /&gt;Indústrias Mais Velhas&lt;br /&gt;Também é verdade que, em anos recentes, indústrias mais velhas que são notoriamente ineficientes começaram a usar o que pode ser chamado de argumento para proteção da "indústria senil." Siderúrgicas, automotivas e outras indústrias sem competitividade têm reclamado que precisam de "espaço para respirar" para poderem se re-equipar e se tornarem competitivas contra suas rivais estrangeiras. Segundo elas, esse espaço para respiração pode ser providenciado com vários anos de tarifas e cotas de importação. Esse argumento é tão cheio de furos quanto a abordagem da indústria infante, exceto pelo fato de que será muito mais difícil determinar quando é que a indústria senil terá magicamente rejuvenescido. De fato, a indústria siderúrgica tem sido ineficiente desde sua concepção, e sua idade cronológica não parece ter feito diferença. O primeiro movimento protecionista nos EUA foi lançado em 1820, liderado pela indústria de ferro (que depois se tornou ferro e aço) da Pensilvânia. Essa indústria foi artificialmente alimentada pela Guerra de 1812 e, em 1820, já se encontrava em grave perigo frente os concorrentes estrangeiros bem mais eficientes.&lt;br /&gt;O Problema Inexistente do Balanço de Pagamentos&lt;br /&gt;O conjunto final de argumentos, ou alarmes, está centrado nos mistérios do balanço de pagamentos. Protecionistas se concentram no horror que seria se as importações superassem as exportações, insinuando que se as forças de mercado continuarem desimpedidas, os americanos podem acabar comprando tudo de fora, e sem vender nada aos estrangeiros, de tal maneira que os americanos teriam se fartado a si próprios, às custas da permanente ruína das empresas americanas. Mas se as exportações realmente caíssem para perto de zero, onde os americanos iriam achar dinheiro para comprar bens estrangeiros? Como dissemos antes, o balanço de pagamentos é um pseudo-problema criado pela existência de estatísticas alfandegárias.&lt;br /&gt;Durante a era do padrão-ouro, um déficit no balanço de pagamentos nacional era um problema, mas somente devido ao fato de os bancos praticarem o sistema de reservas fracionárias. Se os bancos americanos, estimulados pelo Fed ou por formas anteriores de bancos centrais, inflassem a moeda e o crédito, essa inflação americana levaria a preços mais altos nos EUA, e isso desestimularia as exportações e estimularia as importações. O déficit resultante teria que ser pago de alguma maneira, e durante a era do padrão-ouro isso significava que ele seria pago em ouro, a moeda internacional. Então, assim que o crédito bancário se expandisse, ouro começava a fluir para fora do país, o que debilitava ainda mais a situação dos bancos que operavam com reservas fracionárias. Para contornar essa ameaça à sua solvência trazida por essa saída de ouro, os bancos eventualmente eram forçados a contrair o crédito, precipitando uma recessão e revertendo o déficit do balanço de pagamentos, trazendo assim o ouro de volta para o país.&lt;br /&gt;Mas atualmente, na era do papel-moeda (dinheiro fiduciário), déficits no balanço de pagamentos são verdadeiramente sem significado, pois o ouro já não mais é um "item de equilíbrio." Na verdade, não existe déficit no balanço de pagamentos. É verdade que, nos últimos anos, as importações foram mais altas que as exportações em aproximadamente $150 bilhões por ano. Mas nenhum ouro saiu do país por causa disso. Nem mesmo dólares "vazaram" para fora. O alegado "déficit" foi pago por estrangeiros investindo essa mesma quantia de dólares americanos: em imóveis, bens de capital, títulos e contas bancárias.&lt;br /&gt;E, na realidade, nos últimos anos, estrangeiros têm investido boa parte de seus fundos em dólares para manter a cotação do dólar alta, permitindo assim que nós efetuemos importações mais baratas. Ao invés de nos preocuparmos e reclamarmos desse acontecimento, deveríamos nos regozijar com o fato de que os investidores estrangeiros estão dispostos a financiar nossas importações baratas. O único problema é que essa bonança já está chegando ao fim, com o dólar se desvalorizando e as exportações ficando mais caras.&lt;br /&gt;Concluímos assim que todo o molho de argumentos protecionistas, à primeira vista muito plausível, é na verdade um tecido de falácias conspícuas. Esses argumentos mostram uma completa ignorância da mais básica teoria econômica. Na verdade, alguns dos argumentos são quase que réplicas constrangedoras das alegações mais ridículas do mercantilismo do século XVII: por exemplo, dizer que, de alguma maneira, é um problema calamitoso que os EUA tenham um déficit na balança comercial, não no geral, mas com apenas um país em especial - por exemplo, o Japão.&lt;br /&gt;Será que devemos reaprender as réplicas dos mais sofisticados mercantilistas do século XVIII? Mais especificamente, aquelas que dizem que balanças com países individuais vão se cancelar mutuamente, e que, assim sendo, devemos nos preocupar apenas com o balanço geral? (Sem falar que devemos entender que o balanço geral também não será problema algum). Mas não precisamos reler a literatura econômica para perceber que o ímpeto protecionista não vem de teorias econômicas insensatas, mas, sim, da busca por privilégios especiais e coercivos e da restrição do comércio às custas dos competidores mais eficientes e dos consumidores. No exército daqueles que têm interesse especial em usar o processo político para reprimir e saquear o resto de nós, os protecionistas estão entre os mais veneráveis. Já passou da hora de tirarmos essas criaturas das nossas costas de uma vez por todas, e então tratá-los com a indignação adequada que eles tão fartamente merecem.&lt;br /&gt;********************************&lt;br /&gt;Murray N. Rothbard (1926-1995) foi professor de economia da University of Nevada, Las Vegas e vice-presidente de assuntos acadêmicos do Ludwig von Mises Institute.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução de Leandro Augusto Gomes Roque&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-1962246109208850417?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=64' title='Protecionismo'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/1962246109208850417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/07/protecionismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/1962246109208850417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/1962246109208850417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/07/protecionismo.html' title='Protecionismo'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SIcxnFwv1jI/AAAAAAAABmA/vB2GB6uUS8c/s72-c/shipping2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-6035978249862118062</id><published>2008-07-22T10:31:00.000-07:00</published><updated>2009-07-20T05:58:29.626-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AGA'/><title type='text'>A tese do esfriamento global</title><content type='html'>Amigos, mais material do Fórum da Liberdade. Em um dos debates, Luiz Carlos Baldicero Molion contrapôs a tese de que o mundo está esquentando e vai ser uma catástrofe, que foi defendida por Philip Fearnside, do IPCC. Os argumentos do IPCC são aqueles do filme de Al Gore. Os do esfriamento global, e de que o aquecimento vivenciado até 1999 não é causado pela ação humana, estão longe da mídia. Em um dos melhores momentos da apresentação, Molion mostrou diferentes capas da revista Time, ao longo do século XX, dizendo que o mundo estava esquentando, na década de 30, depois esfriando, nos anos 70, e agora esquentando de novo.&lt;br /&gt;Abaixo, o que diz Molion, em matéria que fiz para o Jornal do Commercio (PE):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SIYZ-WabjtI/AAAAAAAABl4/Thi3-Cwd7ww/s1600-h/molion_esfriamento_global.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225892976569061074" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 284px; CURSOR: hand; HEIGHT: 199px" height="268" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SIYZ-WabjtI/AAAAAAAABl4/Thi3-Cwd7ww/s400/molion_esfriamento_global.jpg" width="284" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O risco de aquecimento global não é um consenso entre os cientistas e existe uma corrente que diz que o planeta vai esfriar nos próximos anos, mas o movimento faz parte do ciclo natural da terra&lt;br /&gt;Renato Lima&lt;br /&gt;PORTO ALEGRE – Muito já se falou sobre os potenciais malefícios de um aquecimento global, como perdas agrícolas e inundações em áreas urbanas. Mas essas previsões estão longe de ser um consenso, pelo menos no setor acadêmico, e há uma linha que defende exatamente o contrário: o mundo vai é esfriar nos próximos anos. E, quente ou frio, a culpa não é do homem, mas dos ciclos naturais do planeta terra.&lt;br /&gt;O professor Luiz Carlos Baldicero Molion, diretor do Instituto de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), não mede palavras para atacar o que chama de fraude científica. “Eu falo com base em dados observados e eles em suposições. E isso criou uma histeria”, afirma. Do seu time fazem parte pesos pesados como José Carlos Azevedo, PhD em física nuclear pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e ex-reitor da Universidade de Brasília, e Fernando de Mendonça, PhD pela Universidade de Stanford e fundador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Molion participou de um painel sobre a questão climática durante o Fórum da Liberdade, em Porto Alegre, que normalmente debate temas políticos e econômicos.&lt;br /&gt;Definitivamente, o clima entrou para a pauta econômica. O alarme contra um futuro aquecimento é tão grande que, em 2006, Nicholas Stern, então chefe do serviço econômico do Reino Unido, calculava as perdas pelo suposto aquecimento em até US$ 7 trilhões, variando de 5% a 20% do PIB mundial.&lt;br /&gt;Primeiro de tudo, lembra Molion, é preciso distinguir a importância do conservacionismo das mudanças climáticas. “Conservar o planeta é importante para o futuro das gerações. Ter um ar limpo, rios não poluídos e florestas em pé. Mas isso não se mistura com a discussão do clima global. Aqueça ou esfrie, é preciso conservação”, diz.&lt;br /&gt;Um dos principais indicadores do clima, a temperatura do Oceano Pacífico, está caminhando para o esfriamento, o que se refletirá, acredita, no clima global dentro de 20 anos. “Estamos num período de transição. O Oceano Pacífico é um grande controlador do clima global, pois ele ocupa 35% da superfície terrestre”, diz. Quando este oceano estava quente, como nos períodos de 1925 a 1946 e 1977 a 1998, o clima também aumentou. Já o período frio, de 1947 a 1976, coincidiu com o Pacífico também frio. “A partir de 1999, o Pacífico começou a dar sinais de que está esfriando. Obviamente isso é lento, passa por um período de transição”, afirma. O aquecimento que foi vivenciado tem origem não na atividade humana, mas em ciclos naturais como o aumento da atividade solar, defende.&lt;br /&gt;Para ele, os habitantes da beira-mar de Boa Viagem ou de Maceió não têm com que se preocupar com o alegado aumento de 60 centímetros (cm) no nível das marés. “O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) não faz previsões. Ele faz projeções de cenários. De tal forma que esse aumento de 20 cm a 60 cm no nível dos mares é um mero exercício acadêmico que não vai ocorrer”, diz. O cientista questiona, do IPCC, as medições e os modelos. Molion estará no Recife no próximo dia 20 de maio, em debate na UFPE.Entrevista: Luiz Carlos Baldicero MolionPublicado em 11.04.2008, às 22h33O cientista Luiz Carlos Baldicero Molion, diretor do Instituto de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Alagoas, sabe que sua posição está na contramão dos debates sobre clima global. Mas reage citando argumentos e disposição para o confronto científico. Ele é membro do Grupo Gestor da Comissão de Climatologia da Organização Metereológica Mundial, como representante da América do Sul. Graduado em Física pela USP, doutor em Metereologia e Proteção Ambiental pela Universidade de Wisconsin, EUA. Nesta entrevista ao Jornal do Commercio, Molion afirma que não é o homem que muda o clima (seja para aquecer ou esfriar), diz que o CO² não pode ser visto como venenoso e ainda classifica o Protocolo de Kyoto como ridículo.Jornal do Commercio - Para onde caminha o clima?Luiz Carlos Baldicero Molion - Se eu tivesse que apostar, certamente eu diria que é muito mais provável que tenhamos um resfriamento do que aquecimento nos próximos 20 anos. O Oceano Pacífico é um grande controlador do clima global. Ele ocupa 35% da superfície terrestre. E nós sabemos que a atmosfera é aquecida por debaixo. As mudanças climáticas que ocorreram no século XX coincidem com o clima do Pacífico. De 1925 a 1946 e depois de 1977 a 1998, períodos quentes, coincide com o Pacífico Tropical também quente. E o resfriamento que ocorreu entre 1947 a 1976 coincidiu com o período em que o Pacífico Tropical esteve frio. Então o pacífico é um grande controlador. E a partir de 1999 o Pacífico começou a dar sinais de que está esfriando. Obviamente isso é lento, passa por um período de transição.&lt;br /&gt;JC - E quando começa essa transição?Molion - Pode já ter começado. O inverno no Brasil no ano passado já foi severo. Nas Serras Gaúchas as temperaturas já chegaram a 5º abaixo de zero. E o inverno tem sido rigoroso também no Hemisfério Norte, que desde dezembro do ano passado até abril deste ano está sofrendo conseqüências de um inverno severo, com recordes de acúmulo de neve. São temperaturas baixas no Canadá, inferiores a 50º abaixo de zero, a 60º abaixo de zero na Sibéria. E o inverno rigoroso na China, em que mais de 200 milhões de chineses estavam sem ter o que comer por conta do inverno.&lt;br /&gt;JC - E o que causou o recente aquecimento?Molion - Parte do aquecimento é do sol, pela variação natural da produção de energia. E parte também vem do fato de que muito desses termômetros que são usados para medir as temperaturas estão hoje em grandes cidades. Na década de 60 havia 14 mil estações medindo temperatura na terra. Hoje tem menos de 2.000. E essas reduções foram feitas em locais de difícil acesso. Por exemplo, a Rússia fechou muitas estações na Sibéria, que tem zonas frias. E muitas estações foram fechadas nas zonas rurais, devido a dificuldades de manter essas estações. As zonas rurais registram temperaturas de 2º a 5º mais baixas do que as temperaturas urbanas.&lt;br /&gt;JC – A gente está detectando uma sensação térmica urbana mais quente, por ter menos árvores e ser mais urbanizado, mas não o clima global?Molion – Isso. Basta comparar com os dados de satélite, em que as temperaturas medidas abrangem áreas maiores. A tendência nos últimos anos é de 0,12º por década, dentro da variabilidade natural do clima. Jamais poderíamos atribuir esse aumento que houve às atividades humanas. O aquecimento global não é antropogênico, ele não é produzido pelo homem.&lt;br /&gt;JC - A proporção que o homem produz de CO² não seria suficiente?Molion - Certamente que não. Estima-se que os fluxos globais de carbono entre oceano, solo, vegetação e atmosfera seja da ordem de 200 bilhões de toneladas por ano. Como são estimativas, admite-se facilmente que tenha um erro de 10% nisso. Estamos falando de 20 bilhões. Vinte bilhões é 3 vezes mais do que o homem coloca na atmosfera hoje, que é de 6 bilhões. E 20 bilhões é 70 vezes maior do que o que o Protocolo de Kyoto se propõe a reduzir, que é apenas 0,3 bilhão. Quer dizer, o Protocolo de Kyoto é ridículo. Pode ser muito bom para a recuperação ambiental, mas do ponto de vista de efeito estufa, diminuição e controle do CO², o Protocolo de Kyoto é ridículo.&lt;br /&gt;JC – Como a ciência, que busca uma verdade objetiva, pode divergir tanto neste momento, neste assunto?Molion – Não sei. Talvez haja interesses por detrás disso. Interesses econômicos envolvidos. Talvez alguns cientistas aproveitem da situação. Alguns que discordam também não falam, temem que seus projetos sejam cortados, seus empregos perdidos. Enfim, parece haver uma série de razões que levaram a adoção dessa hipótese do aquecimento global antropogênico ganhar um corpo tão grande. A comunicação hoje é muito fácil e o homem gosta mais de catastrofismo do que outra coisa. Existe interesses, não é questão de divergência. Os defensores do aquecimento global se baseiam em argumentos que não têm base científica sólida. Mas como eles fazem isso? Muito simples: a verba para o estudo climático nos EUA era, há 10 anos, US$ 600 milhões. Hoje passa de US$ 4 bilhões. Qualquer projetinho que venha lá dizendo que isso pode ajudar a entender o aquecimento global antropogênico recebe o seu dinheiro. Pode haver interesse das próprias companhias de petróleo. Sabendo que o petróleo vai terminar a curto prazo, 20, 30 anos, então se diminuir o consumo agora estica o domínio deles e permite até elevar o preço acima de US$ 110 o barril. E pode haver até outros interesses dos próprios políticos, de ver nisso uma oportunidade de colocar mais um imposto, mais uma taxinha.&lt;br /&gt;JC – Então quem mora na beira-mar de Boa Viagem, de Maceió e do Rio de Janeiro não precisa se preocupar de que vai ficar sob água?Molion – Essas projeções de que o nível do mar vai subir de 20cm a 60cm são baseadas em cenários hipotéticos que jamais vão ocorrer. São resultados de modelos de simulação de clima que não são adequados para fazer previsão nenhuma. Na realidade, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, o IPCC, não faz previsões. Ele faz projeções de cenários. De tal forma que esse aumento de 20cm a 60cm no nível dos mares é um mero exercício acadêmico. O que ocorreu nos últimos 100 anos foi que este nível subiu cerca de 13cm, mas existem muitas outras causas geológicas, como o movimento de placas tectônicas, do que certamente o ser humano. O ser humano é muito pequenininho em comparação com as forças naturais. Basta dizer que 71% da superfície terrestre é coberta por oceanos e 29% são continentes. Dos 29% de continentes, 15% são terras geladas, gelo e areia, desertos. Resta então ao homem apenas 14% para ele manipular. Desses 14%, metade é coberto por florestas naturais. O homem só opera em 7% da superfície terrestre. Não é possível que nesses 7% ele vá mudar o globo todo. Repito: não confundir conservação ambiental com mudança climática. A conservação é uma necessidade da espécie humana. E o CO² não tem nada a ver com mudança climática. Não confundir CO² com poluição. Quanto mais CO² na atmosfera, mais as plantas produzem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-6035978249862118062?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://cafecolombo.com.br/2008/04/13/a-tese-do-esfriamento-global/' title='A tese do esfriamento global'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/6035978249862118062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/07/tese-do-esfriamento-global.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/6035978249862118062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/6035978249862118062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/07/tese-do-esfriamento-global.html' title='A tese do esfriamento global'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SIYZ-WabjtI/AAAAAAAABl4/Thi3-Cwd7ww/s72-c/molion_esfriamento_global.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-3312628288268786556</id><published>2008-07-19T12:16:00.000-07:00</published><updated>2009-07-22T10:35:03.145-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Historia'/><title type='text'>Os Pilares do Nazismo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SII99EMXQLI/AAAAAAAABlw/3mUaF_bedPM/s1600-h/250px-Hitler1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 178px; height: 210px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SII99EMXQLI/AAAAAAAABlw/3mUaF_bedPM/s400/250px-Hitler1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224806637010108594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Constantino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Deve ser sempre enfatizado que o nacionalismo econômico é um corolário do estatismo, seja o intervencionismo ou o socialismo.” (Mises)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos historiadores tentaram explicar o surgimento do nazismo de diferentes formas. O enfoque do economista Mises, no entanto, é bastante peculiar, pois mostra como o nazismo foi um filhote da mentalidade estatizante que dominou o mundo na época, e a Alemanha em particular. O prisma econômico de Mises permite uma abordagem transparente, que desfaz uma das maiores inversões já criadas na história: a idéia de que o nazismo é de “direita” e, portanto, oposto ao socialismo e mais próximo do capitalismo. Socialismo, afinal, trata de um sistema econômico de organização da sociedade, defendendo meios públicos de produção, contra o pilar do capitalismo, que é a propriedade privada. Analisando por este ângulo, fica evidente a proximidade entre nazismo e socialismo, ambos totalmente opostos ao capitalismo de livre mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se fala em nazismo, o anti-semitismo é uma das primeiras características que vem à mente. Mises mostra, no entanto, que esse ódio racial foi apenas um pretexto utilizado pelos nazistas, transformando os judeus em bodes expiatórios. Era impossível diferenciar antropologicamente alemães judeus dos não-judeus. Não existem características raciais exclusivamente judaicas, e o “arianismo” não passava de uma ilusão. As leis nazistas de discriminação contra os judeus não tinham ligação com considerações da raça em si. Eles se uniram aos italianos e japoneses, sem ligação alguma com a “supremacia racial nórdica”, enquanto desprezavam os nórdicos que não simpatizavam com seus planos de domínio mundial. Tantas contradições não incomodavam os “arianos”, pois o racismo não era a causa do movimento, e sim um meio político para seus fins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo aquilo que representava um empecilho no caminho do poder total era considerado “judeu” pelos nazistas. Apesar de os nacionalistas alemães considerarem o bolchevismo uma criação judaica, isso não os impediu de cooperar com os comunistas alemães contra a República de Weimar, ou de treinar seus guardas de elite nos campos de artilharia e aviação russos entre 1923 e 1933. Também não os impediu de costurar um acordo de cumplicidade política e militar com a União Soviética entre 1939 e 1941. Mesmo assim, a opinião pública defende que o nazismo e o bolchevismo são filosofias implacavelmente opostas. O simples fato de que os dois grupos lutaram um contra o outro não prova que suas filosofias e princípios sejam diferentes. Sempre existiram guerras entre pessoas do mesmo credo ou filosofia. Se a meta for a mesma – o poder – então será natural uma colisão entre ambos. O rei Charles V disse uma vez que estava em pleno acordo com seu primo, o rei da França, pois ambos lutavam contra o outro pelo mesmo objetivo: Milão. Hitler e Stalin miravam no mesmo alvo. Ambos desejavam governar a Polônia, a Ucrânia e os estados bálticos. Além disso, disputavam o mesmo tipo de mentalidade, aqueles desesperados que estão dispostos a sacrificar a liberdade em prol de alguma promessa de segurança. Nada mais normal do que um bater de frente com o outro, quando sustentar o acordo mútuo ficou complicado demais. Não devemos esquecer que os socialistas de diferentes credos sempre lutaram uns contra os outros, e isso não os torna menos socialistas. Stalin não virou menos socialista porque brigou com Trotsky.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bolcheviques partiram na frente em termos de conquista de poder, e o sucesso militar de Lênin encorajou tanto Mussolini como Hitler. O fascismo italiano e o nazismo alemão adotaram os métodos políticos da União Soviética. Eles importaram da Rússia o sistema de partido único, a posição privilegiada da polícia secreta, a organização de partidos aliados no exterior para lutar contra seus governos locais e praticar sabotagem e espionagem, a execução e prisão os adversários políticos, os campos de concentração, a punição aos familiares de exilados e os métodos de propaganda. Como Mises disse, a questão não é em quais aspectos ambos os sistemas são parecidos, mas sim em quais eles diferem. O nazismo não rejeita o marxismo porque sua meta é o socialismo, e sim porque ele advoga o internacionalismo. Ambos são anticapitalistas e antiliberais, delegando todo o poder ao governo centralizado e planejador. No nazismo, a propriedade privada não foi abolida &lt;em&gt;de jure&lt;/em&gt;, mas foi &lt;em&gt;de facto&lt;/em&gt;, e os empresários eram nada mais do que “gerentes administrativos”, obedecendo a ordens do governo, que decidia sobre tudo, incluindo alocação de capital e preços exercidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os judeus foram vítimas dos nazistas basicamente por representarem uma minoria que pode ser legalmente definida em termos precisos, o que era tentador numa era de intervencionismo estatal. Os nazistas souberam explorar isso usando os judeus como bodes expiatórios para os males criados pelo sistema econômico inadequado. Existiam aqueles que tentavam justificar o anti-semitismo denunciando os judeus como capitalistas, e existiam outros que culpavam os judeus pelo comunismo. As acusações contraditórias cancelam uma a outra. Com a derrota na primeira Guerra Mundial, o nacionalismo alemão conseguiu sobreviver arrumando um culpado para o fracasso. Os nacionalistas insistiram que eram invencíveis, mas alegaram terem sido sabotados pelos judeus. Se estes fossem eliminados, a vitória seria certa. O uso dessa minoria como bode expiatório serviu para a concentração de poder doméstico, assim como para o apoio de muitos no exterior, pois onde quer que houvesse alguém interessado em se livrar de um competidor judeu, lá poderia estar um apoio ao nazismo. De fato, não foi pequeno o apoio inicial que os nazistas receberam de fora. A humanidade pagou um elevado preço pelo anti-semitismo. Na União Soviética, os pequenos proprietários, os &lt;em&gt;kulaks&lt;/em&gt;, exerceram esse papel de minoria culpada pelos males econômicos. Na essência, a tática é a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os comunistas alemães abriram o caminho para o nazismo, ajudando a enterrar de vez o liberalismo no país. Os comunistas estavam ansiosos para tomar o poder através da violência. No começo de 1919, eles partiram para batalhas nas ruas de Berlim e conseguiram o controle de boa parte da capital. No final de 1918, a grande maioria da nação estava preparada para defender um governo democrático, segundo Mises. Mas esse choque criado pelos comunistas e marxistas, que se declararam a favor da ditadura do proletariado rejeitando a democracia, gerou enorme descrença no povo. Os alemães ficaram desiludidos com a democracia, sentindo-se enganados, como se o apelo pela democracia fosse apenas um meio de conquistar os tolos. Democracia passou a ser sinônimo de fraude. Os nacionalistas foram rápidos em aproveitar essa mudança de mentalidade. Os métodos marxistas foram usados pelos nacionalistas, que haviam lido Lênin e Bukharin. Um plano para a tomada do poder tinha sido traçado. Em 1919, a escolha política alemã era entre o totalitarismo bolchevique, sob a ditadura de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht, ou o parlamentarismo. No entanto, os comunistas, apesar de minoria, não estavam dispostos a aceitar a decisão democrática, e o único meio de detê-los era o uso da força. A intervenção militar dos nacionalistas foi vista como única saída por muitos alemães. Os nazistas chegaram ao poder graças à ameaça comunista. Ambos disputavam os mesmos adeptos, já que o liberalismo não era mais uma alternativa após tanta idolatria ao estado.*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que Hitler conseguiu subsídios das grandes empresas na primeira fase de sua carreira política. Mas ele tomou esse dinheiro como um rei toma o tributo de seus súditos. Se os empresários negassem o que era demandado, Hitler teria os sabotado ou mesmo usado violência. Os empresários preferiram ser reduzidos ao papel de gerentes administrativos sob o nazismo a ser liquidados pelo comunismo no estilo soviético. Não havia uma terceira opção naquele contexto. Tanto a força como o dinheiro eram impotentes contra as idéias, e estas apontavam na direção da estatização da economia. O próprio Hitler concluiu que não era necessário socializar os meios de produção oficialmente. Ele havia socializado os homens! Os empresários alemães contribuíram com parte do avanço nazista, assim como várias outras camadas da nação, incluindo as igrejas, tanto a católica como a protestante. O lamentável fato é que a maioria do povo alemão abraçou o nacional-socialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário catastrófico da economia foi crucial para criar um terreno fértil ao nazismo. Mas o fato de existir uma doença não explica, por si só, a busca por um determinado remédio. Esse remédio é procurado porque o doente acredita que ele pode curá-lo. Logo, o caos econômico na Alemanha só levou ao nazismo porque muitos passaram a acreditar que este era o caminho da salvação. E isso foi uma conseqüência das idéias estatizantes, mercantilistas, que espalharam a falácia de que mais espaço físico e recursos naturais deveriam ser conquistados pelos alemães para garantir o suprimento doméstico e a retomada do crescimento. A inflação que devastou a economia não era vista como resultado das políticas do governo, mas sim como um problema do capitalismo internacional. A mentalidade de guerra, que encara o comércio entre nações como um jogo de perde e ganha, foi fundamental para o crescimento nazista. Poucos compreendiam as vantagens do livre comércio, da divisão internacional de trabalho. Para os males causados pelo intervencionismo estatal, mais estado foi proposto como solução. A ignorância econômica da grande maioria dos alemães foi o que permitiu o avanço do nacionalismo-socialista radical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aspectos fundamentais da ideologia nazista não diferem daqueles geralmente aceitos pelas demais ideologias estatizantes. O controle da economia deve ser estatal. O lucro é visto com enorme desdém. O planejamento centralizado é uma panacéia para os males econômicos. As importações são encaradas como uma invasão estrangeira negativa. O individualismo deve ser duramente combatido em prol do coletivismo. Eis o arcabouço ideológico que possibilitou a conquista do poder pelos nazistas, que derrubaram os concorrentes estatizantes porque estavam dispostos a defender até as últimas conseqüências esta mentalidade. Os pilares do nazismo foram erguidos sobre a mentalidade estatizante da época. A idolatria ao estado e a desconfiança em relação ao livre comércio sustentaram os dogmas nazistas. Mises afirma que somente através da destruição total do nazismo o mundo poderá retomar suas conquistas e melhorar a organização social, construindo uma boa sociedade. Infelizmente, os pilares de sua ideologia permanecem conquistando muitos adeptos, ainda que sob diferentes rótulos. São estes pilares que devem ser atacados para a garantia do progresso da civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O colega de Mises, o prêmio Nobel Hayek, também analisou o nazismo por um prisma semelhante, e concluiu que a relativa facilidade com que um jovem comunista podia se converter em nazista ou vice-versa era notória na Alemanha. Aqueles estudantes que detestavam a civilização liberal do Ocidente não sabiam ao certo o que escolher entre nazismo e comunismo, mas tinham em comum o ódio ao modelo liberal. Hayek explica a situação em &lt;em&gt;O Caminho da Servidão&lt;/em&gt;: “É verdade que na Alemanha, antes de 1933, e na Itália, antes de 1922, comunistas e nazistas ou fascistas entravam mais freqüentemente em conflito entre si do que com os outros partidos. Disputavam o apoio de pessoas da mesma mentalidade e voltavam uns aos outros o ódio que se tem aos hereges. No entanto, seu modo de agir demonstrava quão semelhantes são, de fato. Para ambos, o verdadeiro inimigo, o homem com o qual nada tinham em comum e ao qual não poderiam esperar convencer, era o liberal da velha escola. Enquanto o nazista para o comunista, o comunista para o nazista, e para ambos o socialista, são recrutas em potencial, terreno propício à sua pregação – embora se tenham deixado levar por falsos profetas – eles sabem que é impossível qualquer tipo de entendimento com os que realmente acreditam na liberdade individual”. Mesmo o professor Eduard Heimann, um dos líderes do socialismo religioso alemão, escreveu que o liberalismo tem a honra de ser a doutrina mais odiada por Hitler. E pelos socialistas também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-3312628288268786556?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2008/07/os-pilares-do-nazismo.html' title='Os Pilares do Nazismo'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/3312628288268786556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/07/os-pilares-do-nazismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/3312628288268786556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/3312628288268786556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/07/os-pilares-do-nazismo.html' title='Os Pilares do Nazismo'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SII99EMXQLI/AAAAAAAABlw/3mUaF_bedPM/s72-c/250px-Hitler1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-5186034979866284072</id><published>2008-07-14T11:01:00.000-07:00</published><updated>2009-07-20T06:03:46.535-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PNL'/><title type='text'>O Poder da Linguagem</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;O Poder da Linguagem&lt;br /&gt;Judith Lloyd Yero&lt;br /&gt;"O que você ouve repetidamente, eventualmente você passa a acreditar."Mike Murdock&lt;br /&gt;Practitioners, em muitos campos, têm um conjunto de crenças tácitas que são comumente aceitas e que guiam o seu comportamento. A educação não é exceção. "A sabedoria convencional" guia o comportamento daqueles envolvidos no ensino dos estudantes. O problema com essas crenças inconscientes é que elas raramente são reexaminadas para validação. Elas mantêm o seu poder através da linguagem diária e passam de uma pessoa para outra como um vírus.&lt;br /&gt;Pensamento vírus&lt;br /&gt;"Os estudantes devem aprender o básico antes de poderem tentar resolver problemas mais complexos."&lt;br /&gt;"O papel primário do professor é dar aos alunos o conhecimento de que eles precisam para atuarem efetivamente no mundo."&lt;br /&gt;"Uma boa ordem é a base para um bom ensino."&lt;br /&gt;Tais afirmações são crenças. Ditas com convicção, elas assumem a autoridade do locutor. A mente as aceita como verdade – como informação real. Tais afirmações são o que o psicólogo Robert Dilts chama de "vírus do pensamento". (1) Um vírus do pensamento é uma crença limitante – uma generalização ou uma distorção retirada de uma experiência, mas hoje separada do seu contexto. O perigo do pensamento vírus é que, como contêm alguma verdade, como são parcialmente verdadeiros em alguns contextos, as pessoas estão menos propensas a questionar a sua validade.&lt;br /&gt;Afirmações tais como, os estudantes são motivados pelas notas e, devem aprender o básico antes que possam tentar resolver problemas mais complexos, soam como fatos. Entretanto, nem sempre são verdadeiras. Quase todos podem se recordar de situações onde o oposto é verdadeiro. Essas não são as "exceções" para o fato. Elas são indicadores que nos permitem saber que a afirmação é uma crença e não um fato – SE nós estivermos prestando atenção.&lt;br /&gt;Afirmações factuais simples, que são unânimes, são frequentemente independentes do contexto. Afirmações de que a neve é branca, a fórmula da água é H2O, e que Seattle fica ao norte de Los Angeles são verdadeiras no contexto que as pessoas encontram na vida diária. Quanto mais complexa se tornar uma afirmação e menos definidos forem os termos usados na afirmação, menos provável será a afirmação conseguir uma concordância geral.&lt;br /&gt;A fim de se chegar a um acordo, as pessoas devem especificar o contexto e negociar a definição dos termos para terem certeza de que significam a mesma coisa para todos. Infelizmente, quando as pessoas pensam em algumas situações onde uma afirmação é verdadeira, elas frequentemente a aceitam como verdade sem mais negociação. É assim que as crenças se tornam instituídas como "fatos".&lt;br /&gt;Muitos vírus do pensamento educacional são uma parte tão profunda da estrutura da vida diária nas escolas que eles são duplamente difíceis de detectar. Os professores simplesmente balançam suas cabeças a tais afirmações. Não é caso de decepção. É que apenas a linguagem da educação tem o poder de definir o comportamento dos professores.&lt;br /&gt;Vamos examinar algumas das afirmações listadas acima. (Para ver como você foi "infectado" por pensamento vírus semelhantes, veja Self-Inventory no livro &lt;a href="http://www.teachersmind.com/TIMNEW.htm" target="_blank"&gt;Teaching in Mind: How Teacher Thinking Shapes Education&lt;/a&gt;.) Você pode descobrir que, inicialmente, você concorda ou discorda das afirmações. O mais importante é identificar em que base você concorda ou discorda.&lt;br /&gt;1. Os estudantes devem aprender o básico antes de poderem tentar resolver problemas mais complexos. Você já não aprendeu alguma coisa onde começou com o básico e depois trabalhou avançando para conceitos mais complexos? Você já não aprendeu algo onde você saltou para um nível razoavelmente complexo e eventualmente foi empregando seus esforços até chegar no básico?&lt;br /&gt;A maioria das pessoas responde "sim" para as duas perguntas, portanto a afirmação original é só parcialmente verdadeira. Melhor dito, é verdade em alguns contextos mas não em outros. Como tal, é inapropriado usar a afirmação como verdade permanente ou regra com o propósito de tomar decisões sobre como organizar o conteúdo acadêmico. Ainda assim essa afirmação é usada como base para a maioria dos livros textos e para planejar os cursos escolares!&lt;br /&gt;2. O papel primário do professor é dar aos alunos o conhecimento de que eles precisam para atuarem efetivamente no mundo. Essa afirmação pressupõe diversas coisas. Primeiro, é possível para um professor "dar" conhecimento aos estudantes. Pesquisas sobre o conhecimento gerado interiormente colocam essa suposição em sério questionamento.&lt;br /&gt;Segundo, a afirmação pressupõe que o professor sabe qual é o conhecimento que o estudante vai precisar. Embora seja razoável assumir que todos os estudantes vão precisar das habilidades básicas de alfabetização e aritméticas, o que essa afirmação significa para os professores de outras matérias além destes níveis?&lt;br /&gt;O perigo nessa afirmação é que muitos professores foram vítimas do mito que o seu principal papel é dar informação aos estudantes. Dar é parte da metáfora do "conhecimento como objeto". A palavra dar é extremamente poderosa na definição do papel dos professores. A afirmação original soa como uma afirmação de fato - de sabedoria – de verdade, porém, de novo, ela é verdadeira em somente alguns contextos. É um pensamento vírus.&lt;br /&gt;As decisões baseadas em generalizações independentes do contexto são tomadas com informações insuficientes, em relação ao que acontece com as tomadas num contexto específico. Por exemplo, habitualmente, manter os estudantes em silêncio com base no pensamento vírus de que uma sala de aula silenciosa contribui para o aprendizado pode inibir, tanto quanto favorecer, o aprendizado.&lt;br /&gt;Se você está atento de que contextos diferentes mudam a verdade da afirmação, você está correto no caminho para reconhecer o perigo inerente em tais crenças limitantes. Para evitar infecção pelo pensamento vírus, é imperativo questionar a "sabedoria convencional" da educação perguntando: "Existe alguma situação em que isso é ou não é verdade?"&lt;br /&gt;Os professores baseiam as suas decisões num conjunto de suposições básicas sobre o aprendizado, o conhecimento, o ensino e a natureza dos estudantes. Ensino cuidadoso exige identificar se estas suposições são válidas ou se, na realidade, são pensamento vírus. O importante é se a afirmação é verdadeira no contexto presente. Se não, as decisões baseadas nessa afirmação serão, algumas vezes, inapropriadas.&lt;br /&gt;Certamente é mais fácil aplicar as mesmas regras para todas as pessoas e todas as situações do que ter que avaliar constantemente cada situação e decidir qual a ação apropriada. O custo desta "facilidade" é a negligência. Para o argumento de que não temos tempo para avaliar cada situação, eu concordo com Norman Cousins: "É um absurdo dizer que não temos tempo suficiente para ficarmos totalmente informados... O tempo utilizado para pensar é o que maior poupador de tempo". (2)&lt;br /&gt;Referências&lt;br /&gt;Dilts, R. B. (1999). Sleight of Mouth: The Magic of Conversational Belief Change, CA: Meta Publications, 117&lt;br /&gt;Peter, L. J. (1977). Peter’s Quotations: Ideas for our Time. New York: Bantam Books, 494&lt;br /&gt;Judith Lloyd Yero, Master Practitioner e Trainer em PNL, é professora e diretora do &lt;a href="http://www.teachersmind.com/t_blank" target="_blank"&gt;Teacher's Mind Resources&lt;/a&gt;, analista e consultora educacional, autora de livros e de artigos em jornais. Recentemente foi co-autora de textos em sociologia, psicologia, história americana e contribuiu com numerosos livros textos de ciência.&lt;br /&gt;Artigo original: &lt;a href="http://www.teachersmind.com/language.htm" target="_blank"&gt;The Power of Language&lt;/a&gt; Tradução JVF, direitos de tradução reservados. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7941616891952534323-5186034979866284072?l=fenixfelipe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.golfinho.com.br/' title='O Poder da Linguagem'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/feeds/5186034979866284072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/07/o-poder-da-linguagem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/5186034979866284072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7941616891952534323/posts/default/5186034979866284072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fenixfelipe.blogspot.com/2008/07/o-poder-da-linguagem.html' title='O Poder da Linguagem'/><author><name>Fênix Felipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05096799648608084504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-icBjCrNffag/ToZZoG_T86I/AAAAAAAACmg/WnDjh1SBd9I/s220/7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7941616891952534323.post-4998020685873989955</id><published>2008-07-08T06:21:00.000-07:00</published><updated>2009-07-22T10:40:53.938-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inflacao'/><title type='text'>O que você deve saber sobre a inflação</title><content type='html'>&lt;p class="meta"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;a href="http://www.mises.org/articles.aspx?AuthorId=170"&gt;Por Henry Hazlitt&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;N. do T.: como repentinamente todos começaram a falar sobre o aumento generalizado dos preços dos alimentos em todo o mundo, principalmente do trigo, convém deixar de lado toda a histeria emocional e explicar o que realmente causa esse efeito. Apesar de o seguinte texto ser de 1964, causa espécie o fato de que ainda hoje a lição não foi compreendida e que os mesmos erros continuam sendo repetidos à exaustão. É interessante constatar, por exemplo, que a atual inflação monetária americana, artifício utilizado principalmente para se financiar a guerra do Iraque, segue os mesmos princípios e causa os mesmos efeitos descritos a seguir - o que não causa qualquer surpresa, dado que a Teoria Austríaca sempre descreveu acuradamente todos os mecanismos da economia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;[Esse artigo foi extraído dos capítulos iniciais do livro &lt;a href="http://mises.org/store/What-You-Should-Know-About-Inflation--P333C0.aspx"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: windowtext; text-decoration: none;"&gt;What You Should Know About Inflation&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; (1964).]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Atualmente, nenhum assunto é mais discutido - e mais mal compreendido - do que a inflação. Os políticos falam dela como se fosse algum terrível visitante desconhecido e inesperado, sobre o qual eles não têm qualquer controle - como um dilúvio, uma invasão externa ou uma praga. É algo contra o qual eles estão sempre prometendo "lutar" - e para isso eles só precisam que o Congresso ou o povo dê a eles as "armas" ou "uma lei severa" para fazer o serviço.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SHNqNZPmCcI/AAAAAAAABlo/PVSgWE4sUdA/s1600-h/WhatInflation.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_th-jljMHGU0/SHNqNZPmCcI/AAAAAAAABlo/PVSgWE4sUdA/s400/WhatInflation.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220633171399674306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Entretanto, a simples e óbvia verdade é que foram os nossos próprios líderes políticos que criaram a inflação através de suas próprias políticas fiscais e monetárias. E eles estão prometendo lutar com a mão direita contra as condições que eles mesmos criaram com a mão esquerda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A inflação, sempre e em qualquer lugar, é causada fundamentalmente por um aumento na oferta de dinheiro e crédito. Na realidade, a inflação &lt;i style=""&gt;é&lt;/i&gt; o aumento na oferta de dinheiro e crédito. Se você procurar no &lt;i style=""&gt;American College Dictionary&lt;/i&gt;, por exemplo, encontrará a primeira definição de inflação da seguinte maneira:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 5pt 39.9pt 5pt 30pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;"Expansão&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; indevida ou aumento da &lt;i style=""&gt;moeda&lt;/i&gt; de um país, principalmente através da emissão de papel-moeda não redimível em moeda sonante."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;No entanto, em anos recentes o termo passou a ser usado em um sentido radicalmente diferente. Isso é perceptível na segunda definição dada pelo &lt;i style=""&gt;American College Dictionary&lt;/i&gt;:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 5pt 39.9pt 5pt 30pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;"Um aumento substancial dos preços causado por uma expansão indevida do papel moeda ou do crédito bancário."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Agora, é óbvio que um aumento dos preços causado por uma expansão da oferta monetária não é a mesma coisa que a expansão da oferta monetária propriamente dita. Uma causa ou condição claramente não é idêntica a uma de suas conseqüências. Assim, o uso da palavra "inflação" com esses dois significados bem diferentes gera uma infindável confusão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;A palavra "inflação" originalmente era aplicada apenas para a quantidade de dinheiro. Ela significava que o volume de dinheiro era inflado, aumentado, exagerado. Não se trata de pedantismo insistir que a palavra deva ser usada apenas em seu significado original. Usá-la com o significado de "um aumento nos preços" é desviar a atenção da causa real da inflação e da real cura para ela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Vejamos o que acontece em um ambiente inflacionário, e por que isso acontece. Quando a oferta de dinheiro aumenta, as pessoas têm mais dinheiro para trocar por bens. Se a oferta de bens não aumenta - ou não aumenta tanto quanto a oferta de dinheiro - então os preços dos bens irão subir. Cada nota fiduciária individual - por exemplo, o dólar - se torna menos valiosa porque passa a existir uma quantidade maior delas. Assim, um número maior dessas notas será oferecido em troca de, digamos, um par de sapatos ou cem quilos de trigo. Um "preço" é uma razão de troca entre, por exemplo, um dólar e uma unidade de um bem. Quando as pessoas têm mais dólares, elas valorizam menos cada dólar. Assim, o preço dos bens aumenta, não porque eles estejam mais escassos do que antes, mas porque os dólares estão mais abundantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Antigamente, os governos inflacionavam através da adulteração da cunhagem das moedas, principalmente através da alteração do teor da liga. Depois eles descobriram que poderiam inflacionar de maneira mais rápida e barata simplesmente jogando papel em uma impressora e imprimindo dinheiro. Foi isso que aconteceu com o &lt;a href="http://mises.org/store/Fiat-Money-Inflation-in-France-P435C0.aspx"&gt;assignat francês em 1789&lt;/a&gt;, e com a &lt;a href="http://www.mises.org/story/2340"&gt;moeda americana durante a Revolução Americana&lt;/a&gt;. Hoje, o método é um pouco mais indireto. O governo vende seus títulos ou outras formas de dívida para os bancos. Como forma de pagamento, os bancos criam "depósitos" em seus registros contábeis, depósitos esses que podem ser sacados pelo governo. Em contrapartida, um banco pode vender essas dívidas do governo para o Banco Central (Federal Reserve, no caso dos EUA), que pode pagar por elas de duas maneiras: creditando um depósito na conta que esse banco tem junto ao Banco Central, ou simplesmente imprimindo dinheiro para pagar por elas. É assim que o dinheiro é criado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;A maior parte da "oferta monetária" de um país é representada não pela moeda que passa de mãos em mãos, mas pelos depósitos bancários que são sacados por meio de cheques. Assim, quando os economistas medem nossa oferta monetária, eles somam os depósitos a vista (e, frequentemente, os depósitos a prazo) ao dinheiro fora dos bancos para obter o total. O total de dinheiro e crédito assim medido foi de $63,3 bilhões ao final de dezembro de 1939, e $308,8 bilhões ao final de dezembro de 1963. Esse aumento de 388% na oferta monetária foi a razão predominante de os preços atacadistas terem aumentado 138% no mesmo período.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h2&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:11;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;  &lt;h2&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:11;"  &gt;Algumas ressalvas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Frequentemente argumenta-se que atribuir a inflação a somente um aumento no volume de dinheiro é algo "deveras simplista". Isso é verdade. Muitas classificações devem ser consideradas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Por exemplo, a "oferta monetária" deve ser considerada como algo que inclui não só o estoque de dinheiro físico, que passa de mãos em mãos, mas também a oferta de crédito bancário - especialmente nos Estados Unidos, onde a maioria dos pagamentos é feita via cheques.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Também é algo "deveras simplista" dizer que o valor de um dólar individual depende simplesmente da atual oferta de dólares &lt;st1:personname productid="em circula??o. O" st="on"&gt;em circulação. O&lt;/st1:personname&gt; valor depende também da oferta futura esperada de dólares. Se a maioria das pessoas temer, por exemplo, que a oferta de dólares será ainda maior daqui a um ano, em relação a hoje, então o valor presente do dólar (medido em relação ao seu poder de compra) será menor do que a atual quantidade de dólares pode de fato valer. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Novamente, o valor de qualquer unidade monetária, tal como o dólar, depende não apenas da quantidade de dólares existentes, mas também de sua qualidade. Quando um país sai do padrão-ouro, por exemplo, isso significa que o ouro, ou o direito de se conseguir ouro, repentinamente virou um mero papel. Assim, o valor da unidade monetária normalmente cai de imediato, mesmo que ainda não tenha havido qualquer aumento na quantidade de dinheiro. Isso ocorre porque as pessoas têm mais fé no ouro do que nas promessas ou nas ponderações dos gerentes monetários do governo. De fato, é difícil encontrar um exemplo de algum caso em que uma retirada do padrão-ouro não foi seguida de um aumento do crédito bancário e do dinheiro impresso em circulação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Em resumo, o valor do dinheiro varia basicamente pelas mesmas razões que varia o valor de qualquer commodity. Assim como o valor de um alqueire de trigo depende não apenas da atual oferta total de trigo, mas também da futura oferta esperada e da qualidade do trigo, o valor do dólar também depende de uma variedade similar de considerações. O valor do dinheiro, assim como o valor de quaisquer bens, não é determinado meramente por relações mecânicas ou físicas, mas primariamente por fatores psicológicos que podem ser complicados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Ao lidar com as causas e a cura da inflação, é preciso ter em mente quais são as reais complicações; não se deve se deixar ser confundido e enganado por complicações desnecessárias ou inexistentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Por exemplo, é muito comum ouvir que o valor do dólar depende não somente da quantidade de dólares, mas também da sua "&lt;a href="http://www.mises.org/story/918"&gt;velocidade de circulação&lt;/a&gt;". Um aumento na "velocidade de circulação", no entanto, não é a causa de uma queda adicional do valor do dólar; esse aumento é em si uma das conseqüências do temor de que o valor do dólar vai diminuir (ou, para colocar de outra maneira, da crença de que os preços dos bens vão aumentar). É essa crença que torna as pessoas mais ansiosas para trocar dólares por bens. A ênfase que alguns escritores dão à "velocidade de circulação" é apenas mais um exemplo do erro de se substituir razões reais psicológicas por considerações mecânicas dúbias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Um outro beco sem saída: como resposta àqueles que dizem que a inflação de preços é causada primariamente por um aumento do dinheiro e do crédito, algumas pessoas argumentam que o aumento dos preços das commodities frequentemente ocorre antes do aumento da oferta monetária. Isso é verdade. Isso foi o que ocorreu imediatamente após a deflagração da guerra na Coréia. Matérias-primas estratégicas começaram a encarecer por temor de que elas se tornariam escassas. Especuladores e produtores começaram a comprá-las e guardá-las, seja para se obter lucros futuros ou para se formar estoques preventivos. Mas para fazer isso, eles tiveram de pedir mais dinheiro emprestado junto aos bancos. Assim, o aumento dos preços foi acompanhado de um aumento igualmente notável dos empréstimos bancários e dos depósitos. De 31 de maio de 1950 até 30 de maio de 1951, os empréstimos feitos pelos bancos daquele país aumentaram em $12 bilhões. Se esse aumento dos empréstimos não tivesse ocorrido, e dinheiro novo (algo em torno de $6 bilhões ao final de janeiro de 1951) não tivesse sido impresso para cobrir os empréstimos, o aumento dos preços não teria como ser sustentado. Ou seja, o aumento dos preços só foi possível porque houve um aumento da oferta monetária.&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h2&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:11;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;  &lt;h2&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:11;"  &gt;Algumas falácias populares&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Uma das mais persistentes falácias sobre a inflação é a assunção de que ela é causada, não por um aumento na quantidade de dinheiro, mas por uma "escassez de bens".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;É verdade que um aumento nos preços (algo que, como já vimos, não deve ser identificado com inflação) pode ser causado tanto por um aumento na quantidade de dinheiro como por uma escassez de bens - ou pelos dois, simultaneamente. O trigo, por exemplo, pode ter seu preço aumentado seja porque houve um aumento na oferta de dinheiro ou por ter havido problemas com a safra. Mas raramente se observa, mesmo em condições de guerra total, um aumento generalizado dos preços causado por uma escassez generalizada de produtos. No entanto, tão persistente é a falácia de que a inflação é causada por uma "escassez de bens" que, mesmo na Alemanha de 1923, depois de os preços terem se elevado em centenas de bilhões de vezes, altos funcionários do governo e milhões de alemães estavam dizendo que a culpa toda era da "escassez geral de bens" - no mesmo momento em que estrangeiros iam comprar bens alemães com ouro ou com suas próprias moedas a preços bem menores do que os preços cobrados por esses mesmos bens em seus países de origem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;O aumento dos preços ocorrido nos EUA desde 1939 é constantemente atribuído a uma "escassez de bens". Contudo, estatísticas oficiais mostram que a taxa de produção industrial em 1959 foi 177% maior do que em 1939, ou aproximadamente três vezes maior. Dizer que um aumento dos preços em tempos de guerra é causado por uma escassez de bens civis também não torna a explicação melhor. Mesmo considerando-se que os bens civis realmente se escassearam em períodos de guerra, a escassez não poderia ter causado um aumento substancial dos preços por um simples motivo: os impostos tomaram uma porcentagem da renda civil tão grande quanto o rearmamento tirou dos bens disponíveis para a população.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Isso nos leva a uma outra fonte de confusão. Frequentemente se fala que um déficit orçamentário é em si algo necessário e suficiente para se causar inflação. Um déficit orçamentário, entretanto, se for totalmente financiado pela venda de títulos do governo pagos através do uso da poupança real não causará inflação (ver mais &lt;a href="http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=50"&gt;aqui&lt;/a&gt;). E mesmo um superávit orçamentário, por outro lado, não é uma garantia contra a inflação. Isso ficou provado no ano fiscal que terminou em 30 de junho de 1951, quando houve uma substancial inflação de preços, não obstante tenha havido um superávit orçamentário de $3,5 bilhões. A mesma coisa ocorreu nos anos fiscais de 1956 e 1957, quando também ocorreram superávits orçamentários. Um déficit orçamentário, portanto, será apenas inflacionário se causar um aumento da oferta monetária. E a inflação pode ocorrer mesmo havendo um superávit orçamentário, bastando para isso haver um aumento da oferta monetária.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;A mesma cadeia de causalidade se aplica às chamadas "pressões inflacionárias" - particularmente a famosa "espiral de preços e salários". Um aumento dos salários para níveis acima do "nível de equilíbrio", se não for precedido, acompanhado ou rapidamente seguido de um aumento da oferta de dinheiro, não causaria inflação; causaria simplesmente um aumento no desemprego. E um aumento nos preços sem um aumento do dinheiro no bolso das pessoas iria causar apenas uma queda nas vendas. Aumento de preços e salários, para resumir, é normalmente conseqüência da inflação. Esse aumento só pode causar inflação se ele forçar um aumento da oferta monetária.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h2&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:11;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;  &lt;h2&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:11;"  &gt;A cura para a inflação&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;A cura para a inflação, como todas as curas, consiste principalmente em remover a causa dela. A causa da inflação é o aumento da moeda e do crédito. A cura é parar de aumentar a moeda e o crédito. A cura para a inflação, em suma, é parar de inflacionar. Simples assim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Apesar de ser simples em princípio, essa cura frequentemente envolve decisões complexas e desagradáveis em seus detalhes. Comecemos com o orçamento federal. É praticamente impossível evitar a inflação tendo déficits contínuos e pesados. É quase certo que esses déficits serão financiados por meios inflacionários - isto é, pela direta ou indireta criação de mais dinheiro. Enormes gastos governamentais não são em si inflacionários - desde que sejam totalmente financiados com receitas de impostos, ou através de empréstimos que serão pagos inteiramente através do uso da poupança real. Mas a dificuldade inerente a ambos esses métodos de pagamento é que, a partir do momento em que os gastos ultrapassam um certo ponto, torna-se inviável utilizar apenas impostos ou empréstimos para cobri-los; assim, é praticamente inevitável que o governo recorra às impressoras do banco central. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Ademais, apesar de considerarmos que enormes gastos completamente financiados por enormes impostos não são necessariamente inflacionários, eles inevitavelmente reduzem e desorganizam a produção, e enfraquecem qualquer sistema de livre iniciativa. O remédio para os enormes gastos governamentais, portanto, não está em impostos igualmente enormes, mas em parar a gastança descontrolada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Pelo lado monetário, o Tesouro e o Banco Central (Federal Reserve System) devem parar de criar dinheiro artificialmente barato - isto é, eles devam parar de manter as taxas de juros arbitrariamente baixas. O Banco Central não deve retornar à antiga política de comprar os próprios títulos do governo a seus valores de face. Quando as taxas de juros são mantidas artificialmente baixas, elas estimulam um aumento de empréstimos. E isso leva a um aumento da oferta monetária e de crédito. O processo funciona das duas maneiras, pois é necessário aumentar a oferta monetária e de crédito para se manter as taxas de juros artificialmente baixas - e vice-versa. É por isso que uma política de "dinheiro barato" e uma política de valorização dos títulos do governo são simplesmente duas formas de se descrever a mesma coisa. Quando os bancos subsidiários do Federal Reserve (&lt;i style=""&gt;12 bancos que fazem de fato as operações determinadas pelo Banco Central&lt;/i&gt;) compram os títulos do governo - que até então pagavam juros de, digamos, 2,5% -, pagando por eles o equivalente ao valor de face, eles derrubam as taxas de juros de longo prazo para 2%. E eles, na realidade, pagam por esses títulos simplesmente imprimindo mais dinheiro. É esse processo que é conhecido como "monetização" da dívida pública. A inflação vai durar enquanto durar esse processo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;O Banco Central, se estiver de fato determinado a parar a inflação e cumprir com suas responsabilidades, irá se abster dos seus esforços de manter baixas as taxas de juros e de monetizar a dívida pública. Ele deveria retornar à tradição que dita que a taxa de redesconto de um banco central deve normalmente (e principalmente em um período inflacionário) ser uma taxa de "punição" - isto é, uma taxa maior do que aquela que os bancos membros da Reserva Federal conseguem em seus empréstimos mútuos. (&lt;i style=""&gt;Para mais informações sobre esses mecanismos descritos, ver &lt;a href="http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=59"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Quero aqui declarar minha convicção de que o mundo jamais vai sair da atual era inflacionária a não ser que ele retorne ao padrão-ouro. O padrão-ouro fornecia um controle praticamente automático sobre a expansão interna do crédito. É por isso que os burocratas quiseram abandoná-lo. Além de ser uma defesa contra a inflação, o padrão-ouro é o único sistema que já deu ao mundo o equivalente a uma moeda internacional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;A primeira pergunta a ser feita atualmente não é como podemos parar a inflação, mas, sim, se nós realmente queremos fazer isso. Um dos efeitos da inflação é provocar uma redistribuição da riqueza e da renda. Em sua fase inicial (até que ela alcance o ponto em que distorça e debilite totalmente a estrutura de produção da economia), ela beneficia alguns grupos às custas de outros. Os primeiros são aqueles privilegiados que recebem antes de todos os outros o dinheiro que é recém criado. Nesse momento, o valor do dinheiro ainda não foi diluído e, assim, esse grupo, que está mais rico, tem acesso privilegiado a todos os bens disponíveis, que ainda estão com os preços antigos. À medida que esse novo dinheiro vai perpassando os vários setores da economia, os preços vão subindo. Quando esse dinheiro chega à base da pirâmide, todos preços já aumentaram. Houve, assim, uma transferência de riqueza dos mais pobres, que arcam com o ônus da inflação, para os mais ricos, que adquiriram bens a preços anteriores à inflação. Dessa forma, um número cada vez maior de cidadãos passa a integrar o segundo grupo, que não consegue desfrutar do alto padrão de vida que a inflação monetária traz para os poucos privilegiados do primeiro grupo. Assim, os integrantes do primeiro grupo adquirem um interesse velado em manter a inflação. Muitos ainda continuam com a ilusão de que podem virar o jogo - que podem aumentar a renda de maneira mais rápida que o custo de vida. Dessa forma, há uma grande dose de hipocrisia nos protestos contra a inflação. Muitos estão na realidade gritando: "Congelem os preços e a renda de todos, menos a minha".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt;Os go
